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17 novembro, 2011

o google não engana

Esta semana, duas pessoas vieram ter ao meu blog com a seguinte pesquisa:

"a sara é uma parva".




Não tenho nada a dizer em minha defesa.

19 outubro, 2011

Uma desgraça nunca vem só

3 anos. 527 mensagens. 35 mil cliques.

Estes dados revelam coisas importantes.

1- Sou uma pessoa preguiçosa. Em média, dedico menos de meio post por dia a esta espelunca, sendo que muitos deles são músicas que copio do Youtube. É por causa de pessoas como eu que agora temos de trabalhar mais meia-hora por dia e perder feriados.

2- Daqueles 35 mil cliques, metade serão meus. Gosto de verificar várias vezes por dia se o Blogger ainda não se cansou de me dar casa. Sei que um dia vou chegar aqui e vou ter uma mensagem de erro qualquer, tipo "o seu blogue era uma gordura inútil do nosso Estado. Tivemos de o cortar. É para o bem de todos".
Os restantes são de pessoas caridosas, que sabem que um autor, por mais medíocre que seja, gosta de atenção (embora diga sempre orgulhosamente que não). E muita gente que vem ao engano. E que obviamente não mais volta. Eu também não voltaria, mas o blogue é meu. Enfim, incompatibilidades difíceis de contornar.


Curiosidade: o post que mais visitas trouxe a este lugar foi "Que parva que sou". Não preciso dizer mais nada.

A segunda pesquisa que traz aqui mais almas é "odeio pessoas". Sentia-me sozinha no mundo, incompreendida, um monstro até. Não digo que esta última não seja verdadeira, mas folgo em saber que há por aí mais como eu. Deste tipo de pessoas eu até gosto.



Vivemos tempos difíceis, mas não há como contornar as más notícias: este blogue vai continuar a produzir parvoíce. Não é por mal, mas não sei fazer mais nadinha...

07 janeiro, 2011

Vai ver se eu estou noutro blogue

Não sei o que se passou. Só sei que hoje há um post meu na web, mas num blogue a sério. Claro que, estando lá um post meu, o blogue torna-se menos sério e mais duvidoso por um dia, mas amanhã já voltou tudo ao normal. Até porque, diga-se, o Delito de Opinião é, sem dúvida, um dos melhores blogues que temos por cá, vai ser capaz de ultrapassar este percalço.

Em minha defesa, tenho a dizer que a culpa é toda do Pedro Correia. Eu estava aqui no meu cantinho a fazer a minha porcaria descansadamente. De qualquer maneira, hoje sinto-me gente grande :)

04 janeiro, 2011

O admirável mundo novo

Acabo de descobrir, passados 2 anos de blogue, que esta coisa tem um campo chamado "Estatísticas", que permite ver quem são as pessoas que nos lêem mais e de onde vem essa ligação. Em minha defesa tenho a dizer que só tenho estatísticas desde Maio de 2010, por isso acho que afinal só desde Maio é que existe essa opção, ou seja, só venho 8 meses atrasada. Estou na minha média.

Bom, o importante para mim foi perceber que já tive 28 visitas da Índia, 20 da Estónia e 14 da Rússia (e que terão chegado aqui provavelmente atraídos por termos linguísticos familiares, tais como o "lksjndçjna" que usei no post anterior). Portanto, manda-me a boa educação dizer: अच्छाई मुझे विनीत! Tere! Vodka!

Outra coisa importante: o segundo post mais lido deste pasquim desde Maio de 2010 tem a data de Abril de 2009, e coincide também com um dos termos que mais leitores me traz do google: "Susana Cruz advogada". Isto prova que há pessoas inteligentes, há pessoas tansas, mas também há pessoas precavidas que pesquisam primeiro antes de cair no conto do publicitário. Este bocado de texto faz algum sentido depois de lido o post em questão: http://desertodosara.blogspot.com/2009/04/ler-urgente-e-mesmo-real.html

 É todo um mundo novo que se abre para mim. Agora só me falta saber mexer no google analytics para acabar o primeiro ciclo do ensino blogueiro. O próximo passo será aprender a fazer posts interessantes.

28 junho, 2010

pssht, ó menina!?

