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06 março, 2014

Entretanto, em Ermesinde

Vou ser a única bloguer a ignorar as manifestações policiais para falar de coisas muito mais sérias: como tem sido passar DUAS semanas em Ermesinde, em casa da mamã.

Desde 2009, quando deixei o lar para ir viver para Lisboa, que não passava cá tanto tempo. Enquanto o novo projecto não começa, decidi vir passar uns dias à terra, estar com os amigos, comer, estar com a família, comer, ver as vistas e ir comer a sítios novos.

A minha mãe até tem estado com bom feitio e ainda não nos chateamos nenhuma vez. Esta semana até me pediu um conselho:

- Não sei o que lhe hei-de lhe oferecer no aniversário, confidencia-me.
A filha jornalista tem uma ideia: - Ele gosta de ler jornais, porque não lhe ofereces uma assinatura de um jornal ou revista?
- Estás maluca? Isso vai para o lixo, e além disso pode ler as notícias na net!...


Hoje foi a minha vez de lhe ir pedir um conselho. Seis meses de Erasmus em Roma deram-me muitas alegrias, mas também muito peso a mais. Hoje descubro aqui em casa algumas calças desses tempos e pergunto à minha mãe se as devo mandar apertar. A resposta não demorou:

- Para quê, de certeza que vais engordar outra vez!

28 fevereiro, 2014

Tem calma contigo, 2014

No primeiro mês de 2014 aconteceu uma espécie de tsunami na minha vida, que me levou trabalho, casa e que me ia levando a relação. Já não podia com a porcaria do ano. Caramba, tinha sobrevivido ao 13 e agora era o 14 que me trazia todos os azares da vida?

O segundo mês de 2014 devolveu-me tudo, com mudanças, claro. Sou uma jornalista em Portugal e demorei 18 dias a encontrar um novo projecto (pista: é online e vai nascer no primeiro semestre de 2014). A relação tenta voltar aos eixos e decidimos que se calhar era giro vivermos juntos, pelo que me mudei esta semana para a bela freguesia de São João do Estoril, longe de tudo menos do Santini, das tias e da praia.

Regressada ao Porto para uns dias de férias antes de começar o novo trabalho, procuro uma maneira soft de contar à minha avó de 87 anos que vivo em pecado com um homem.

- Então agora que arranjaste trabalho não podes continuar a viver na mesma casa?
- Não posso, vó, já a passei a outra pessoa, não podia voltar atrás...
- E para onde vais viver?
- Olha, [engulo em seco] vou viver com o P.. Não faz sentido passado tanto tempo cada um viver na sua casa. E como eu não tinha mais nenhum sítio para ir...
- ... [olhar perturbado. temo pela sua saúde] ... E não casais?!?
- Oh vó, sabes que o casamento não me diz nada. Afinal, é só um papel, e hoje em dia ninguém da minha idade casa!
- ... És a primeira pessoa na família que é JUNTA.
- Também sou a primeira em muitas outras coisas. Olha, sou a primeira pessoa na família licenciada!
- [Ignorando este dado inútil] Tu é que sabes.

[Silêncio]

- O que é que a mãe do P. acha disso?
- Acha normal. Hoje em dia é normal vó!

[Comento qualquer coisa sobre o programa da Fátima Lopes na TVI, tentando desanuviar o ambiente. Tentativa falhada.]

- E nem sequer fazes uma despedida de SOLTEIRA?
- Não vó...
- Tu é que sabes.

Aposto que, esta noite, em vez de um terço a minha avó vai rezar 10, pedindo a deus pela salvação da minha alma.
Qualquer dia estou eu agarrada ao terço. É que, de repente, vou passar a morar em Cascais e trabalhar num projecto de direita. É capaz de ser a evolução natural, não?

11 junho, 2012

Hoje soube-me a pouco, hoje soube-me a tanto

Duas semanas de férias que se acabam hoje. É triste porque já gastei 50% das minhas férias anuais, ao mesmo tempo que é óptimo sentir que as aproveitei muito bem.

