Tenho um paradoxo estranho na minha vida. Odeio drogas. Se há coisa que eu odeio mesmo e que, se tivesse poderes, punha no top das prioridades para erradicação, é a porcaria da droga. Fico deprimida quando vejo drogados, não consigo ver reportagens que mostrem gente a drogar-se. O tema afecta-me particularmente.
Ao mesmo tempo, sou completamente fanática por arte criada por drogados. Parece que é perseguição, mas tenho tendência a gostar muito de música feita por gente que é, sobretudo, dependente de heroína. E depois tenho de fazer posts como este, o que me causa bastante tristeza (e a vocês também deve causar, mas porque estão a ler um texto medíocre em vez de aproveitarem o tempo de forma mais proveitosa e divertida. Desde já as minhas desculpas).
Hoje é dia 5 de Abril. Já andava a pensar no dia há semanas. Por esta altura, colo sempre em Alice in Chains e em Mad Season. É inevitável, mas já cheguei à conclusão que é mesmo possível sentir saudades de alguém que nunca conheci. Quem me dera que neste dia, mas há 9 anos (já passaram 9 anos?!), não tivesse morrido Layne Staley da forma triste que morreu.
Ou que viveu.
Dizia-me o Paulo esta semana que a data é algo simbólica, e a perspectiva tem piada. 5 de Abril é a data da morte de Layne Staley mas também de Kurt Cobain. E é também o dia do aniversário de Mike McCready, o guitarrista dos Pearl Jam. O gajo que soube sair da má vida. O membro da única banda das três que se manteve sempre activa, enquanto que as outras duas morreram, juntamente com os seus vocalistas (sendo que os Alice in Chains voltaram do seu luto - e ainda bem). Ou seja: é uma data de morte, mas é também uma celebração de alguém que soube agarrar a vida, e que hoje deve estar a festejar à grande (e ainda bem, não fossem os Pearl Jam a banda da minha vida)
Gostava de poder agradecer a Layne Staley por toda a arte que criou e que partilhou, mesmo eu sabendo o estado em que o fez. E nunca saberei se não é esse estado tão deprimente que faz com que a arte que sai dali me atraia desta maneira.
Lay down, black gives way to blue
Lay down, I'll remember you.
Um deserto de ideias, mantido por um cérebro composto apenas por alguns grãos de areia.
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05 abril, 2011
05 abril, 2010
É possível sentir saudades de alguém que nunca se conheceu?
A cada 5 de Abril que passa, o meu pensamento recai sempre numa pessoa. Como se fosse um amigo que eu admirava muito, e que morreu em 2002 de uma das formas mais tristes que eu conheço.
Se me dessem a chance de ressuscitar alguém do mundo dos mortos da música, a minha escolha recaía, sem pestanejar, em Layne Staley. Porque era ele quem eu mais queria ver no dia 8 de Julho em Algés, quando os restantes Alice in Chains pisarem o palco.
Se me dessem a chance de ressuscitar alguém do mundo dos mortos da música, a minha escolha recaía, sem pestanejar, em Layne Staley. Porque era ele quem eu mais queria ver no dia 8 de Julho em Algés, quando os restantes Alice in Chains pisarem o palco.
28 junho, 2009
Michael Jackson
Morreu um dos maiores ícones da Música. E é tão estranho de repente já não 'existir' Michael Jackson...
Descansa em paz, pelo menos agora.
http://www.youtube.com/watch?v=9Xs9OQHpwDE
Descansa em paz, pelo menos agora.
http://www.youtube.com/watch?v=9Xs9OQHpwDE
05 abril, 2009
grunge is dead
Peguei neste cliché e virei-o ao contrário porque desde há alguns anos que o dia 5 de Abril é sempre dia de relembrar três ícones do meu mundo da música: dois por terem morrido e um por festejar o aniversário.
Ao Kurt Cobain, que afinal "had a gun",
Ao Mike McCready, que nasceu a 5 de Abril e que está melhor do que nunca :)
E sobretudo ao Layne Staley, aquele que me faz ouvir Alice in Chains repetidamente neste dia há anos (à excepção de hoje por não estar no meu habitat natural). Por ter ido cedo demais... por não nos ter presenteado com mais trabalhos, por nunca me ter dado a oportunidade de o ouvir ao vivo e de o ver a metros de mim. Por se ter matado lentamente mesmo enquanto estava vivo.