Sabem quando encontram um blogue pela primeira vez, lêem o primeiro post e pensam: uau! ?
E depois dão por vocês a ler o seguinte, e o seguinte, e depois o mês a seguir, o ano anterior, 2008, e só terminam quando já não há mais posts para ler, e entretanto já se passaram horas e não estudaram nada do que deviam?

Pois é. Se já passaram por isto, sabem que é magnífico. É quase como ler um bom livro. Porque não? A escrita é envolvente, as histórias prendem-nos e o melhor é que sentimos o autor bem mais próximo, no blog ao lado, que poderia perfeitamente ser um de nós, à excepção de que ela escreve de uma maneira invejável e eu escrevo de maneira enojável (e invento palávras, como enojável e facebookar).

E não foi o facto de esta rapariga ser licenciada em Jornalismo, como eu, que me fez ficar fã. Não é também o facto de ela quando acabou o curso ter ido trabalhar para coisas para as quais não é exigida qualificação superior, como eu. Tampouco o ela resmungar e queixar-se da vida, como eu. Até porque ela faz o oposto: é uma empregada de mesa licenciada em jornalismo, e gosta do que faz.

O blog é este: http://www.psshtomenina.blogspot.com.

Aconselho uma visita. Até pode ser que não gostem. A mim, o efeito que provocou foi aquele que descrevi, mais a consulta diária sempre a desejar que haja mais posts. Quem me dera saber escrever crónicas como esta menina faz. Espero ler um dia qualquer coisa escrita por ela na imprensa.

04 junho, 2010

o problema de hoje em dia

"O problema de hoje em dia é que a pessoas lidam diariamente com esse instinto tão pouco galináceo, mas tão patachoqueiro, que se ergueu da crise que é o de fazer omeletas sem ovos. por força da falta de meios ou por força da avareza. o que acaba por ser a mesma coisa, uma vez que o fim é o mesmo. fazer omeletas sem ovos quer dizer: quererem bom trabalho sem a recompensa devida. é pressuporem em vez de perguntar. é quererem pessoas com as mínimas habilitações possíveis para fazerem um trabalho perfeito, para o qual seria indicado uma pessoa com habilitações mais desenvolvidas. é acharem que as empresas se podem alimentar de estagiários que vêm e vão e recomeçam o mesmo ciclo de aprender - fazer – sair, vezes sem conta. é quererem estagiários que tenham a escola toda, quando muitos deles estão apenas a fazer dos programas de estágios aquilo que eles devem ser - formas de dar os primeiros passos no mercado de trabalho. é quererem dar mais responsabilidades e tarefas do que aquilo que devem a essas mesmas pessoas que estão a dar os primeiros passos e depois mal se podem mover tal o peso do trabalho que carregam. é quererem tudo por quase nada. é nunca estarem satisfeitos quando o que deviam fazer era agradecer. é não respeitarem cursos superiores como se ser estagiário diminuísse a carga educativa de mais de 15 anos (ou mais) a estudar. é não respeitarem quem tenha menos do que um curso superior por acharem cursos profissionais mais inferiores do que eles são. é quererem gente de cursos profissionais a fazer tarefas de quem tem cursos superiores. é quererem gente de cursos profissionais a fazer tudo e mais alguma coisa. é desperdiçarem por não terem tido a formação que têm os seus estagiários e não se darem conta de que é preciso investir para depois colher frutos, de que o barato sai caro, de que às vezes sai mais barato comprar novo do que reparar o velho, de que… para se fazer omeletas é preciso ovos e ainda pelo menos um par de mãos para fazer o trabalho."

é isto e muito mais. e o que é mais engraçado ainda é que deixei de encontrar anúncios com ofertas de emprego, para passar a encontrar milhentos anúncios com ofertas de estágio, como se um estágio fosse uma espécie de curso de onde provavelmente sairão tantos quantos saem das escolas e das universidades, que depois vão ter os mesmos problemas com que se depararam quando saíram dos seus cursos. o problema é o mesmo de sempre, aquele que tem aumentado a olhos vistos como uma sombra que se ergue sobre uma geração que, por força das circunstâncias se tornou pessimista, depressiva e desertora. (...)


isto é o que eu vejo: jovens desrespeitados, exemplos a serem generalizados, centros de emprego que não aguentam a quantidade de desempregados, pessoas trabalhadoras com o título [diminuidor] de estagiárias, estagiários que vão para empresas em que trabalham mais do que aquilo que está no contrato, estagiários que vão para as empresas ensinar mais do que aquilo que aprendem, cintos a apertar, jovens a partir, sociedade a envelhecer de idade e de problemas, incertezas e inseguranças, consequente falta de optimismo. sobre isto não tenho mais a dizer".

