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25 janeiro, 2014

Oh Mother, I can feel...

... the soil falling over my head.


05 abril, 2013

5 do 4

Não podiam ter chegado num dia mais oportuno.





13 fevereiro, 2013

Dei quase 30 euros para ver um concerto de uma banda da qual não sei uma única letra. E os títulos das músicas? Nem os sei pronunciar. Devo andar a cagar dinheiro, pensará o leitor.

Escusas de me vir já ao bolso, Gaspar. Foi dinheiro muito bem gasto e só não percebo uma única palavra do que eles dizem porque aquilo é bárbaro. Quem é que se lembrou de inventar o islandês?

Dia 14 de Fevereiro vai ser finalmente um dia bonito e nada azeiteiro.
Até amanhã, Sigur Rós.


29 novembro, 2012

Se eu ganhasse um euro de cada vez que o jornalista da Time Out Luís Filipe Rodrigues desse 5 estrelas a um álbum da Cafetra, destacasse como evento da semana um concerto da Cafetra e escrevesse que as Pega Monstro são "incríveis", já podia andar aí a viver acima das minhas possibilidades como se não houvesse amanhã.

07 novembro, 2012

Is this real life?

Estou a ouvir um álbum novo de Soundgarden.

"King Animal" caiu ontem na net, está fresquinho, mas a minha cabeça ainda está a demorar a processar isto. É 2012, mas os Soundgarden, que acabaram em 1997, tem novo álbum. E só o meu phone do lado esquerdo é que funciona.

Vamos lá então.

03 novembro, 2012

Deixa Morrer

E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez! 

...

Quando conheci Ornatos Violeta já eles estavam parados há quatro anos. O meu b.i. marcava 19 e tinha acabado de fazer um novo grupo de amigos, com quem pude descobrir não só os Ornatos, mas outras bandas. A "Chaga" e o "Dia Mau" eram alguns dos pontos altos de cada madrugada de quarta-feira (e depois sábado) passada no Contagiarte. All Star a escorregar no chão molhado de cerveja, uma camisola de uma banda qualquer, desgosto de amor recente, uma estúpida canção que só eu ouvi.

Estavam criadas as condições para mergulhar no mundo dos Ornatos.

O Manel era diferente, cantava com o meu sotaque. "E não foi assim que a razão nos amou" não acaba num 'amô' lisboeta. Os r de "Foi como entrar, Foi como arder" são enrolados como os meus, sem vergonha ou esforço de os tornar iguais aos r de todos os outros.

O Monstro Precisa de Amigos arrebatou-me. Desde a melodia de "Para Nunca mais Mentir" à melancolia de "Notícias do Fundo". As letras. Os jogos entre antónimos. "Estranha forma de acordar, Que é estar pronto para dormir /  Meu mal é ver que eu vou bem". As palavras certeiras: "Sentir não é mostrar, E dar não é sentir, É morrer em paz". Não é mesmo? E que adolescente não se revê num paternal "Eu sei a tua vida foi, marcada pela dor de não saber aonde dói"?

E depois, o inevitável:

A cidade esta deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce!
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura
.


Às vezes comentávamos como seria ver um concerto de Ornatos agora, que são maiores do que aquilo que eram quando terminaram. O Pedro já os tinha visto em 2000, tinha eu 13 anos (gostava de ter nascido 10 anos mais cedo, estou musicalmente fora de época), mas o suspiro entre nós era mais do que legítimo. Afinal de contas, os 5 Ornatos moravam na nossa cidade e estavam na flor dos 30's. Havia sempre pedidos. "Quando é que se juntam?". Nunca os deixaram parar em paz.

Até que as comemorações dos 20 anos falaram mais alto e, em 2012, com 25 anos, pude assistir ao meu primeiro concerto de Ornatos Violeta. Fui ao primeiro no Coliseu de Lisboa, a 25 de Outubro, e aquelas quase 3 horas arrebataram-me, o que não é fácil quando a expectativa já por si é alta. Estavam melhores do que nunca. Passei o dia seguinte a cantar aquelas músicas de sempre e a recordar pormenores - aquela parte em que cantou diferente do CD, aquilo que disse antes daquela música, o olhar maravilhado com que olhavam para o Coliseu esgotado, os abraços no final das músicas. No dia seguinte fui ver Bon Iver ao Campo Pequeno e foi quase como se não tivesse acontecido: no final de Bon Iver eu já estava a pensar no que estariam os Ornatos a tocar na sua segunda noite de Coliseu esgotado.

