Tanto jovem a emigrar, e a JSD teima em ficar aqui. O mundo é de facto injusto.
Graças a gente da minha geração, ajudada por um partido do governo que acha que deve impor aos deputados do seu partido a disciplina de voto numa questão como a co-adopção e a adopção por casais do mesmo sexo, eu vou decidir se acho que um casal homossexual pode adoptar uma criança. Eu, a minha mãe e a minha avó vamos poder decidir sobre vidas alheias, baseadas apenas em senso comum ou até em preconceitos pessoais.
Durante dois anos, o governo pediu estudos sobre a questão. Mas os jotinhas, que não são grandes amigos da educação e da ciência, despacharam um direito fundamental com um: nah, todos os portugueses devem ter uma opinião sobre isto.
16 dos 108 deputados do partido mostraram-se a favor da co-adopção aquando da aprovação da proposta de lei, em 2013: Teresa Leal Coelho, Pedro Pinto, Nuno Encarnação, Luís Menezes, Francisco Almeida, Cristóvão Norte, Mónica Ferro, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha.
Apenas Teresa Leal Coelho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, teve coragem para não participar na votação e demitir-se.
Se o referendo foi justificado pela JSD como um passo para a construção de uma melhor sociedade, tomei a liberdade de criar uma petição pelo direito (dever cívico?) de referendar a adopção de membros da JSD. Como cidadã, custa-me ver tanto atrofio cerebral, o que pode causar danos irreparáveis ao país (ver Passos Coelho como Primeiro-Ministro). A educação destes jovens não deve ser descurada. Pelo direito à adopção e reeducação dos jotas laranjas JÁ! http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72126
Um deserto de ideias, mantido por um cérebro composto apenas por alguns grãos de areia.
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17 janeiro, 2014
24 outubro, 2013
Um governo de competência historicamente pequena
Corria o longínquo ano de 2011. Um sedento Pedro Passos Coelho prometia "apresentar um Governo com uma dimensão historicamente pequena", um governo "com menos membros em ministros e secretários de Estado de que há memória em Portugal".
Dois anos, muitos escândalos e incompetências depois, eis-nos a nós, portugueses, em 2013, enterrados na merda. Mas não o governo. Por ali tudo corre bem. Os indicadores são todos óptimos, estamos no bom caminho. Talvez seja por isso que, depois de impôr tanta austeridade a milhões de almas, o orçamento de Estado para 2014 pareça pensado para a Alemanha.
De acordo com o Diário de Notícias de ontem, a despesa com pessoal, entre ministros, secretários de Estado, etc, vai crescer 10% de 2013 para 2014. O orçamento de Estado para 2014 contempla mais 3,4 milhões de euros.
Por exemplo, há mais 77% de orçamento (mais 116.000€!) para limpeza e higiene porque "há mais gabinetes para limpar e cresceram os gastos com a limpeza". Considero aceitável. Já que só fazem merda no país, a única maneira de verem alguma limpeza é no próprio gabinete.
Destaco também um crescimento de 100.000€ para comunicações móveis (será o roaming para os papás europeus e para pedir desculpas a Angola?), mais 220.000€ em viagens e mais 800.000€ em bens e serviços (em quê? porquê? não sabemos, porque os gabinetes do governo não responderam ao DN).
Só para lembrar: no sábado há manifestação contra isto e muito mais.
Dois anos, muitos escândalos e incompetências depois, eis-nos a nós, portugueses, em 2013, enterrados na merda. Mas não o governo. Por ali tudo corre bem. Os indicadores são todos óptimos, estamos no bom caminho. Talvez seja por isso que, depois de impôr tanta austeridade a milhões de almas, o orçamento de Estado para 2014 pareça pensado para a Alemanha.
De acordo com o Diário de Notícias de ontem, a despesa com pessoal, entre ministros, secretários de Estado, etc, vai crescer 10% de 2013 para 2014. O orçamento de Estado para 2014 contempla mais 3,4 milhões de euros.
Por exemplo, há mais 77% de orçamento (mais 116.000€!) para limpeza e higiene porque "há mais gabinetes para limpar e cresceram os gastos com a limpeza". Considero aceitável. Já que só fazem merda no país, a única maneira de verem alguma limpeza é no próprio gabinete.
Destaco também um crescimento de 100.000€ para comunicações móveis (será o roaming para os papás europeus e para pedir desculpas a Angola?), mais 220.000€ em viagens e mais 800.000€ em bens e serviços (em quê? porquê? não sabemos, porque os gabinetes do governo não responderam ao DN).
Só para lembrar: no sábado há manifestação contra isto e muito mais.
26 julho, 2013
O masoquista
O governo continua a cortar as "gorduras do Estado" como se não houvesse amanhã e já anunciou a contratação de mais uma catrefada de secretários de Estado. Tudo gente muito capaz, claro, com um currículo cheio de máquina partidária, para fazer o país andar para a frente, até cair de vez no abismo.
Um deles chama-se Bruno Maçães. É o novo secretário de Estado dos Assuntos Europeus e já deu várias provas de ser um masoquista que adora dar cambalhotas de amor com a austeridade.
"Dificuldades e desconfiança dos mercados têm um efeito disciplinador", dizia Bruno Maçães a 4 de Abril.
Sendo secretário de Estado dos Assuntos Europeus, é a escolha ideal para dar muita graxa quando tiver de ir a Bruxelas e assim. Mais tarde, quando a União Europeia perceber de uma vez por todas que isto da austeridade não é o caminho e mudar o seu discurso, o Bruno terá a maçada de ser despedido ou de reaprender um novo discurso, virado para o crescimento e para o investimento.