O balanço: uma passeggiata por Milão, com direito a concertaço de Soundgarden e bónus de Afghan Whigs; Festas de aniversário (oh, as vantagens de ter pais separados!); caipirinha na praia de Matosinhos com o meu lisboeta (é preciso trazê-lo a ver as maravilhas do Porto e tentar convencê-lo a trocar a capital pela Imbicta),;3 dias de Primavera Sound e concertos de Yo La Tengo, Kings Of Convenience, The XX, Beach House ou Lee Ranaldo (os preferidos entre dezenas que vi).

Duas semanas de férias sempre a mexer e tenho um comboio para apanhar daqui a 6 horas em Campanhã, para o duro regresso à rotina. Vou começar a semana mais cansada do que o habitual. Mas o cansaço bom cansa menos.

26 janeiro, 2012

Mau Inverno

Saudades, milhões de saudades da mãe e da avó... Janeiro inteiro sem ver as duas mulheres da minha vida é coisa que me deprime. Custa ainda mais quando "I am my mothers only one"...

30 dezembro, 2011

tu divertes-me no bom sentido
e gosto de estar contigo

tens um riso delicioso e contagiante



Às vezes os amigos não sabem o impacto que palavras simples como estas podem ter. Mas se as dissessem mais vezes, não era tão especial. Se alguém do mundo da internet se esbarrar neste post, da próxima vez que pensarem algo como "hum, este meu amigo é mesmo [inserir elogio]", digam-no.

E é assim que digo adeus a 2011 e vos desejo um óptimo ano. Até porque se o mundo vai acabar em 2012 com um desastre qualquer, que pelo menos até ao juízo final seja agradavelzinho.Se for economicamente mau, que as restantes componentes da vida compensem essa lacuna.

05 outubro, 2011


Adeus, Pretinha.

24 dezembro, 2010

Jingle Bell rocks!

Sem qualquer ponta de dúvida: a noite da véspera de Natal é a minha preferida. E desde que me mudei para Lisboa há cerca de um ano que o regresso a casa para o Natal sabe ainda melhor. É uma sensação tão boa chegar finalmente a casa, estar rodeada pela família, enquanto se dá uma escapadela aqui e ali para mostrar aos amigos que hoje temos tempo, que ainda estamos 'vivos' e que, apesar de nos vermos pouco, nada muda. É tão bom estar na nossa terra, na nossa casa, junto dos nossos... Adoro o Natal. 
Se calhar não vou adorar sempre, porque as minhas pessoas não vão durar sempre e o Natal sem elas deixa de ser Natal. Mas, por enquanto, tenho a sorte de ter todos comigo, e quero dizer ao mundo que sei a sorte que tenho e que sei apreciar o momento. Gostava de pensar que todos têm um Natal tão bom quanto o meu.

26 julho, 2010

25 and something

Desculpa Luna, mas tive de roubar... é que tinha mesmo de roubar, o que só significa coisas boas.

17 julho, 2010

Pesadelo facebookiano

É assim: isto vai ter de acabar. Isto é demasiado estranho para mim, eu não aguento.
Que a minha mãe descubra o meu blog, epah, é mau sim senhora, lá tenho eu de auto-censurar-me um bocadinho mas um gajo recupera.

Até que a minha mãe descobriu o meu Facebook... e a partir daí a minha vida web-social acabou. Um exemplo do que a minha mãe anda a fazer para me achincalhar:


Como se tudo isto não bastasse, agora quando me liga as nossas conversas ganharam vocabulário indesejável.. A minha mãe telefona-me e começa-me a contar coisas como "Fulana estava online no chat e eu fui lá falar, blá blá blá", ou "Criei um álbum e sicrana comentou na foto em que tu apareces a dizer que estavas tão crescida", ou ainda "E eu disse-lhe não sei o quê e ela respondeu com um smile"

MINHA NOSSA SENHORA!!!!!!!!!!!!!! Mas porquê, meus santos cibernéticos, porquê? Eu devia ter seguido os conselhos dos meus verdadeiros amigos, que me disseram: "A tua mãe quer-te o quê??? Não aceites o pedido de amizade, ou aceita e depois podes bloqueá-la!" E eu, na minha infinita bondade, achava isso uma malvadez... a minha própria mãe... como podia eu recusar a amizade, ainda que cibernética, da minha própria mãe?