Já não havia bilhetes, nem para o terceiro em Lisboa, nem para nenhum dos três no Coliseu do Porto, mas eu consegui um bilhete para o último no Porto. O primeiro no Coliseu dos Recreios tinha sido fantástico, mas o último na nossa cidade era imperdível.

E foi. Noites como a de ontem não se esquecem. Ironicamente, o último concerto da banda aconteceu a 1 de Novembro, feriado dedicado a visitar e recordar os falecidos. Agora sim, os Ornatos Violeta podem morrer de vez.


...
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrer

Mas deixa o nosso amor morrer




19 outubro, 2012

Eu sei, a tua vida foi marcada pela dor de não saber aonde dói.

Dia 25 de Outubro vai ser um Dia Bom.

04 outubro, 2012

Jukebox

How can this mean anything to me
If I really don't feel anything at all?


I’ll keep digging 
‘till I feel something.


27 agosto, 2012

Is this real life?


+




Um Adónis mais novo do que eu que tem este timbre, canta folk e ainda toca guitarra. Ainda por cima mora na Austrália, o paraíso na terra. Se este não é o homem perfeito, não sei quem poderá ser (depois do Eddie Vedder algures em 92). Onde é que me inscrevo para o casório?

Sim, calculo que a fila seja grande, mas aquela almofada com a letra S não deixa dúvidas. Ele está à minha espera.

22 agosto, 2012

22/08/1967

Terias dado um belo quarentão, tenho a certeza...





24 julho, 2012

Música para totós

Cada vez tenho menos paciência para festivais. Porquê? Porque têm demasiadas.. como dizer... pessoas. E as pessoas precisam de ser entretidas, não aguentam estar num concerto caladas. Têm de socializar. Têm de estar constantemente a tentar passar à frente. E têm de continuar a conversar sobre banalidades durante músicas como a Exit Music (For a Film) dos Radiohead.

Fui ao Optimus Alive (esse evento do social, descobri) porque tinha credencial. Ou seja, não paguei bilhete. Mas se estivesse num concerto desinteressante (olá Miuda) e algum fã de Miuda (é inacreditável, mas esta banda tem fãs; tudo é possível neste mundo) olhasse para mim com olhar fulminante eu calava a bocarra e ia pregar para outra freguesia.

Em Radiohead, eu olhei para um grupo de conterrâneas que falava bem alto sobre banalidades e elas passaram os restantes minutos a mandar bocas. Não hei-de odiar pessoas?! É difícil compreender que um concerto é um momento único para alguém, e que se as pessoas querem falar sobre porcarias ou tirar fotos para dizerem no Facebook que estiveram lá, devem fazê-lo sem incomodar os outros?

É difícil. Numa sociedade tão individualista (egoísta?) é extremamente difícil respeitar os outros. Como se respeitar o outro constituísse uma castração, uma subtracção dos próprios direitos. Primeiro eu, depois eu, a seguir eu. Só depois a consideração pelo outro. Xiça penico.

Amanhã retomo a normalidade do que deve ser um concerto e vou ver, pela primeira vez, Antony and The Johnsons (acompanhados pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa). Promete ser um momento fantástico.
Qual é a única coisa que o pode estragar? Pessoas idiotas, pois claro. Espero que não me calhe nenhuma na rifa. E uma alma como esta não merece menos que o melhor público do mundo:






11 junho, 2012

Hoje soube-me a pouco, hoje soube-me a tanto

Duas semanas de férias que se acabam hoje. É triste porque já gastei 50% das minhas férias anuais, ao mesmo tempo que é óptimo sentir que as aproveitei muito bem.