Mas é na boa. Brinquem à vontade. Afinal, a única coisa que têm nas vossas mãos é o futuro de um país e de toda a sua população. Aquela que fica aqui a pagar a conta uma vida inteira, enquanto os senhores são promovidos para empresas e reformas douradas.
Um deles chama-se Bruno Maçães. É o novo secretário de Estado dos Assuntos Europeus e já deu várias provas de ser um masoquista que adora dar cambalhotas de amor com a austeridade.
"Dificuldades e desconfiança dos mercados têm um efeito disciplinador", dizia Bruno Maçães a 4 de Abril.
Sendo secretário de Estado dos Assuntos Europeus, é a escolha ideal para dar muita graxa quando tiver de ir a Bruxelas e assim. Mais tarde, quando a União Europeia perceber de uma vez por todas que isto da austeridade não é o caminho e mudar o seu discurso, o Bruno terá a maçada de ser despedido ou de reaprender um novo discurso, virado para o crescimento e para o investimento.
Mas é na boa. Brinquem à vontade. Afinal, a única coisa que têm nas vossas mãos é o futuro de um país e de toda a sua população. Aquela que fica aqui a pagar a conta uma vida inteira, enquanto os senhores são promovidos para empresas e reformas douradas.
03 julho, 2013
3 de Julho de 2013
Novo capítulo da série infantil "Vamos brincar aos países".
- E ao 3º dia, Pedro Lomba descansou.
De acordo com a Agência Lusa, os briefings diários do governo com jornalistas foram suspensos até à existência de uma clarificação da situação política, anunciou o executivo, em comunicado.
Um dos objectivos destes briefings, que começaram esta segunda-feira, era que os jornalistas passassem a ter acesso a "informação correta e explicada" e combater um "sentimento anti-política", explicou o secretário de Estado Pedro Lomba. "A bem do país, é nossa obrigação ajudar os nossos cidadãos a perceber e a desmistificar essas duas linhas de discurso".
Claramente, com a demissão de dois ministros e a promoção de uma coisa chamada Maria Luís Albuquerque a ministra das Finanças, todos aqueles objectivos que levaram à criação dos briefings deixaram de fazer sentido na cabeça do governo. Ou talvez tenham suspenso os encontros para não dar mais azar. 2 briefings = 2 ministros que se demitiram. Coincidência? Se calhar o governo acha que não e hoje vai usar aquele tempo para ir à bruxa.
- Marido de Maria Luís Albuquerque contratado pela EDP
O ex-jornalista António Albuquerque, dispensado do Diário Económico há cerca de dois meses, acaba de assumir funções de consultor na empresa que a mulher privatizou. Ainda dizem que os jornalistas têm dificuldade em encontrar emprego! Quando se é mesmo bom o trabalho aparece, como saberá qualquer empreendedor que conheça a cartilha de Miguel Gonçalves. E António Albuquerque é excepcional, pois conta no currículo com um casamento com Maria Luís Albuquerque. Ainda agora foi promovida a ministra e já está a lutar contra o desemprego. Que casal impressionante, é disto que o país precisa para dar o passo em frente em direcção ao precipício.
São agora 10h49. O texto estará em actualização até ao final do dia, pois a autora tem fé (nos mercados) e acredita que o país tem potencial para mais 3 ou 4 escândalos até à meia-noite de hoje.
- E ao 3º dia, Pedro Lomba descansou.
De acordo com a Agência Lusa, os briefings diários do governo com jornalistas foram suspensos até à existência de uma clarificação da situação política, anunciou o executivo, em comunicado.
Um dos objectivos destes briefings, que começaram esta segunda-feira, era que os jornalistas passassem a ter acesso a "informação correta e explicada" e combater um "sentimento anti-política", explicou o secretário de Estado Pedro Lomba. "A bem do país, é nossa obrigação ajudar os nossos cidadãos a perceber e a desmistificar essas duas linhas de discurso".
Claramente, com a demissão de dois ministros e a promoção de uma coisa chamada Maria Luís Albuquerque a ministra das Finanças, todos aqueles objectivos que levaram à criação dos briefings deixaram de fazer sentido na cabeça do governo. Ou talvez tenham suspenso os encontros para não dar mais azar. 2 briefings = 2 ministros que se demitiram. Coincidência? Se calhar o governo acha que não e hoje vai usar aquele tempo para ir à bruxa.
- Marido de Maria Luís Albuquerque contratado pela EDP
O ex-jornalista António Albuquerque, dispensado do Diário Económico há cerca de dois meses, acaba de assumir funções de consultor na empresa que a mulher privatizou. Ainda dizem que os jornalistas têm dificuldade em encontrar emprego! Quando se é mesmo bom o trabalho aparece, como saberá qualquer empreendedor que conheça a cartilha de Miguel Gonçalves. E António Albuquerque é excepcional, pois conta no currículo com um casamento com Maria Luís Albuquerque. Ainda agora foi promovida a ministra e já está a lutar contra o desemprego. Que casal impressionante, é disto que o país precisa para dar o passo em frente em direcção ao precipício.
São agora 10h49. O texto estará em actualização até ao final do dia, pois a autora tem fé (nos mercados) e acredita que o país tem potencial para mais 3 ou 4 escândalos até à meia-noite de hoje.
02 julho, 2013
Batalha Naval
O Paulo Portas não dá lá muita sorte aos governos pois não?
