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06 março, 2014

Entretanto, em Ermesinde

Vou ser a única bloguer a ignorar as manifestações policiais para falar de coisas muito mais sérias: como tem sido passar DUAS semanas em Ermesinde, em casa da mamã.

Desde 2009, quando deixei o lar para ir viver para Lisboa, que não passava cá tanto tempo. Enquanto o novo projecto não começa, decidi vir passar uns dias à terra, estar com os amigos, comer, estar com a família, comer, ver as vistas e ir comer a sítios novos.

A minha mãe até tem estado com bom feitio e ainda não nos chateamos nenhuma vez. Esta semana até me pediu um conselho:

- Não sei o que lhe hei-de lhe oferecer no aniversário, confidencia-me.
A filha jornalista tem uma ideia: - Ele gosta de ler jornais, porque não lhe ofereces uma assinatura de um jornal ou revista?
- Estás maluca? Isso vai para o lixo, e além disso pode ler as notícias na net!...


Hoje foi a minha vez de lhe ir pedir um conselho. Seis meses de Erasmus em Roma deram-me muitas alegrias, mas também muito peso a mais. Hoje descubro aqui em casa algumas calças desses tempos e pergunto à minha mãe se as devo mandar apertar. A resposta não demorou:

- Para quê, de certeza que vais engordar outra vez!

05 abril, 2013

Ai queres sol Portugal? Queres solzinho não é? Já que não há dinheiro nem empregos, queres bom tempinho! Então pega lá o sol, mas levas também com baixa de temperatura e uma ventania de arrancar capachinhos.



05 dezembro, 2012

Um mal entendido

Gaspar: Portugal e Irlanda, países de programa, serão, de acordo com o princípio de igualdade de tratamento (...) beneficiados pelas condições abertas no quadro do mecanismo europeu de estabilidade financeira

Pedro Passos Coelho: Ó Gaspar, então posso ir à TVI dizer à Judite e ao Alberto que ser bom aluno compensa e que vamos ter as mesmas condições que a Grécia, apesar de estarmos a cumprir?

Gaspar: Tens a minha benção. E a do presidente do Eurogrupo. O Jean-Claude Juncker disse em frente às câmaras de televisão que as mesmas regras terão de ser aplicadas aos outros países inseridos no programa.

Merkel: Bonsch Diasch

Pedro Passos Coelho e Gaspar: Bom dia, nossa Chanceler

Merkel: Oqueéquesepaza aqui?

Gaspar: Bom, estava a tentar expl...

Merkel: O olheiras nicht, que eu não tenho tempo que chegue parra o ficar a ouvir. Sprechen tu, ó sem lábios

Pedro Passos Coeho: Se me dá licença, elegante Chanceler, estava a comentar com o nosso ministro das finanças que você tinha razão, compensa ser bom aluno apesar dos esforços, porque a Grécia falhou todos os compromissos e vai ter condições melhores, mas nós também. Nem sei como agradecer tamanha generosidade, obrigada Chanceler!

Merkel: Was? Qué dizes tu, inkompetent? As condições favorráveis são apenas para a Griechenland, porque não estão a pagar-me a usura. Portugal und Irland vão continuar com as mesmas condições severas, precisamente porque nunca falharram uma prrestaçaum. Dinheirro, querro o meu dinheirro! 
Hey, isso é um iPhone??????

Pedro Passos Coelho: Err, sim, estava em promoção...

Merkel: Cheios de dinheirro e ainda querem descontos. Idiot! Substituam-se todos os telefones por Siemens. Onde é que iamos? AH. Nicht condições favorráveis para vocês. Agora podem ir dizer isso aos journalisten.

Gaspar: Mas já todos dissemos em público que as medidas iam ser iguais para todos os países do programa, incluíndo o presidente do Eurogrupo...

Merkel: Nicht Mein Problem. Digam que perceberram mal, ou culpem os jornalista, que é o que toda a gente faz.

21 novembro, 2012

Notícia bombástica:

Papa reafirma virgindade de Maria e diz que o burro e a vaca não estavam no presépio


E agora? Será isto o princípio do fim do mundo? Será que as lojas ainda vão a tempo de fabricar presépios novos para este Natal, sem burro e vaca? Será que o Papa tem um negócio de presépios e tudo isto não passa de um esquema para escoar o seu stock, parado há anos por não ter animais fofos? Será que no século XXI ainda há quem acredite nesta fantochada?

As opiniões dividem-se.

03 novembro, 2012

Pronto, chorei a ver o programa Alta Definição, com a entrevista de Maria Elisa ao Daniel Oliveira.
O que dizem os meus olhos? Que sou uma lamechas patética.