Pois hoje digo: os meus amigos tinham razão. A minha vida não mais voltará a ser a mesma, e eu estou aqui para prestar um serviço público e alertar os mais incautos: não aceitem os vossos pais no Facebook!!!!

Depois quando em vésperas de exames eles vos apanharem no Facebook não digam que não avisei, com este meu trágico testemunho de vida, que um dia a Fátima Lopes ou a Júlia Pinheiro vão descobrir e querer convidar-me para os seus programas.

31 maio, 2010

23

Eu tenho a mania de dizer que não gosto de fazer anos. Sempre me fez confusão festejar mais um passo a caminho da cova. É a questão do copo meio cheio ou meio vazio: podia olhar para o aniversário como o festejar o facto de estar viva, mas eu gosto tanto, mas tanto de estar viva e de ser jovem que fazer anos me deprime, precisamente porque marca um caminho que já se sabe onde vai acabar.

Depois desta introdução deprimente, se calhar ninguém diria que eu neste momento sou uma pessoa muito feliz. Muito plena. Hoje parei para pensar e, verdadeiramente, não me falta nada. Ai que me falta um carro, ai que ainda não se pode dizer que tenho um trabalho porque estou só a estagiar, ai que tenho mais saudades da minha família do que posts estúpidos neste blog (...). Falo de coisas basilares: tenho carta, tenho família, tenho a hipótese de daqui a 2 meses vir a ter trabalho, e isso sim é o importante. Isto para dizer que neste momento nada do que é verdadeiramente importante na vida de uma pessoa me falta.

Há dois meses eu nunca diria isto, porque não conseguir um trabalho em jornalismo era das coisas que mais me doía. Não arranjar trabalho frustrou-me muito e causou-me muitos dissabores que não vale a pena estar a recordar hoje. É incrível a importância que um emprego pode ter. Noto isso ainda mais desde que comecei a estagiar... Noto que estou muito mais feliz, muito menos rezingona. Deixei de me sentir frustrada, esta é a verdade.

Arre que hoje pareço o meu pai, perco-me em divagações! O que eu queria com este post era dizer que, quando se tem à nossa volta pessoas como as que eu tenho, fazer anos é delicioso. De uma delícia capaz de me fazer esquecer que já tenho 23, e que qualquer dia já tenho 30, e que qualquer outro dia já estou a fazer um testamento.
O meu namorado foi passar o fim-de-semana ao Porto. A minha mãe entupiu-me com doces (eu já lhe disse que quando a empresa dela falir que ela tem de abrir um negócio de doçaria). Ganhei presentes! Pus a minha avó a 'tocar' guitarra e tirei-lhe fotos. A minha prima veio de Matosinhos à meia-noite com um bolo acabadinho de fazer e com um CD do senhor que eu curiosamente postei no post anterior, e autografadíssimo! Pouco depois da meia-noite liguei a TV e estava a dar o Amélie. Se me dessem a escolher um filme para o meu aniversário, não me ocorreria melhor filme e melhor banda sonora. Recebi montes de mensagens de parabéns no tlmv, no facebook, no fórum dos Pearl Jam. Esteve sol. Estive em Minha casa. Matei as saudades e agora que já estou em Lisboa elas já me esmagaram outra vez.

Os 22 foram amargos. Algo me diz que os 23 me vão compensar.

21 maio, 2010

Oh the irony

Amanhã eu e o pobre coitado que me atura fazemos 2 anos de namoro!

Obviamente que também eu estou surpreendida. E posso garantir que ele não é cego nem surdo, como vocês devem ter automaticamente pensado. É, sim, um benfeitor. E eu cá me vou aproveitando da boa vontade (e paciência) dele :>

Isto tudo para dizer que amanhã vamos ao teatro! No nosso segundo aniversário vamos ao teatro, que lindo, não é? E qual é a peça? Chama-se "Agora a Sério" e está no Teatro Aberto.