Mas o que eu vinha cá dizer era que isto está tão mau, mas tão mau, mas tão mau, que nem com a demissão de bestas como o Relvas, Gaspar ou Paulo Portas uma pessoa se sente mais confortável a viver em Portugal.
Logo para começar, sabemos que vamos continuar na merda. Sabemos que os mercados nos vão penalizar, ai, ui, os mercados vão ficar nervosos, vamos pagar mais juros, vamos precisar de um novo resgate, possivelmente vamos a eleições para meter no governo mais uma cambada de bestas intelectualmente limitadas, cobardes e dispostas a perpetuar os seus interesses pessoais e partidários.
Espero que saibas onde te estás a meter, Croácia.
Mas o que eu vinha cá dizer era que isto está tão mau, mas tão mau, mas tão mau, que nem com a demissão de bestas como o Relvas, Gaspar ou Paulo Portas uma pessoa se sente mais confortável a viver em Portugal.
Logo para começar, sabemos que vamos continuar na merda. Sabemos que os mercados nos vão penalizar, ai, ui, os mercados vão ficar nervosos, vamos pagar mais juros, vamos precisar de um novo resgate, possivelmente vamos a eleições para meter no governo mais uma cambada de bestas intelectualmente limitadas, cobardes e dispostas a perpetuar os seus interesses pessoais e partidários.
Espero que saibas onde te estás a meter, Croácia.
João Abreu Miranda / LUSA
07 abril, 2013
O sumo do discurso de Passos Coelho:
O sumo do discurso de Passos Coelho:
-Estávamos a ir super bem, tínhamos credibilidade e juras de amor dos mercados, o governo estava a fazer um trabalho notável mas ninguém dá ouvidos à Manuela Ferreira Leite e suspende a democracia, a bem da Nação.
-Como o Tribunal não nos deixa continuar o nosso notável trabalho, porque interpretaram as leis à maneira deles, claro que a partir de agora os portugueses vão todos levar na tromba. O país vai sofrer represálias dos mercados, a TROIKA vai ter um ataque de caspa. Podemos ter de pedir um 2º resgate só porque o Tribunal chumbou 1300 milhões. Lembrem-se que a culpa é toda do Tribunal, estava tudo a correr bem, mas aqueles 1300 milhões de euros deitaram 2 anos de trabalho a perder. A culpa não é nossa, nós não somos uma cambada de atrasados mentais incompetentes, não! A culpa é do Tribunal.
-Entre os mercados e a Constituição, Portugal precisa escolher os mercados. O cumprir das leis é para maricas.
-Apesar desta traição do Tribunal Constitucional, não temeis!! O governo não vai aumentar os impostos, há limites para o esforço dos portugueses, por isso o governo vai é cortar (ainda mais) na despesa. Se tiverem de ir ao hospital preparem-se para pagar forte e feio. Bolsas? LOL. Mas não se preocupem, os portugueses não vão pagar mais impostos. Isso é que não. Ai de quem se atrever a ir ao bolso dos portugueses, como queriam os chulos dos membros do Tribunal.
-Eu, Passos Coelho, devia emigrar para a Libéria e nunca mais voltar. O Gaspar devia ir dar aulas para a cadeira de Introdução ao Pensamento Contemporâneo da Lusófona.
Ok, este último ponto fui eu que acrescentei, mas o resto é tudo verdade, embora tenha sido dito com palavras mais caras.
-Estávamos a ir super bem, tínhamos credibilidade e juras de amor dos mercados, o governo estava a fazer um trabalho notável mas ninguém dá ouvidos à Manuela Ferreira Leite e suspende a democracia, a bem da Nação.
-Como o Tribunal não nos deixa continuar o nosso notável trabalho, porque interpretaram as leis à maneira deles, claro que a partir de agora os portugueses vão todos levar na tromba. O país vai sofrer represálias dos mercados, a TROIKA vai ter um ataque de caspa. Podemos ter de pedir um 2º resgate só porque o Tribunal chumbou 1300 milhões. Lembrem-se que a culpa é toda do Tribunal, estava tudo a correr bem, mas aqueles 1300 milhões de euros deitaram 2 anos de trabalho a perder. A culpa não é nossa, nós não somos uma cambada de atrasados mentais incompetentes, não! A culpa é do Tribunal.
-Entre os mercados e a Constituição, Portugal precisa escolher os mercados. O cumprir das leis é para maricas.
-Apesar desta traição do Tribunal Constitucional, não temeis!! O governo não vai aumentar os impostos, há limites para o esforço dos portugueses, por isso o governo vai é cortar (ainda mais) na despesa. Se tiverem de ir ao hospital preparem-se para pagar forte e feio. Bolsas? LOL. Mas não se preocupem, os portugueses não vão pagar mais impostos. Isso é que não. Ai de quem se atrever a ir ao bolso dos portugueses, como queriam os chulos dos membros do Tribunal.
-Eu, Passos Coelho, devia emigrar para a Libéria e nunca mais voltar. O Gaspar devia ir dar aulas para a cadeira de Introdução ao Pensamento Contemporâneo da Lusófona.
Ok, este último ponto fui eu que acrescentei, mas o resto é tudo verdade, embora tenha sido dito com palavras mais caras.
04 abril, 2013
Ó Relvas, ó Relvas, porta da rua à vista
A demissão de Relvas é motivo para tirar este pasquim do marasmo a que foi condenado pela preguiçosa da sua autora.
As redes sociais estão ao rubro. Pelo meio, aqueles que adoram ser contracorrente e criticar quem celebra, porque os outros ainda estão lá todos, ou porque celebrar a saída deste pedaço de trampa é esquecer que ainda há muito lixo para varrer de Sãoo Bento.