O balanço: uma passeggiata por Milão, com direito a concertaço de Soundgarden e bónus de Afghan Whigs; Festas de aniversário (oh, as vantagens de ter pais separados!); caipirinha na praia de Matosinhos com o meu lisboeta (é preciso trazê-lo a ver as maravilhas do Porto e tentar convencê-lo a trocar a capital pela Imbicta),;3 dias de Primavera Sound e concertos de Yo La Tengo, Kings Of Convenience, The XX, Beach House ou Lee Ranaldo (os preferidos entre dezenas que vi).

Duas semanas de férias sempre a mexer e tenho um comboio para apanhar daqui a 6 horas em Campanhã, para o duro regresso à rotina. Vou começar a semana mais cansada do que o habitual. Mas o cansaço bom cansa menos.

26 maio, 2012

Eu fui - mas contrariada

E lá fui eu ao Rock in Rio pela segunda vez na vida, mais uma vez para ver Metallica, e mais uma vez contrariada por ter de ir ver concertos ali. Há quem chame festival ao Rock in Rio. Eu chamo-lhe centro comercial com música ao vivo.

Mas, passados quatro anos, lá estava eu outra vez. Foi engraçado constatar que a coisa continua igual. Mas, ontem, devo ter estabelecido um record qualquer. Já estava a passear no recinto há quase uma hora e ainda não tinha nenhum (!!!!) brinde na mão. Culpo a minha falta de eficácia, pois à minha volta toda a gente já tinha ou um sofá insuflável da Vodafone, ou uma mochila da Sic, ou uns óculos rosa sabe-se lá de onde, ou um brinde do boticário. Tudo por um mundo melhor, claro. Na "rock street" há perfumarias e cabeleireiros. Há uma FNAC e uma loja qualquer que estava a ser promovida pela Maya e pela Carla Baía (será que ali passam factura? Nunca saberei). Há uma Multiópticas e ainda um espaço do Turismo de Espanha, não vá alguém lembrar-se durante o festival que ainda não marcou as férias em Sanxenxo.

Não faltam espaços para fazer umas comprinhas. Ora, o que é que não existe no Rock in Rio? Um papelinho com o alinhamento das bandas e os horários, para dar a quem entra no recinto, como acontece, por exemplo, no Optimus Alive. Aliás, em todo o recinto não vi sequer um cartaz com as bandas que tocavam nesse dia nos vários palcos. Mas quem quer saber das bandas quando há lojas e patrocinadores a dar brindes?!

O Rock in Rio é um festival fascinante. Como jornalista, quase todos os dias (não estou a exagerar) recebo comunicados do Rock in Rio tão interessantes como a lista de lojas que vão estar presentes no rock in rio, convite para ir ver o espaço vip e o catering antes do festival, novos patrocinadores e parcerias, fotos dos ensaios das luzes, lançamento do livro rock in rio e da ciclovia rock in rio. Para além dos comunicados desinteressantes, o pessoal da agência de comunicação adora ligar-nos para a redacção a saber se recebemos o comunicado e se vamos estar presentes.

Mas quando mando um mail a perguntar efectivamente algo relacionado com música, a resposta tardou a chegar e não me agradou. Na semana em que o Rock in Rio ia começar, ainda não tinham sido divulgados os horários de actuação das bandas. Coisa fundamental para que quem trabalha ou venha de outra cidade possa saber se consegue apanhar a sua banda de eleição, ou para antecipar quanto tempo o espectáculo vai durar e se vale a pena dar 61€ por 40 minutos de música. Mas não. O Rock in Rio, este ano, não divulgou horários nenhuns. E mesmo o alinhamento das bandas que estava no site foi trocado. Andava eu a fazer tempo no recinto a pensar que eram os Evanescence quem ia tocar, e recebo uma SMS a dizer que quem tinha acabado de subir ao palco tinham sido os Mastodon. Perdi as primeiras músicas de uma banda que queria ver porque a organização acha que o alinhamento das bandas é um pormenor. Afinal, o que é que isso interessa quando uma perfumaria está a oferecer maquilhagem grátis e um stand de automóveis está a dar descontos?