Sobre que trata a peça??

...

Adultério.




Obrigada a ele por me aturar. Mesmo quando eu o levo a ver coisas destas em vez de irmos jantar à luz de velas e ver um qualquer Romeu e Julieta no canal Hollywood.

08 maio, 2010

Pesadelo na Internet II - A minha mãe quer ser minha amiga virtual

O drama. O horror. A TRAGÉDIA! Tudo isto se abateu sobre mim há 5 minutos.

Já não bastava a minha mãe ter descoberto o meu blog. Não... Vai daí e há bocado lembrou-se de criar um Facebook! Mas porquê, meus santos cibernéticos, porquê?! Que mal vos fiz eu? O que vai ser de mim agora? Devo web-suicidar-me? Terei de me auto-censurar para sempre? Posso continuar a aderir a grupos do género "Meeting someone who's also drunk and immediately becoming best friends", ou agora só posso fazer parte de grupos tipo "contra as touradas", "eu adoro grupos corais e não perco uma missa de domingo"?

E as fotos em que apareço, por acaso, com cervejas no mesmo espaço onde eu estou? Ainda que eu nada tenha a ver com isso, que se trate apenas de uma fatalidade, terei de as tirar todas (e ficar com cerca de zero fotos)? Devia ter negado simplesmente o pedido de amizade da minha mãe? Mas, caramba, neste momento sou a única amiga que ela tem, seria demasiado cruel deixar a minha mãe sem amigos no seu primeiro dia...

Mas não posso negar: isto foi uma espécie de Katrina na minha vida. Não sei se vão haver mortos (ou uma morta, eu), vamos esperar para ver. Se eu deixar de aparecer na internet, já sabem... foi bom conhecer-vos.

Adeus :(

04 maio, 2010

Corduroy18

Para ti, que há muito te lia e muitos gostos partilhávamos. Quis a p*ta da vida que só ontem à noite te conhecesse pessoalmente, na Queima das Fitas, que para mim começou e acabou ontem. Ias com certeza tornar-te num dos nossos, fazer parte das nossas saídas e do grupinho concerteiro. Conheci-te ontem e passadas 4 horas, 4 míseras horas, tudo termina no km 23 da A4. km 23 da A4. Maldito km 23 da A4 que me martela a cabeça.

Descansa em paz Vítor Quintela.

01 maio, 2010

A Serenata da Academia do Porto

As capaz negras cobrem as ruas velhas, velhas de ver passar as capaz negras há tantos anos. Sem elas a cidade não era a mesma.
Há um dia por ano em que, posso jurar, até as pedras da Cordoaria ganham sentimentos e choram. Só não se nota porque são mais as lágrimas a cair em cima delas do que as que elas conseguem verter. Há uma noite em que a melhor tuna do mundo brinda os estudantes da sua academia com a melhor banda sonora que o momento poderia querer, e com o melhor pano de fundo. É a melhor tuna porque só ela me fez chorar, é a melhor banda sonora porque não concebo outro coro de vozes para as memórias que guardo e é sem dúvida o melhor pano de fundo porque não há cidade que se iguale ao meu Porto. Sim, o melhor pode ser subjectivo.
Bolonha roubou-me um ano de memórias. Num dia era a minha primeira serenata e, passados três míseros anos, despacharam-me para a última. Mas não se livram de mim tão facilmente. Hoje será a minha quinta serenata, a segunda como mera espectadora. Nas pedras da cordoaria já não serão as minhas lágrimas a cair, embora cá por dentro haja um jorrar de memórias e de saudade. Vou pensar no Manel e na Joana durante os Amores de Estudante, durante a Perdidamente, e vou-me lembrar do quanto a Joana chorou no nosso ano de finalistas e sorrir.

Às 00:01h há Serenata na Cordoaria. Hoje deixo o traje em casa e vou vestida de saudade.
Não posso deixar de pensar isto enquanto escrevo: tenho pena que Lisboa não tenha o espírito académico que tem o Porto ou Coimbra. Estão a privar os estudantes lisboetas das mais belas memórias que se pode ter enquanto estudante.