Por toda a porcaria que fez, por tudo o que cheira mal no seu percurso, sai pela falsa licenciatura. Sai demasiado tarde. Na verdade, nunca lá devia ter entrado.
Espero que seja o primeiro de muitos.
Morra o Relvas, morra! Pim!
As redes sociais estão ao rubro. Pelo meio, aqueles que adoram ser contracorrente e criticar quem celebra, porque os outros ainda estão lá todos, ou porque celebrar a saída deste pedaço de trampa é esquecer que ainda há muito lixo para varrer de Sãoo Bento.
Por toda a porcaria que fez, por tudo o que cheira mal no seu percurso, sai pela falsa licenciatura. Sai demasiado tarde. Na verdade, nunca lá devia ter entrado.
Espero que seja o primeiro de muitos.
Morra o Relvas, morra! Pim!
08 março, 2013
Como ser um político popular em Portugal
António José Seguro é o político mais popular em Portugal, segundo os dados da Sondagem Expresso/SIC relativa ao mês de março.
Os números do desemprego cada vez aumentam mais e para cada emprego há um exército de reserva pronto a aceitar as condições miseráveis que cada vez mais se oferecem, graças à lei da oferta e da procura que dita a sobrevivência humana no século XXI.
Os números do desemprego cada vez aumentam mais e para cada emprego há um exército de reserva pronto a aceitar as condições miseráveis que cada vez mais se oferecem, graças à lei da oferta e da procura que dita a sobrevivência humana no século XXI.
Curiosamente, o lugar de primeiro-ministro - que em breve ficará vago - parece exigir muito pouco de qualquer candidato.
Após uma exaustiva pesquisa, reuni todos os requisitos necessários para se ser eleito político mais popular em Portugal e, consequentemente, aguardar que o cargo de primeiro-ministro caia no colo:
1- Ser líder do maior partido da oposição quando o governo em exercício é medíocre ou já lá está há dois mandatos.
2- estar vivo.
04 março, 2013
Causas de um Portugal em crise II
A nossa democracia precisa de partidos para funcionar. Problema:
os principais partidos e suas juventudes partidárias andam há anos a funcionar
com os objectivos errados. Em vez de trabalharem para o sucesso do país
trabalham para a perpetuação da máquina partidária. São corporativistas e só
deixam subir quem pode ser útil na teia de favores, ou quem pode ser
controlável. Existem para a sua própria existência. Estão corrompidos e elevam
a cargos de poder gente tremendamente incapaz. Infelizmente, a fraqueza das
instituições contribui muito para a fraqueza de um país. E mesmo com a crise (a
vários níveis), não dão sinais de querer mudar.
Isto a propósito de mais um texto de João Lemos Esteves (olá
João, no caso se ter googlado e ter vindo parar a este pasquim). Trata-se de um
membro da JSD, que frequentou (frequenta?) a Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa – what else? – e cujo livro favorito era, aos 18 anos, “A
Revolução e o Nascimento do PPD”.
Apesar de ser da JSD, João não tem mostrado entusiasmo com o
actual governo. Porquê? No seu espaço de opinião no Expresso, podemos perceber
o que aflige o jovem laranjinha. Mas antes de lá chegarmos, temos de comer com
3 blocos de texto de cassete, que incluem, por exemplo: “Não há outro partido que conheça tão bem o povo português como o PSD -e os portugueses sabem que não há outro partido com gente tão talentosa, tãomeritória, tão capaz como são os quadros locais e nacionais do PSD. Também porisso se afirma que o PSD "é o partido mais português de Portugal". Palavra
da salvação.
O que preocupa o jovem João é que, com tamanha
impopularidade, o PSD vai perder as autárquicas, o seu prestígio, o carinho dos
portugueses.
“Bom, que Passos Coelho se
suicide politicamente, tudo bem: não é um assunto que me preocupa muito, até
porque - confesso! - entendo que o Primeiro-Ministro atingiu um estado de
fanatismo ideológico tal que se encontra na fase de negação: erra, falha, mas
insiste, insiste, insiste no erro! O que me preocupa é o mal que Passos Coelho
está a fazer ao PSD (para além do mal que causa aos portugueses)”.
Parece-me que esta última frase entre parêntesis foi acrescentada a posteriori para não parecer que o
jovem militante partidário só se preocupa só com o partido.
“Passos Coelho já
desistiu das autárquicas: julgo, aliás, que o objectivo do Primeiro-ministro é
mesmo perder as próximas eleições para poder afirmar que não governa ao sabor
dos ciclos eleitorais”, escreve João sem um “LOL” a acompanhar esta epifania.
E continua:
“Com esta estratégia,
um conjunto de pessoas muito capazes, cheias de talento e vontade para
trabalhar em prol das suas comunidades, vai ser prejudicada. Entregar de
bandeja municípios e freguesias ao PS é outro "desastre político
nacional" que será cometido por Passos Coelho, com reflexos negativos para
os portugueses que serão sentidos a médio prazo”.
Tive uma overdose de partidarismo e não consegui continuar a
leitura. Mas perdi tempo a analisar esta cartilha porque são vários os João
Lemos Esteves que aguardam a sua vez na máquina partidária e que um dia podem
chegar a Primeiro-Ministro, porque é disto que são feitas as grandes jotas
deste país. Textos para consumo interno, onde se debatem estratégias
partidárias e onde a preocupação maior é saber que consequências as acções
terão para o partido e para a sua perpetuação no poder. No país pensa-se no tempo que sobrar. Pelo estado das coisas, não tem sobrado muito.