"If I cant' be my own, i'd feel better dead"
Ao Kurt Cobain, que afinal "had a gun",
Ao Mike McCready, que nasceu a 5 de Abril e que está melhor do que nunca :)
E sobretudo ao Layne Staley, aquele que me faz ouvir Alice in Chains repetidamente neste dia há anos (à excepção de hoje por não estar no meu habitat natural). Por ter ido cedo demais... por não nos ter presenteado com mais trabalhos, por nunca me ter dado a oportunidade de o ouvir ao vivo e de o ver a metros de mim. Por se ter matado lentamente mesmo enquanto estava vivo.
"If I cant' be my own, i'd feel better dead"
16 março, 2009
05 março, 2009
Pedaço da minha vida
É o que cinco homens são para mim. Um belo pedaço da minha vida, do meu crescimento e daquela passagem conturbada da adolescência para a idade adulta. Afectaram o meu circulo de amizades. Levaram-me a viajar a sítios novos na melhor das companhias e proporcionaram-me alguns dos dias mais felizes da minha vida. E, como se não bastasse, ainda puseram no meu caminho um homem perfeito.
Cinco homens deram-me isto tudo. (Se a minha mãe lê isto ainda lhe dá qualquer coisinha, mas não é tão ordinário como parece). Estes homens já me dão música há quase dez anos! (ok, não melhorou, é melhor ser mais clara).
Os Pearl Jam mudaram a minha vida.
Pois é, quem me conhece bem já devia estar a estranhar. Uma dúzia de posts e nenhuma referência à melhor banda do mundo? Cá está ela, e bem lamechas :p
Sou pouco mais velha do que eles. Faço 22 este ano e eles ainda fazem 19. Mas devido à impaciência típica da idade, já andam a festejar as duas décadas de vida. E quem diria que they'd still be alive? Ao olhar para quem os rodeava na altura, as chances não eram muitas. Havia demasiada raiva, drogas, impulsos. O Kurt Cobain deu um tiro na cabeça, o Layne Staley matou-se em drogas, ele e tantos outros, os Soundgarden acabaram.
Os Pearl Jam sobreviveram, cresceram, adaptaram-se e merecem admiração. Não são mais uma daquelas bandas caquéticas que ao tentarem sobreviver só se estragam ainda mais. E eu tenho orgulho neles, em gostar deles, em gostar de os ouvir. Tenho um orgulho danado em todo o seu percurso!
Sabe bem gostar de uma banda assim.
Black - pearljam (MTV unplugged 1992)
Fica aqui um pequeno vídeo em jeito de flashback.
http://www.amazon.com/gp/mpd/permalink/m28DEKTHUM4C7A/ref=ent_fb_link
Cinco homens deram-me isto tudo. (Se a minha mãe lê isto ainda lhe dá qualquer coisinha, mas não é tão ordinário como parece). Estes homens já me dão música há quase dez anos! (ok, não melhorou, é melhor ser mais clara).
Os Pearl Jam mudaram a minha vida.
Pois é, quem me conhece bem já devia estar a estranhar. Uma dúzia de posts e nenhuma referência à melhor banda do mundo? Cá está ela, e bem lamechas :p
Sou pouco mais velha do que eles. Faço 22 este ano e eles ainda fazem 19. Mas devido à impaciência típica da idade, já andam a festejar as duas décadas de vida. E quem diria que they'd still be alive? Ao olhar para quem os rodeava na altura, as chances não eram muitas. Havia demasiada raiva, drogas, impulsos. O Kurt Cobain deu um tiro na cabeça, o Layne Staley matou-se em drogas, ele e tantos outros, os Soundgarden acabaram.
Os Pearl Jam sobreviveram, cresceram, adaptaram-se e merecem admiração. Não são mais uma daquelas bandas caquéticas que ao tentarem sobreviver só se estragam ainda mais. E eu tenho orgulho neles, em gostar deles, em gostar de os ouvir. Tenho um orgulho danado em todo o seu percurso!
Sabe bem gostar de uma banda assim.
Black - pearljam (MTV unplugged 1992)
Fica aqui um pequeno vídeo em jeito de flashback.
http://www.amazon.com/gp/mpd/permalink/m28DEKTHUM4C7A/ref=ent_fb_link
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