Para quem não pode ir hoje, o site da TUP disponibiliza as suas músicas aqui: http://www.orfeao.up.pt/tup/mp3online.htm

Para quem vai lá estar, até já.



28 março, 2010

Esta semana a minha avó recebeu uma SMS de um número desconhecido. Mostrou-me há bocado, porque não a tinha percebido:

"Oh gata eu e a patrícia n temx nada aquele beijo n significou nada pra mim sabx q so goxto d ti"

Pensamento da minha avó ao receber esta msg: lá está a minha neta na brincadeira a mandar-me msgs sobre a minha gata.
Lá lhe expliquei o que era. Que um jovem teria beijado a patrícia e que agora se tentava justificar junto da namorada.

Preocupação imediada da minha avó: "Ah, e agora? Se calhar a namorada não recebeu a mensagem e ele não sabe..."



Avós <3

25 janeiro, 2010

Err... mãe?

A dor, a tragédia, o horror, tudo se abateu hoje sobre mim.

A minha mãe chega hoje a casa e começa a dizer coisas estranhas que nunca esperei ouvir dela. Coisas terríveis! Diz-me ela: "Deserto do Sara?!?"

Senti-me a Polónia no dia 1 de Setembro de 1939. Porquê mãe, porquê esta invasão de privacidade, porquê? O que é que eu fiz para merecer isto? Não fui eu uma boa filha?????

Eu mesma respondo ao porquê. Porque eu sou estúpida, é o que é (eu e só eu mãe, não herdei de ti, tu és incrivelmente inteligente, tá?). Eu já devia saber como é isto das internetes. Uma pessoa dá um bocadinho de si, um nome, uma cor de cabelo, uma localidade, e é logo desmascarada.
No dia seguinte a ter feito o post sobre o Lider, achei que o que era giro era criar um grupo no Facebook, essa ferramenta do demónio que leva a que sucedam coisas como esta. E tendo em consideração que a minha mãe é uma assídua cliente do Líder, mostrei-lhe o que era o Facebook e o meu grupo novo (que já tem 90 pessoas, o que é giro).

Mas uma pessoa dá um dedo mindinho e as mães querem logo o nosso web b.i.... e, não contente, hoje no emprego a minha vai ao google pesquisar sobre pessoas que acham que o Lidl deve mudar o nome para Líder.
E pronto.
Olá mãe.

E agora? Posso continuar a queixar-me das coisas (excepto de ti, que sempre fizeste e fazes tudo na perfeição)? Posso continuar a criticar toda a gente (menos tu que sempre foste elogiada publicamente)? O que vai ser de mim? Já não bastava o senhor blogger, agora vens tu censurar-me?

Só pra veres quem manda aqui, vou agora mesmo comer as bolachas de chocolate que tens guardadinhas na sala!!...

29 dezembro, 2009


Paredes, Gondomar, Ermesinde, Águas Santas, Aveiro.
2006

O tempo não pára.
Nós também não.
Passados alguns meses desde o último encontro, agradeço ao Natal por nos trazer aos cinco ao mesmo local, ainda que por apenas algumas horas.
Durante esse precioso tempo que nos damos como presente, o tempo recua. Tudo volta a ser como em 2006. E sabe tão bem... o riso de uma, a 'loirice' de outra, a parvoíce de todos, os scones e a habitual confusão instalada, como sempre que nos juntamos.
...
Mas a verdade não deixa de o ser só porque nós queremos... o tempo não pára, nem recua.
Por muito que desejássemos que sim.
Estamos quase em 2010 e quatro anos deixam marcas. Umas horas não chegam (nem nós queremos) para desabafos profundos, embora as marcas dos caminhos que escolhemos pairem como nuvens carregadas.
Está na hora do meu intercidades. Está na hora de cada um voltar para a vida que escolheu, ou para onde foi "empurrado" pela falta de perspectivas de futuro que o Natal da vida trouxe a quem nasceu em 1987.

Lisboa, Gondomar, Lisboa, Águas Santas, Oxford.
27-12-2009

Até breve.