Ou os partidos se renovam e esta mentalidade muda, ou vamos
continuar na merda enquanto país. Basta ler mais livros que não “A Revolução e
o Nascimento do PPD” para saber isto.
21 fevereiro, 2013
09 fevereiro, 2013
A reforma do Estado
Depois de ver o último episódio da Grande (enorme!) reportagem da SIC sobre o BPN, da autoria do jornalista Pedro Coelho, fico a digerir a revolta.
A TV fica ligada. Segue-se um anúncio do Banco BIC (o tal banco angolano que comprou a parte porreira do BPN a preço de saldo e deixou o lixo para eu pagar), com o seguinte slogan: "Crescemos juntos". Não, não crescemos. Pagámos juntos, apenas isso. Eu paguei o BPN, vocês compraram-no pronto a gerar lucro, vocês crescem e eu, como os restantes contribuintes, afundamo-nos numa dívida que não geramos.
E fico a digerir a revolta.
Começa o notíciário da SIC Notícias. A primeira peça é sobre o corte (mais um corte) de 4 mil milhões de euros que precisamos fazer no Estado para "dividir o rácio da dívida pública". Prosseguem os cortes da educação, na saúde, nos nossos direitos, e mesmo assim a totalidade desses cortes não chega ao valor do buraco deixado pelo BPN. Ainda tenho de ouvir o Carlos Moedas dizer que temos de trabalhar para conseguirmos "preparar para a 7ª avaliação um número de medidas e opções para poupar, para sermos mais eficientes".
Sermos mais eficientes. Temos de ser mais eficientes, eu e os contribuintes. Temos de aguentar. Se os sem-abrigo aguentam, porque não nós?
E fico a digerir a revolta.
Sem dúvida que o Estado precisa de uma reforma. Precisa de gente melhor no governo. Precisa de gente com carácter. Precisa de uma melhor justiça a defendê-lo. É essa a "Reforma do Estado" que deveria ser debatida no próximo Conselho de Estado. Mas por gente de tão baixa laia, sabemos que isso não irá acontecer.
E nós deixamos. Sem revolta. Até quando?
A TV fica ligada. Segue-se um anúncio do Banco BIC (o tal banco angolano que comprou a parte porreira do BPN a preço de saldo e deixou o lixo para eu pagar), com o seguinte slogan: "Crescemos juntos". Não, não crescemos. Pagámos juntos, apenas isso. Eu paguei o BPN, vocês compraram-no pronto a gerar lucro, vocês crescem e eu, como os restantes contribuintes, afundamo-nos numa dívida que não geramos.
E fico a digerir a revolta.
Começa o notíciário da SIC Notícias. A primeira peça é sobre o corte (mais um corte) de 4 mil milhões de euros que precisamos fazer no Estado para "dividir o rácio da dívida pública". Prosseguem os cortes da educação, na saúde, nos nossos direitos, e mesmo assim a totalidade desses cortes não chega ao valor do buraco deixado pelo BPN. Ainda tenho de ouvir o Carlos Moedas dizer que temos de trabalhar para conseguirmos "preparar para a 7ª avaliação um número de medidas e opções para poupar, para sermos mais eficientes".
Sermos mais eficientes. Temos de ser mais eficientes, eu e os contribuintes. Temos de aguentar. Se os sem-abrigo aguentam, porque não nós?
E fico a digerir a revolta.
Sem dúvida que o Estado precisa de uma reforma. Precisa de gente melhor no governo. Precisa de gente com carácter. Precisa de uma melhor justiça a defendê-lo. É essa a "Reforma do Estado" que deveria ser debatida no próximo Conselho de Estado. Mas por gente de tão baixa laia, sabemos que isso não irá acontecer.
E nós deixamos. Sem revolta. Até quando?
28 janeiro, 2013
Por falar em aproveitamento
No seguimento do post anterior, eis mais um exemplo de, como dizer isto de forma politicamente correcta... merda política.
Avelino Ferreira Torres está de volta! Desta vez ao serviço do CDS, que considera que este é um candidato sério, honesto, que merece representar o partido democrata-cristão.
Más notícias: a população de Marco de Canaveses pode voltar a ter um corrupto bronco como presidente.
Boas notícias: os restantes portugueses podem rejubilar com a possibilidade de voltar a ver cartazes geniais como este:
Avelino Ferreira Torres está de volta! Desta vez ao serviço do CDS, que considera que este é um candidato sério, honesto, que merece representar o partido democrata-cristão.
Más notícias: a população de Marco de Canaveses pode voltar a ter um corrupto bronco como presidente.
Boas notícias: os restantes portugueses podem rejubilar com a possibilidade de voltar a ver cartazes geniais como este:
E aos adultos que não têm aproveitamento, que fazer?
Como é que chegámos a um ponto em que as pessoas que têm na mão (ou desejam ter) o poder e a responsabilidade de decidir os destinos de milhares de portugueses são do mais medíocre que Portugal tem?
Não deveria ser um cargo reservado a quem fosse excepcional, em vários campos? Alguém que tivesse um percurso de vida exemplar, pautado pela honestidade, perseverança, altruísmo, forte sentido de cidadania e conhecimento da realidade em que a maioria da população - seja do país ou da freguesia que se quer governar - vive?
Como é que chegámos a um ponto em que o único currículo que os nossos governantes - e aspirantes - têm é no cargo militante na empresa partido X?