Que mais se segue? Chorar no programa da Fátima Lopes? Num musical do La Feria?
Espero que seja só TPM.

03 outubro, 2012

Pois Sara, eu nunca compro dessas comidas pré-cozinhadas. Uma vez li que são cancerígenas...

Terminou o café e puxou de mais um cigarro.

30 agosto, 2012

Mas seria sempre legítimo

A UEFA não seleccionou Vera Pereira para a vaga de melhor da Europa.

Iniesta, hem?

24 agosto, 2012

Drama das 02h01

Estou a ouvir Bon Iver, tenho de acordar daqui a 6 horas para ir trabalhar, mas há algo que me apoquenta mais do que estas duas coisas juntas (já de si altamente deprimentes):

Para o ano vou-me fartar de ouvir a magnífica expressão moura "dois mil e treuze". E não há nada a fazer. Vai ser um ano inteiro disto. Já estou a ver a minha passagem de ano estragadinha:

-Então feliz doismiletreuze!
-...

Não vejo aqui nada para celebrar. Até porque para o ano planeio continuar a viver em Lisboa e a visitar Cascais com frequência (área da mouraria onde a concentração de pessoas que dizem dois mil e treuze é ameaçadora), ou seja, vou ouvir muito disto. Não só na rua, mas também nos telejornais - esses locais sem sotaque, mas onde se diz "encarnado" e "dois mil e treuze" sem qualquer problema, embora trocar v's por b's seja motivo de chacota.

Mas há boas notícias. Depois de 2013 posso descansar 4 anos.
A ameaça regressa em 2018. Dois mil e dezÓito, como se diz por cá. Mas uma chatice de cada vez. Até porque em 2018 a minha geração está toda em Angola e Moçambique. Como é que se pronunciará 2018 por lá?
O melhor é ir reflectir sobre este tema para a cama.

18 junho, 2012

O admirável mundo da estupidez

Depois do sucesso do Polvo Paul, que se fartou de adivinhar resultados do Mundial de Futebol de 2010, no Euro 2012 temos um verdadeiro jardim zoológico de profetas. O professor Karamba já abriu falência e o Fofana está perto de um esgotamento. É que a concorrência pela estupidez está fortíssima, e a imprensa até agora vai em primeiro.

Depois dos mais variados bichos terem sido notícia pelas suas "previsões" (até no Porto tivemos um Polvo Paulo, "primo do Polvo Paul", que previu a derrota de Portugal frente à Dinamarca e, portanto, teve de se retirar do negócio), este fim-de-semana a RTP fez uma reportagem em Moçambique. Estamos a falar de um país que fica a mais de 10 mil quilómetros da Europa, e que portanto deve estar a viver com muita emoção o Euro 2012. Mas a RTP achou pertinente adicionar mais um animal ao circo, e brindou-nos com serviço público de qualidade. Parece que há por lá um crocodilo que prevê resultados.

Então, diz-nos o jornalista que o Quinas, de 70 anos de idade, se virou agora para as adivinhações. É mais um exemplo de que a idade da reforma deve ser adiada para, sei lá, os 100 anos. Meus amigos, há quem aos 70 anos descubra vocações e mereça uma reportagem no canal público. Mesmo que se trate de um animal irracional que vive no lodo, não faz ideia do que é Portugal, e o único interesse que poderia ter nos jogadores da selecção seria na forma de refeição.


Também eu queria publicidade grátis e ontem, antes do jogo com a Holanda, tentei fazer o mesmo, mas com um bebé. É que estamos a ficar quase sem animais disponíveis e com um bebé ainda não saíram notícias. Pus 3 taças de salgados em frente à criança de 18 meses e, entre os amendoins e os pistácios, a miúda lixou-me o esquema e escolheu a taça das cascas, que era o empate. O estúpido do Ronaldo decidiu fazer finalmente um bom jogo e marcou 2 golos à Holanda. Estava a pensar lançar a minha carreira jornalística naquele momento, e o CR7 estragou tudo. Aposto que o Messi não me fazia uma destas.


23 março, 2012

não, não sou a única (mas gostava)


Terça-feira, no final do jogo do Benfica (Benficaaaa!!!!!!), recebi uma mensagem de um amigo lagarto a perguntar-me se eu estava no estádio, porque lhe pareceu ter-me visto na televisão. Hoje, uma rapariga com quem não falo há dois anos mandou-me uma mensagem a perguntar-me se eu tinha dado uma entrevista à TVI durante as manifestações. Não fui ao estádio nem à greve (infelizmente para as duas).