De uma ex-colega de curso. De uma actual colega de batalha por um futuro que cada vez parece mais negro.

21 abril, 2010

(en)cavac(ad)o

Como muitos portugueses, fiquei estupefacto com a incrível grosseria de que o Presidente checo Václav Klaus deu mostras, em duas ocasiões, durante a recente visita do homólogo português a Praga. Mas fiquei ainda mais estupefacto com a passividade demonstrada por Cavaco Silva, que escutou impávido a arenga do seu colega checo sem lhe responder com a firmeza e a dignidade que a situação impunha. Se, como já aqui afirmou a Ana Margarida, é uma impensável descortesia desconsiderarmos alguém que convidamos para nossa casa, mais grave ainda é quando esse gesto ocorre no plano das relações entre dois Estados, ainda por cima parceiros na União Europeia.
Se as palavras de Klaus foram ofensivas, o silêncio de Cavaco só contribuiu para as ampliar. O institucionalismo que noutras circunstâncias o Presidente Cavaco Silva tem evidenciado exigiria neste caso uma réplica pronta e sem qualquer ambiguidade em defesa da imagem externa do Estado português, que o checo pretendeu manchar.
Bastar-lhe-ia ter lembrado que Portugal é membro de pleno direito da Comunidade Económica Europeia - actual União Europeia - desde 1986 e foi também graças ao esforço solidário dos contribuintes portugueses que a República Checa beneficiou dos fundos estruturais que lhe têm permitido prosperar desde que ingressou no clube comunitário, em 2004.
Questiono-me como teria reagido Manuel Alegre em semelhantes circunstâncias. Ou até Fernando Nobre. E não tenho dúvida que qualquer deles se comportaria à altura da situação, deixando uma palavra de desagrado perante o destempero de Klaus.
A política não é um chá às seis da tarde em Seteais. Na hora de fazerem um balanço do mandato de Cavaco, os eleitores terão de o avaliar também por isto.

Roubado ao Pedro Correia, do Delito de Opinião.

04 março, 2010

Jumentos nas chefias dos media: um desfecho previsível.

Para quem ainda não sabe (se é que tal é possível), um resumo da última novela da blogosfera que alguém decidiu começar num jornal.

Ora cá vai:

Um jornal publica uma delação, com uma mentira à mistura.
O bufo? Um ex-assessor de Paulo Portas e blogger no 31 da Armada, que agora também parece que é editor de um jornal. (Temos portanto assessoria, política e jornalismo, tudo misturado. Não é de estranhar que tenha dado no que deu).
A resposta da vítima do capricho de Paulo Mascarenhas pode ser lida aqui. Num blog. Onde tudo deveria ter sido tratado desde o início.

É que a vítima deste acto cobarde cometeu um erro crasso: ser simpatizante de um partido que não aquele com que Paulo Mascarenhas, o bufo, simpatiza. O autor do blog O Jumento participou no blog Simplex, um blog pro-Partido Socialista.
Infelizmente o bufo já é recorrente neste tipo de intolerâncias e demonstrou mais uma vez ter certos problemas com pessoas que têm uma simpatia política diferente da dele. Para quem costumava acompanhar o blog dos Gato Fedorento, o nome desse Paulo Mascarenhas poderá soar vagamente conhecido.Os posts sobre o bufo até foram dos últimos lá feitos e por isso é só abrir o link para saber mais sobre a sua conduta habitual.

Bem, antes o bufo fazia um post no 31 da Armada e pronto, caso resolvido. Mas agora o bufo é editor de um jornal. Não contente com o seu eterno anonimato em praça pública e, qual menino mimado com um brinquedo grande e caro, usa o jornal para publicar uma "notícia", violando a privacidade de um cidadão que por acaso tem um blog. Agora já sabemos quem é o autor d'O Jumento!! Ena!! Portugal acordou diferente na segunda-feira e deve-o ao jornal i! Obrigada jornal i! Obrigada senhor bufo!

Como uma tentativa (mal conseguida, coitado) de responder às inúmeras indignações que circulam pela blogosfera contra o seu acto cobarde, Paulo Mascarenhas fez hoje, passados dois dias sobre a publicação da "notícia", um post no 31 da Armada. 
E como começa o bufo o seu texto?