E se temos um amontoado de gente incapaz a candidatar-se para um cargo, porque temos de escolher entre um deles na mesma?
É isto a democracia?
Este blogue começou para que eu pudesse comentar (reclamar é a palavra mais correcta) vários assuntos do dia. Estive muito activa no tempo de Sócrates. Curiosamente, abrandei muito desde que temos como primeiro-ministro um idiota chamado Passos Coelho e um governo chamado Mercados. Porquê? Porque tenho mais que fazer da vida, e a quantidade de notícias que me revoltam é tão grande que eu podia estar a escrever 24 horas aqui que se calhar não eram as suficientes. Existe um Relvas no governo - pelamordedeus! - isto diz tudo.
Olhamos para a realidade e gostariamos que fosse só um pesadelo. Gostaríamos que BPNs, Submarinos, aumentos inúteis de impostos, Dias Loureiros, Relvas e Sofias Galvões não existissem de verdade.
Mas infelizmente são. Como resolver isto em democracia? Seria bom confiar na justiça. Seria bom também que o maior partido da oposição não fosse feito praticamente da mesma raiz podre, a do partidarismo e da estupidez.
Serve tudo isto para falar de António Parada, candidato do PS à Câmara de Matosinhos. O senhor parada foi apanhado por um vídeo amador a falar sobre as suas convicções. Uma delas é a de que a escolaridade até aos 18 anos deveria acabar. A outra é isto:
"eu acho que os jovens devem ser apoiados pelo Estado, pelo Estado de Direito, apoiar aqueles que tem aproveitamento, aqueles que nao têm a partir dos 14 anos devem ter a liberdade de ir trabalhar".
Acho que sim. Que o que falta em Portugal, neste momento, é mão-de-obra. É uma medida óbvia, a julgar pela ovação monumental que se segue às declarações deste licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela universidade privada Fernando Pessoa (curso com nota mínima de entrada de 9,5 e, apesar de ter apenas 25 vagas, o último candidado entrou com média de 11,6... Lá se vai o aproveitamento).
Anos de luta pela evolução, e aqueles que mais beneficiaram dessa mesma evolução são os primeiros a cagar nela e a mandarem verborreia com orgulho. Sem um mínimo de noção.
E a estes adultos sem aparente aproveitamento, o que se faz? Manda-se de volta para a escola?
O vídeo pode ser visto (e chorado) aqui: https://www.facebook.com/photo.php?v=515555791801246
Não deveria ser um cargo reservado a quem fosse excepcional, em vários campos? Alguém que tivesse um percurso de vida exemplar, pautado pela honestidade, perseverança, altruísmo, forte sentido de cidadania e conhecimento da realidade em que a maioria da população - seja do país ou da freguesia que se quer governar - vive?
Como é que chegámos a um ponto em que o único currículo que os nossos governantes - e aspirantes - têm é no cargo militante na empresa partido X?
E se temos um amontoado de gente incapaz a candidatar-se para um cargo, porque temos de escolher entre um deles na mesma?
É isto a democracia?
Este blogue começou para que eu pudesse comentar (reclamar é a palavra mais correcta) vários assuntos do dia. Estive muito activa no tempo de Sócrates. Curiosamente, abrandei muito desde que temos como primeiro-ministro um idiota chamado Passos Coelho e um governo chamado Mercados. Porquê? Porque tenho mais que fazer da vida, e a quantidade de notícias que me revoltam é tão grande que eu podia estar a escrever 24 horas aqui que se calhar não eram as suficientes. Existe um Relvas no governo - pelamordedeus! - isto diz tudo.
Olhamos para a realidade e gostariamos que fosse só um pesadelo. Gostaríamos que BPNs, Submarinos, aumentos inúteis de impostos, Dias Loureiros, Relvas e Sofias Galvões não existissem de verdade.
Mas infelizmente são. Como resolver isto em democracia? Seria bom confiar na justiça. Seria bom também que o maior partido da oposição não fosse feito praticamente da mesma raiz podre, a do partidarismo e da estupidez.
Serve tudo isto para falar de António Parada, candidato do PS à Câmara de Matosinhos. O senhor parada foi apanhado por um vídeo amador a falar sobre as suas convicções. Uma delas é a de que a escolaridade até aos 18 anos deveria acabar. A outra é isto:
"eu acho que os jovens devem ser apoiados pelo Estado, pelo Estado de Direito, apoiar aqueles que tem aproveitamento, aqueles que nao têm a partir dos 14 anos devem ter a liberdade de ir trabalhar".
Acho que sim. Que o que falta em Portugal, neste momento, é mão-de-obra. É uma medida óbvia, a julgar pela ovação monumental que se segue às declarações deste licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela universidade privada Fernando Pessoa (curso com nota mínima de entrada de 9,5 e, apesar de ter apenas 25 vagas, o último candidado entrou com média de 11,6... Lá se vai o aproveitamento).
Anos de luta pela evolução, e aqueles que mais beneficiaram dessa mesma evolução são os primeiros a cagar nela e a mandarem verborreia com orgulho. Sem um mínimo de noção.
E a estes adultos sem aparente aproveitamento, o que se faz? Manda-se de volta para a escola?
O vídeo pode ser visto (e chorado) aqui: https://www.facebook.com/photo.php?v=515555791801246
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09 janeiro, 2013
Fundo Maníaco Irracional
Em português do Porto, o FMI está tolo não está?