Há montes de gente que, quando me conhece pela primeira vez, me diz que a minha cara não lhe é estranha. Quando tinha 16 anos, as minhas colegas do basket diziam que tinham uma professora igual a mim, e até lhe perguntaram se ela não tinha uma prima chamada Sara, mesmo depois de eu ter dito que a senhora não era minha parente.

Das duas uma: ou a minha mãe teve duas filhas e nunca me disse a verdade, ou eu tenho a cara mais comum de sempre. Nenhuma delas é fixe.

15 março, 2012

Shoe the shoeless

Numa altura em que um secretário de Estado se demite sob circunstâncias muito duvidosas, em que o rating da Grécia sobe sabe-se lá porquê, a Espanha se recusa a cumprir a meta do défice e Portugal é obrigado a cumprir tudo à risca, hoje venho aqui falar de um assunto muito importante: sapatilhas.

O tema é sensível logo desde o nome que escolhi para denominar aquela coisa que trazemos nos pés. Há quem lhes chame "ténis", confundindo calçado com desporto. Enfim, percalços da vida. Mas o que eu realmente vim cá hoje fazer foi perder tempo recordar as minhas Converse mais queridas (2006-2008. RIP).

As minhas primeiras all star dos tempos modernos (tive umas em criança, como qualquer petiz de final dos anos 80 /início dos anos 90) acompanharam-me durante ano e meio... Estiveram comigo em duas Queimas das Fitas do Porto e uma de Aveiro (e sabe deus a provação que isso não é!), partilharam comigo a euforia de 3 concertos de Pearl Jam, acompanharam-me tantas vezes a Lisboa para belos festivais e concertos, foram comigo a Londres, a Dusseldorf e a Barcelona, moraram comigo 6 meses em Roma e partiram comigo à descoberta de Itália... Foi com elas que andei de Gôndola em Veneza, caramba, quão romântico pode isto ser?? Ainda choraram comigo o regresso a Portugal e, apesar do cansaço e da velhice, ainda conseguiram resistir ao frio de Estocolmo...

Só que a minha Queima das fitas de finalista, em 2008, foi uma provação demasiado grande para as minhas idosas Converse... e tiveram uma overdose no que ao calçado diz respeito.
Mas eu não ía conseguir livrar-me delas.. o meu amor por elas superava qualquer cheiro insuportável que elas pudessem libertar... Até que, na manhã (duas da tarde) pós noitada de Queima das Fitas, descubro que a minha mãe, a minha própria mãe, lhes tinha dado o golpe de misericórdia enquanto eu dormia...




Fui dar com elas no lixo. No lixo! As minhas companheiras, abandonadas assim numa lata de lixo. Oh, final inglório. A velhice é uma coisa muito triste, não haja dúvidas... Oh, a ingratidão... Ainda fui lá pegar nelas para lhes tirar este retrato e imortalizá-las. Ok, confesso que fui lá para ver se eram recuperáveis, se ainda haveria alguma coisa a fazer pelas minhas pequeninas, mas a minha mãe conseguiu colocar-me algum juízo na cabeça e eu compreendi que era o fim.

O facto de já ter umas novas no armário também ajudou a que essa compreensão acontecesse sem grandes birras. E para superar a dor imensa que estava a sentir, logo de seguida fui com as minhas novas all star para Braga ver Linda Martini...

É preciso começar a educar as all star logo desde pequeninas, não é?

26 dezembro, 2011

Prémios Natal 2011

E o prémio para pior anúncio de Natal 2011 vai para...

...

(Não, não vai para a Poputa, existe um pior)

Vai para...

... PAULO FUTRE E A PLATAFORMA VIBROPLATE, com direito a votos de bom Natal.

Não há vídeo na internet, por isso fiquemos com o mais próximo do ridículo, que é o primeiro anúncio de Futre no mundo das plataformas vibratórias:

03 dezembro, 2011

Como se nos hospitais já não houvesse suficiente desgraceira

Querido Deus:

Há 12 meses no ano (eu sei que tu sabes isto, afinal de contas és omnisciente e etc.).
Portanto, se um dia os teus desígnios me designarem uma doença, por amor de Deus (pelo teu amor, Deus!) não ma dês em Dezembro.

Ter uma doença é mau. Ter uma doença em Dezembro e ter de levar com o Natal dos Hospitais é mais do que eu poderia aguentar.

17 novembro, 2011

o google não engana

Esta semana, duas pessoas vieram ter ao meu blog com a seguinte pesquisa:

"a sara é uma parva".