"Não queria tocar no assunto aqui, porque não misturo as notícias que assino com este blogue (...)"


....

..

É engraçado ver que o bufo continua fiel ao seu estilo, mantendo como imagem de marca a falsidade e a falta de vergonha na cara.

Tantos jornalistas - jornalistas a sério - a quererem trabalhar, e são estas pessoas que têm a oportunidade de estar num jornal e brincar às reportagens.
O mundo é injusto...

25 janeiro, 2010

"A mim? A mim ninguém me cala!"

Mas que raio. Hoje recebo uma mensagem da Elsa a perguntar-me se eu tinha desactivado o meu blog.

COMO?!?

Fui ver. "Lamentamos, mas o seu blog foi desactivado".
O meu primeiro pensamento foi de resignação. Pronto, foi um ano bonito, deu para escrever muita parvoice mas finalmente alguma autoridade do blogspot veio cá parar e achou que eu dava má fama à empresa. Para quê contestar? 'Ainda bem que há senhores que zelam pela qualidade do que anda pela internet', pensei eu, enquanto tentava achar uma alternativa para depositar o meu mau feitio sem ser nas pessoas que conheço.

Mas depois pensei: Humm, isto aconteceu precisamente no dia em que eu fiz um post onde disse mal de Franco... Demasiado suspeito! Concluí, portanto, que tinha sido censurada pelos serviços secretos de Espanha, secção franquista. E perdi a cabeça. Porque uma coisa é ser censurada pelos senhores geeks do blogspot, outra é ser censurada por pessoas que sempre que abrem a boca me fazem sentir como se estivesse a ouvir um filme pornográfico.

Ou não.
Teria sido o senhor Lidl com medo que o meu pedido alastrasse para a Alemanha e as pessoas quisessem que o supermercado se passasse a chamar Fuhrer? Teria sido o Tozé Brito? A Manuela Moura Guedes? É difícil saber, fiz demasiados inimigos neste blog...


Não sei se foi arrependimento. Não sei se o Mário Soares esteve envolvido nas operações. Só sei que passadas algumas horas do boicote, voltei a tentar e o meu blog já respirava de novo, com a fúria e o mal-dizer habituais.

Já posso ir para a cama descansada.
Vocês, infelizmente, não :P

20 dezembro, 2009

Frase da semana

"Não se escolhem os capacitados, capacitam-se os escolhidos"

roubado daqui.

15 setembro, 2009

Um americano na Albânia

Uma vez, durante a guerra do Kosovo, fui bombardeado. Não, não foi ter assistido a um bombardeamento. Nem sequer ter estado num local que estava a ser bombardeado. Foi mais do que isso: o bombardeamento era-me dirigido. Foi lançado de propósito contra mim e a meia-dúzia de jornalistas que estavam comigo, na aldeia albanesa de Velha Tropoja, na fronteira com o Kosovo. Um bombardeamento sob encomenda, com dedicatória.


Está deixado o cheirinho para o blog do repórter Paulo Moura e deste post maravilhoso.

aqui: Repórter à Solta

16 outubro, 2008

Eu sou um deserto

Um blog.
Porque é que estou a fazer um blog?
Porque é que realmente fazemos blogs?
Queremos que as pessoas leiam o que escrevemos? É o único sítio que temos para que as nossas palavras sejam lidas? Quem é que queremos que nos leia? Não.. Quem é que queremos mesmo que nos leia? Queremos passar mensagens de forma subentendida a alguém? Queremos desabafar aqui o que não desabafamos a ninguém? É mais fácil aqui, onde ninguém nos olha directamente?.

Começo um blog, simples e preto. É a minha cor preferida. É a minha forma preferida. E para começar, nada melhor do que a minha música preferida. Ao vivo, como deve ser... Como eu queria que fosse um dia. Que volte a ser, mesmo sem ela... Vê-los hoje em dia seria completamente diferente.



I see the world
Feel the chill
Which way to go
Windowsill
I see the words
On a rocking horse of time
I see the birds in the rain
Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll ride the wave
Where it takes me

I'll hold the pain
Release me
Oh dear dad
Can you see me now
I am myself
Like you somehow
I'll wait up in the dark
For you to speak to me
I'll open up


Release me.