Tenho andado muito caladinha. O Relvas faz das suas e eu caladinha. O Passos e o Cavaco falam no Natal e eu caladinha. A minha empresa ainda não sabe como me vai pagar em Janeiro - o mês em que estamos - por causa do estúpido do governo e dos seus duodécimos - e eu caladinha.
Mas hoje o FMI entregou um documento, feito em colaboração com dez ministros e cinco secretários de Estado, que nos mostra a nós, pobres gastadores irresponsáveis, como podemos poupar 4000 milhões de euros.
E então de que modo é que o tuga prevaricou, merecendo agora lições de gestão de fora? Contratou professores para ensinarem em escolas públicas. Toca a cortar. Até porque já não vão ser necessários, uma vez que o FMI também nos informa que "o Estado consegue poupar cerca de 400 euros por aluno numa escola privada com contrato de associação". Adorava conhecer estes cálculos, a sério. Que pena que nunca saem cá para fora.
As taxas moderadoras também têm que subir, porque andamos a matar-nos com tabaco e açúcar só para afundar o sistema nacional de saúde. Talvez agora que o ministro alertou para este facto as pessoas comecem a olhar mais por si (não porque querem viver mais, mas porque querem que o SNS viva mais, que o altruísmo é coisa que pulula na sociedade actual).
E as propinas? Têm de subir, obviamente. Chega de ensino gratuito que custa mais de 1000€ por ano só em propinas (fora transportes, alimentação, residência e material escolar como livros e fotocópias)! Mas faz sentido que suba. Para que é que o Estado há-de ajudar a financiar licenciados que depois são aproveitados por outros países? Se calhar, em vez de pedirmos aos estudantes que paguem mais - impossibilitando muitos de entrarem na universidade - porque não se pede uma contribuição à Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Brasil, Angola?...
O subsídio de desemprego, claro, "continua demasiado longo e elevado”. Num país com 16% de desemprego e onde arranjar novo emprego pode demorar bastante tempo, o subsídio para o qual o trabalhador descontou dura demasiado tempo. Eu, por exemplo, teria direito a 9 meses de subsídio. Pessoas com mais de 40 anos têm direito a pelo menos 1 ano e depois dos 45 já se consegue pelos menos 2 anos até um máximo de 3 anos e tal. Mas para se conseguir 720 dias de subsídio de desemprego é preciso que a pessoa tenha trabalhado pelo menos 72 meses. São mais de 150.000 dias. Parece-me extremamente injusto. Decerto que são todos uns mandriões a chular o Estado.
Pronto, posso concordar neste ponto: "A progressividade dos salários do Estado deve passar a ser feita em função do desempenho e não da antiguidade, como forma de “atrair profissionais mais motivados e qualificados". Uma lapalissada. Escusávamos de ter que ouvir uma coisa tão óbvia, que já devia estar mais do que implementada. Mas atrair profissionais para onde, se caminhamos para a destruição da coisa pública? Vai sobrar o quê?!
Coisas que não vêm no documento que nos ensina a poupar: evitar injectar dinheiros públicos em bancos como o BPN ou o BANIF. Por exemplo. Mas é natural. Trata-se de prioridades. E entre a sobrevivência das pessoas e a dos bancos, a escolha tem sido sempre a que sabemos.
Tenho andado muito caladinha. O Relvas faz das suas e eu caladinha. O Passos e o Cavaco falam no Natal e eu caladinha. A minha empresa ainda não sabe como me vai pagar em Janeiro - o mês em que estamos - por causa do estúpido do governo e dos seus duodécimos - e eu caladinha.
Mas hoje o FMI entregou um documento, feito em colaboração com dez ministros e cinco secretários de Estado, que nos mostra a nós, pobres gastadores irresponsáveis, como podemos poupar 4000 milhões de euros.
E então de que modo é que o tuga prevaricou, merecendo agora lições de gestão de fora? Contratou professores para ensinarem em escolas públicas. Toca a cortar. Até porque já não vão ser necessários, uma vez que o FMI também nos informa que "o Estado consegue poupar cerca de 400 euros por aluno numa escola privada com contrato de associação". Adorava conhecer estes cálculos, a sério. Que pena que nunca saem cá para fora.
As taxas moderadoras também têm que subir, porque andamos a matar-nos com tabaco e açúcar só para afundar o sistema nacional de saúde. Talvez agora que o ministro alertou para este facto as pessoas comecem a olhar mais por si (não porque querem viver mais, mas porque querem que o SNS viva mais, que o altruísmo é coisa que pulula na sociedade actual).
E as propinas? Têm de subir, obviamente. Chega de ensino gratuito que custa mais de 1000€ por ano só em propinas (fora transportes, alimentação, residência e material escolar como livros e fotocópias)! Mas faz sentido que suba. Para que é que o Estado há-de ajudar a financiar licenciados que depois são aproveitados por outros países? Se calhar, em vez de pedirmos aos estudantes que paguem mais - impossibilitando muitos de entrarem na universidade - porque não se pede uma contribuição à Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Brasil, Angola?...
O subsídio de desemprego, claro, "continua demasiado longo e elevado”. Num país com 16% de desemprego e onde arranjar novo emprego pode demorar bastante tempo, o subsídio para o qual o trabalhador descontou dura demasiado tempo. Eu, por exemplo, teria direito a 9 meses de subsídio. Pessoas com mais de 40 anos têm direito a pelo menos 1 ano e depois dos 45 já se consegue pelos menos 2 anos até um máximo de 3 anos e tal. Mas para se conseguir 720 dias de subsídio de desemprego é preciso que a pessoa tenha trabalhado pelo menos 72 meses. São mais de 150.000 dias. Parece-me extremamente injusto. Decerto que são todos uns mandriões a chular o Estado.