No fim, o concerto de Metallica foi um espectáculo do caraças e é isso que fica. Mas que ninguém me chame snob por repetir que odeio o Rock in Rio. Um festival de música onde a música é tratada como um pormenor não merece o meu respeito. Ainda que o óleo hidratante que ganhei enquanto os Evanescence actuavam me pudesse amaciar a alma.

13 maio, 2012

Coisas que justificam a pena de morte - parte 1

Hoje ouvi este remix na rádio e pensei que este blogue precisava de uma nova rubrica.

É com esta "música" que se inicia uma lista de motivos que justificam a existência da pena de morte. À primeira vista pode parecer radical, admito. Mas a vossa ideia mudará quando ouvirem a "obra" do DJ Karim D, que achou que Nirvana e Europe são uma espécie de Romeu e Julieta (para surdos, talvez). Ainda dizem que a pena de morte devia ser abolida... Pfff! Coisas como esta provam que ela é necessária para casos muitos extremos. Como este:

21 março, 2012

I thought it was the 4th of... June.

No dia 2 de Janeiro de 2010, os Soundgarden quebravam um silêncio que durava há anos, e eu pedinchava neste blog que eles viessem mostrar a Portugal do que ainda eram capazes.

Em 2012, anunciam que finalmente vão dar concertos na Europa, mas Portugal ficou de fora.

E se deus Cornell não vem à montanha...

eu vou a Milão ter "a lot of enjoyment".

Meu deus, eu vou ver Soundgarden ao vivo. Se o mundo acabar em 2012, morro feliz.

19 março, 2012

'sudo'mia musical

O meu segundo amor platónico, de seu nome Eddie Vedder, decidiu fazer a sua estreia a solo na Europa este Verão. Em Inglaterra e na Holanda escolheu teatros bonitos, que permitam aproveitar a sua música a solo – mais calma, com um ukulele– em pleno. Em Portugal, escolheu esse grande poio chamado festival Sudoeste TMN, onde o cabeça de cartaz vitalício é a praia e o segundo nome que mais atrai festivaleiros é o campismo.

Então, já que vou ter de fazer a minha estreia no Sudoeste, fui ver quem eram os outros projectos agendados para o mesmo dia em que actua o Mr. Pearl Jam. E deparei-me com isto:


(a música chama-se "Hate on me now"… estou só a fazer-lhe a vontade)

Isto é Richie Campbell, cujo verdadeiro nome é Ricardo Ventura da Costa. Um puto beto de Cascais que canta música má em inglês com sotaque jamaicano. Podia ser pior? Tenho sérias dúvidas.

Para além de Nicolas Jaar, há até ao momento mais um confirmado para o dia de Eddie Vedder. Atentem neste portento musical:

("If we don’t kill ourselves we’ll be the leaders of a messed-up generation", diz Example no início da música. Agora percebo. Ele quer-nos matar com isto. Não garanto que consiga sobreviver a ter de ver esta bosta ao vivo, no dia 3 de Agosto)

Posto isto, é claro que estou muito chateada com o senhor Vedder. Vou ter de pagar 50 euros para vê-lo no meio do pó e fazer não sei quantos kilómetros para ir a um dos piores festivais portugueses, cheios de putos em férias e onde a música desempenha só um papel secundário.

Can't find a better place? Arre, porra.

11 março, 2012

He's a Sonic, he's a legal Sonic, he's a Sonic Youth in Trindade

O Mr. Sonic Youth vem a Lisboa amanhã e eu vou para a primeira fila babar perante a sua faceta acústica.

A minha Primavera musical de Março tem Thurston Moore e Mark Lanegan. Oh, a vida é bela...

23 fevereiro, 2012

25 anos

Zeca Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987. Morreu três meses antes de eu nascer. Já as suas músicas podiam ter sido feitas hoje mesmo, de tão actuais.

Tic Tac

Acabo de perceber que a Kim Gordon tem quase 60 anos. 60 A N O S. A Kim Gordon. A menina dos Sonic Youth está quase na terceira idade. Tive um choque de realidade. E doeu.


shit.

09 fevereiro, 2012