São discretos, preferem ler a conviver, gostam mais de beber um copo com um amigo do que ir a uma festa cheia de gente. Ouvem mais do que falam, conseguem expressar-se melhor por escrito do que oralmente e gostam de recarregar baterias em casa, sozinhos.
Abri inocentemente um artigo do Público, leio a descrição que fazem e descubro que sou uma pessoa introvertida, E que ainda por cima sou oprimida pelo "Ideal Extrovertido" que rege a sociedade na qual me insiro.
E agora, como lidar com a descoberta desta minha condição de introvertida? Nunca vou ser líder de nada? Nunca vou ser promovida porque ninguém repara em mim? Vou ficar para sempre tão anónima no mundo como sou neste blogue? Vou sofrer bullying de algum extrovertido? Vou transformar-me numa eremita, morrer sozinha em casa e ser encontrada apenas 5 anos depois, aparecendo no telejornal das 20h00?
Como se estar a poucos metros da Merkel já não fosse o suficiente para me destruir o dia.
Um deserto de ideias, mantido por um cérebro composto apenas por alguns grãos de areia.
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12 novembro, 2012
20 setembro, 2012
Mário (en)cres(pad)o
Há algumas semanas que Mário Crespo, o jornalista mais parcial da SIC Notícias, termina o Jornal das 9 com a frase "Passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros".
Na verdade, o que o apoquenta não é o gasto per se, mas sim o facto de parte desse dinheiro não ser gasto a sustentar a sua permanência nos Estados Unidos, no cargo de correspondente com o qual tem sonhos molhados todas as noites.
Ainda bem que a RTP não escolhe para correspondente um jornalista que se serve de outro canal - onde trabalha contrariado, pelos vistos - para fazer guerrinhas.
Tenta a Fox News, Mário. Não aguentamos mais ver-te nesse estado de 'crespação'.
Na verdade, o que o apoquenta não é o gasto per se, mas sim o facto de parte desse dinheiro não ser gasto a sustentar a sua permanência nos Estados Unidos, no cargo de correspondente com o qual tem sonhos molhados todas as noites.
Ainda bem que a RTP não escolhe para correspondente um jornalista que se serve de outro canal - onde trabalha contrariado, pelos vistos - para fazer guerrinhas.
Tenta a Fox News, Mário. Não aguentamos mais ver-te nesse estado de 'crespação'.
11 janeiro, 2012
Oremos pela minha alma suja
Esta manhã, em vez de escrever notícias, estive a escrever um comunicado de imprensa sobre uma campanha publicitária da minha empresa.
Sou oficialmente uma vendida.
O desgosto de qualquer professor de jornalismo.
Vendi a alma ao diabo corporativo.
Um minuto de silêncio pela minha morte ética.
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09 junho, 2010
À atenção da indústria farmacêutica
...que eu odeio, diga-se desde já. Por isso veja-se o meu desespero: só a indústria farmacêutica me poderá salvar.
De quê?
Algo gravíssimo!!!!!!! Um mal que só me faz ficar mal. Não, não é flatulência. Flatulência mental, talvez. Doutor, preciso de ajuda!!!!!!!!
Pronto, eu digo. Não sei falar em público!
Já está. Se falar em público fosse tão fácil como verborrear (acho que acabo de inventar um verbo), eu era rainha. Mas no que toca a fazer coisas tão exigeeeeeeeentes, difíííííceis, de vida ou de mooooooorte, tais como apresentar um trabalho da escola perante uma dúzia de colegas ensonados, eu sou uma nulidade.
Eu sou uma fraude!
Eu chego ao ponto de, mal me levanto para ir para a frente da turma, deixar de saber como se põe uma pen num computador. Lá estava eu há cerca de duas horas de pen na mão a olhar para o computador e a pensar "hummmmmmm ar dvia tr aki auhmn sitiu p mter ah pppppp isto". Sim, o meu pensamento bloqueia e traduzido para um post é mais ou menos aquilo.
Eu fiz um trabalho sobre Hong Kong. Um trabalho de mestrado. E disse na apresentação que Hong Kong e MACAU passaram para a soberania britânica. MACAU! E devo tê-lo dito mais do que uma vez. E quando o prof me interrompe eu não percebi à primeira... Hum... o que tem? AH M€RD@ MACAU!!!!!!!!!! Portugal!!! O meu país!!!!!!! (Entretanto já um colega me tinha dito que a entrada USB para a pen era atrás do computador. Como sempre foi...).