Condições para a atribuição do subsídio de desemprego
Pronto, posso concordar neste ponto: "A progressividade dos salários do Estado deve passar a ser feita em função do desempenho e não da antiguidade, como forma de “atrair profissionais mais motivados e qualificados". Uma lapalissada. Escusávamos de ter que ouvir uma coisa tão óbvia, que já devia estar mais do que implementada. Mas atrair profissionais para onde, se caminhamos para a destruição da coisa pública? Vai sobrar o quê?!
Coisas que não vêm no documento que nos ensina a poupar: evitar injectar dinheiros públicos em bancos como o BPN ou o BANIF. Por exemplo. Mas é natural. Trata-se de prioridades. E entre a sobrevivência das pessoas e a dos bancos, a escolha tem sido sempre a que sabemos.
05 dezembro, 2012
Um mal entendido
Gaspar: Portugal e Irlanda, países de programa, serão, de acordo com o princípio de igualdade de tratamento (...) beneficiados pelas condições abertas no quadro do mecanismo europeu de estabilidade financeira
Pedro Passos Coelho: Ó Gaspar, então posso ir à TVI dizer à Judite e ao Alberto que ser bom aluno compensa e que vamos ter as mesmas condições que a Grécia, apesar de estarmos a cumprir?
Gaspar: Tens a minha benção. E a do presidente do Eurogrupo. O Jean-Claude Juncker disse em frente às câmaras de televisão que as mesmas regras terão de ser aplicadas aos outros países inseridos no programa.
Merkel: Bonsch Diasch
Pedro Passos Coelho e Gaspar: Bom dia, nossa Chanceler
Merkel: Oqueéquesepaza aqui?
Gaspar: Bom, estava a tentar expl...
Merkel: O olheiras nicht, que eu não tenho tempo que chegue parra o ficar a ouvir. Sprechen tu, ó sem lábios
Pedro Passos Coeho: Se me dá licença, elegante Chanceler, estava a comentar com o nosso ministro das finanças que você tinha razão, compensa ser bom aluno apesar dos esforços, porque a Grécia falhou todos os compromissos e vai ter condições melhores, mas nós também. Nem sei como agradecer tamanha generosidade, obrigada Chanceler!
Merkel: Was? Qué dizes tu, inkompetent? As condições favorráveis são apenas para a Griechenland, porque não estão a pagar-me a usura. Portugal und Irland vão continuar com as mesmas condições severas, precisamente porque nunca falharram uma prrestaçaum. Dinheirro, querro o meu dinheirro!
Hey, isso é um iPhone??????
Pedro Passos Coelho: Err, sim, estava em promoção...
Merkel: Cheios de dinheirro e ainda querem descontos. Idiot! Substituam-se todos os telefones por Siemens. Onde é que iamos? AH. Nicht condições favorráveis para vocês. Agora podem ir dizer isso aos journalisten.
Gaspar: Mas já todos dissemos em público que as medidas iam ser iguais para todos os países do programa, incluíndo o presidente do Eurogrupo...
Merkel: Nicht Mein Problem. Digam que perceberram mal, ou culpem os jornalista, que é o que toda a gente faz.
Pedro Passos Coelho: Ó Gaspar, então posso ir à TVI dizer à Judite e ao Alberto que ser bom aluno compensa e que vamos ter as mesmas condições que a Grécia, apesar de estarmos a cumprir?
Gaspar: Tens a minha benção. E a do presidente do Eurogrupo. O Jean-Claude Juncker disse em frente às câmaras de televisão que as mesmas regras terão de ser aplicadas aos outros países inseridos no programa.
Merkel: Bonsch Diasch
Pedro Passos Coelho e Gaspar: Bom dia, nossa Chanceler
Merkel: Oqueéquesepaza aqui?
Gaspar: Bom, estava a tentar expl...
Merkel: O olheiras nicht, que eu não tenho tempo que chegue parra o ficar a ouvir. Sprechen tu, ó sem lábios
Pedro Passos Coeho: Se me dá licença, elegante Chanceler, estava a comentar com o nosso ministro das finanças que você tinha razão, compensa ser bom aluno apesar dos esforços, porque a Grécia falhou todos os compromissos e vai ter condições melhores, mas nós também. Nem sei como agradecer tamanha generosidade, obrigada Chanceler!
Merkel: Was? Qué dizes tu, inkompetent? As condições favorráveis são apenas para a Griechenland, porque não estão a pagar-me a usura. Portugal und Irland vão continuar com as mesmas condições severas, precisamente porque nunca falharram uma prrestaçaum. Dinheirro, querro o meu dinheirro!
Hey, isso é um iPhone??????
Pedro Passos Coelho: Err, sim, estava em promoção...
Merkel: Cheios de dinheirro e ainda querem descontos. Idiot! Substituam-se todos os telefones por Siemens. Onde é que iamos? AH. Nicht condições favorráveis para vocês. Agora podem ir dizer isso aos journalisten.
Gaspar: Mas já todos dissemos em público que as medidas iam ser iguais para todos os países do programa, incluíndo o presidente do Eurogrupo...
Merkel: Nicht Mein Problem. Digam que perceberram mal, ou culpem os jornalista, que é o que toda a gente faz.
15 novembro, 2012
Scumbag Cavaco
Em serviços mínimos há anos, aparece em dia de greve para dizer que "não deixou de trabalhar".
12 novembro, 2012
07 novembro, 2012
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