26 dezembro, 2009

Adeus Natal, até para o ano

Eu sou uma defensora acérrima e amante incondicional do Natal.
Não me venham cá com coisas do género "o Natal é puro consumismo"; "o Natal é só uma coisa religiosa e quem não o é está a ser hipócrita ao festejá-lo"; "o Natal é um monte de falsidade, estamos sem ver familiares durante um ano inteiro e naquele dia trocamos prendas e votos de paz e amor"; "eu só digo mal do Natal porque sou do contra e ser do contra é cool e intelectual";
Ou melhor, podem vir com o que quiserem, que a mim não me afecta. Não me deitam abaixo, cambada de Grinchs!

O meu Natal é passar mais tempo com a minha mãe, que tem a sorte de ter férias nestes dias... é contar os dias até chegar o momento de ir buscar a árvore de Natal à arrecadação e poder decorar a casa com coisas natalícias... é passear na baixa (este ano Baixa/Chiado :p), à procura das prendas que vou oferecer, ainda que o dinheiro esteja sempre muito contadinho... é fazer tempo antes de vir embora do passeio para esperar pelo crepúsculo, quando as luzes se acendem e as fotografias ficam mais bonitas (embora não apanhem o cheirinho a castanhas assadas que anda pelo ar - e eu nem gosto de castanhas).
O meu Natal é passar dois dias inteiros em casa com a família, a conversar, a comer, a rir, a comer, a ver pela 300ª vez o "Sozinho em Casa", o "Mr. Bean" e agora o "Harry Potter" (este ano parece que não houve o "Beethoven" e ainda bem), a jogar cartas enquanto se come mais um creme ou um pudim. É ir coscuvilhar os embrulhos e contar aqueles com o meu nome, sem nunca querer saber o que são antes da hora certa, para que à meia noite a excitação seja quase igual àquela que eu sentia quando era criança. É pôr lenha na lareira. É constatar que as pessoas com quem eu passo o Natal ainda cá estão todas e eu quero aproveitar todos os Natais que puder ao lado delas.



E este ano foi isto tudo multiplicado por 10 vezes mais intensidade, porque estar longe faz-nos dar o valor devido a estes momentos. Quem me dera que hoje fosse dia 23 e eu ainda estivesse no comboio a caminho de casa, para poder viver tudo outra vez.


post lamechas de 2009! voltarei aos resmungos habituais brevemente!

05 dezembro, 2009

Jukebox



See you all from time to time
Isn't it so strange
How far away we all are now 


Long Gone Day
Mmmm, who ever said
We wash away with the rain...

08 outubro, 2009

Não tenho título para isto, mas se não puser fica mal

Ser avó significa, entre muitas outras coisas, achar que os netos estão sempre subnutridos, cheínhos de larica. Quando vou visitar a minha avó, já sei que vou ser entupida de ofertas alimentares - nomeadamente doces. Por norma nem aviso que lá vou, porque mal a minha avó sabe que estou a caminho, põe-se também ela a caminho da cozinha para me fazer mousse de chocolate.
Não sou parva, eu gosto e muito de mousse, só que a minha avó faz questão que eu coma toda a mousse naquela tarde. Tive de abdicar... sacrifícios de quem quer caber nas calças.
Hoje fui presenteada com natas do céu, bolo e biscoitos de chocolate. Tive de dizer não a mais 683501253 ofertas de comida. E gosto como, para a minha avó, eu estou sempre elegante. Mesmo quando voltei de Roma mais gorda que o Paulo China, a dona Margarida foi a única que disse "Ahhh estás tão bem! Que gosto!"
Não há nada como as avós. E não há nenhuma avó como a minha.


Tal como disse uns posts atrás, dia de visitar a minha avó é dia de ver programas lindos como as Tardes da Júlia ou o Quem Quer Ganha. Hoje, o momento alto do Quem Quer Ganha foi:

-Em que ano nasceu Sophia de Mello Breyner?
-1963!

......................
........

A jovem em questão, tal como as outras jovens da minha faixa etária, não estudou obras da literata?! Não vive, sei lá... em Portugal? 1963??...