Sabendo eu que estou a ser avaliada e que tenho de falar em público, ou que simplesmente tenho mais do que 5 pessoas a ouvir aquilo que tenho para dizer, panico. eu panico. Isto é uma das minhas grandes frustrações... no primeiro semestre estava um senhor qualquer a dar uma conferência (na verdade, vários, em várias conferências, o efeito é sempre o mesmo), e eu estive até à última para fazer uma pergunta... preparo-a mentalmente ou por escrito com muito cuidado!! Estou uma boa meia hora a treinar uma pergunta, e quando chega a minha vez de fazer UMA PORCARIA DE UMA PERGUNTA NUM DEBATE OU CONFERÊNCIA, fico a tremer. Isto tem de ser uma patologia qualquer.
O certo é que isto me prejudica. Sempre prejudicou... Na licenciatura uma vez estava com o meu grupo a fazer uma apresentação perante umas dezenas de almas (coleguinhas!) e tive uma quebra de tensão. Alguém me interne.
Daí que a minha única esperança é que os senhores farmacêuticos inventem um drunfo qualquer para eu enfiar goela abaixo e falar como uma pessoa normal perante um aglomerado de gente.
Por favor... isto é ridículo... há pessoas com problemas sérios na vida e estou eu a gastar espaço na internet com lamurias do tipo "Ai que eu quero ser jornalista mas tenho pânico de falar em público".
Socorro!! mãezinha? :(
De quê?
Algo gravíssimo!!!!!!! Um mal que só me faz ficar mal. Não, não é flatulência. Flatulência mental, talvez. Doutor, preciso de ajuda!!!!!!!!
Pronto, eu digo. Não sei falar em público!
Já está. Se falar em público fosse tão fácil como verborrear (acho que acabo de inventar um verbo), eu era rainha. Mas no que toca a fazer coisas tão exigeeeeeeeentes, difíííííceis, de vida ou de mooooooorte, tais como apresentar um trabalho da escola perante uma dúzia de colegas ensonados, eu sou uma nulidade.
Eu sou uma fraude!
Eu chego ao ponto de, mal me levanto para ir para a frente da turma, deixar de saber como se põe uma pen num computador. Lá estava eu há cerca de duas horas de pen na mão a olhar para o computador e a pensar "hummmmmmm ar dvia tr aki auhmn sitiu p mter ah pppppp isto". Sim, o meu pensamento bloqueia e traduzido para um post é mais ou menos aquilo.
Eu fiz um trabalho sobre Hong Kong. Um trabalho de mestrado. E disse na apresentação que Hong Kong e MACAU passaram para a soberania britânica. MACAU! E devo tê-lo dito mais do que uma vez. E quando o prof me interrompe eu não percebi à primeira... Hum... o que tem? AH M€RD@ MACAU!!!!!!!!!! Portugal!!! O meu país!!!!!!! (Entretanto já um colega me tinha dito que a entrada USB para a pen era atrás do computador. Como sempre foi...).
Sabendo eu que estou a ser avaliada e que tenho de falar em público, ou que simplesmente tenho mais do que 5 pessoas a ouvir aquilo que tenho para dizer, panico. eu panico. Isto é uma das minhas grandes frustrações... no primeiro semestre estava um senhor qualquer a dar uma conferência (na verdade, vários, em várias conferências, o efeito é sempre o mesmo), e eu estive até à última para fazer uma pergunta... preparo-a mentalmente ou por escrito com muito cuidado!! Estou uma boa meia hora a treinar uma pergunta, e quando chega a minha vez de fazer UMA PORCARIA DE UMA PERGUNTA NUM DEBATE OU CONFERÊNCIA, fico a tremer. Isto tem de ser uma patologia qualquer.
O certo é que isto me prejudica. Sempre prejudicou... Na licenciatura uma vez estava com o meu grupo a fazer uma apresentação perante umas dezenas de almas (coleguinhas!) e tive uma quebra de tensão. Alguém me interne.
Daí que a minha única esperança é que os senhores farmacêuticos inventem um drunfo qualquer para eu enfiar goela abaixo e falar como uma pessoa normal perante um aglomerado de gente.
Por favor... isto é ridículo... há pessoas com problemas sérios na vida e estou eu a gastar espaço na internet com lamurias do tipo "Ai que eu quero ser jornalista mas tenho pânico de falar em público".
Socorro!! mãezinha? :(
09 abril, 2010
A-da-Gorda
O destino é tramado.
O mês passado descobri que há uma terra cujo nome me presta homenagem, lá para os lados das Caldas da Rainha.
E o que é que eu estava a fazer para aqueles lados?
Tinha ido à Feira do Chocolate...
Pois.
O mês passado descobri que há uma terra cujo nome me presta homenagem, lá para os lados das Caldas da Rainha.
E o que é que eu estava a fazer para aqueles lados?
Tinha ido à Feira do Chocolate...
Pois.
02 abril, 2009
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