Não tenho nada a dizer em minha defesa.

19 outubro, 2011

As novas medidas de tempo

Eu sou absolutamente contra o novo acordo ortográfico. Mas não porque o para perde o acento e fica igual ao outro para, ou porque vou passar a escrever receção, enquanto os brasileiros vão continuar a escrever recepção. Sou contra porque não engloba todas as mudanças que estamos a viver.

Creio que fazem imensa falta novas medidas temporais. O hoje, o ontem e o há 15 dias estão ultrapassados. Às vezes não temos bem a certeza de quando foi e não queremos ser tão precisos. Proponho o seguinte:

-Que se implemente a expressão "há dois subsídios de Natal atrás"

Exemplo:
  • "Já não compro bacalhau desde há dois subsídios de Natal".

Estas expressões podem ter variantes. Se não foi assim há tanto tempo, pode usar-se o "desde há um subsídio de Natal e um subsídio de férias". Lá está: menos tempo do que a expressão anterior, mas suficientemente vago, uma vez que a rece(p)ção do subsídio de férias variava de empresa para empresa. E acabam-se acusações desagradáveis, como a do exemplo seguinte:

  • -"há um subsídio de Natal e há um subsídio de férias atrás ainda éramos casados! Como é que em Maio tu já andavas enfiado com essa sirigaita?
          -"não, não, que eu recebia o meu subsídio de férias em Julho. Por isso em Junho já era livre para andar com quem quisesse, sua funcionária pública".

Esta poderá ser outra novidade a implementar no novo acordo: a introdução de novos insultos. Actualmente, ser funcionário público é ainda mais mal visto do que era no passado. Culpados de todas as desgraças do mundo, chamar alguém de funcionário público poderá ser sinónimo de sorna, ou cafajeste.


Outras expressões temporais que, na minha opinião, deveriam entrar no léxico nacional:

  • "O tempo em que o IVA da electricidade era de 6% é que era bom!"

  • -"Faço parte da geração 5% de desemprego. E tu?
          -Eu sou mais nova, ainda sou da dos 13%"


Expressões engraçadas que também podem ser implementadas:
  • "Parecia um buraco do Jardim!". 
Para usar quando o buraco em causa é fundo e cada vez vai ficando pior, quem sabe com aspecto calamitoso.

  • "Só me metes em BPNs".
Fraude. Negócio ruinoso do ponto de vista da maioria e que apenas beneficia um círculo restrito de amigos. Para usar quando a marosca é mesmo muito, muito grande.


  • "O cenário clínico é reservado. Foi-lhe diagnosticado um Pedro Passos Coelho"
Distúrbio de personalidade que mistura sintomas de falta de personalidade própria com os de um mentiroso compulsivo. Pode também ser usado como insulto. Cfr. "funcionário público".

21 agosto, 2011

O meu namorado está de férias em Estocolmo e eu, para me sentir mais perto dele, fui ontem jantar ao IKEA de Matosinhos. Ou seria para me sentir mais perto da francesinha que eles estavam a servir por 4,20€?
As opiniões dividem-se.

01 julho, 2011

Fazer amigos entre (alguns) animais

Esta manhã, salvei um pardal e tentei afogar uma barata no lavatório. Duas boas acções, certo?

Devem ser. Porque fui presenteada com a notícia de que os Trail of Dead vão a Paredes de Coura. E assim anuncio, também eu, a minha presença no festival minhoto.

30 junho, 2011

A crise de uns e de outros

Acabo de ler um dos artigos de opinião mais surreais (no sentido de estúpido) da minha vida. De quem? José António Saraiva. Normal. Acontece muito quando as pessoas escrevem sobre o que não sabem. Já me terá acontecido 500 mil vezes neste blogue (já estou a contar com futuros posts). Sorte a minha, que não sou directora de um jornal, nem tenho uma coluna nos media, para que todos possam ler a minha mediocridade.

E por falar em mediocridade, aqui vai o artigo surreal.

http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108&opiniao=Pol%EDtica+a+S%E9rio

Não se esqueçam. Deixem lá de viajar em executiva e de comprar fatos Hugo Boss, seus ricaços da classe média. Vão ver que o corte no subsídio de Natal ainda vos vai fazer viver melhor. Eu, por exemplo, já fui devolver aqueles sapatos de 80 contos que tinha acabado de comprar.

07 junho, 2011

Tudo tem o seu lado positivo

Por exemplo, o tema da bactéria E. Coli, que produziu algo inédito em mim (e não foi diarreia): pela primeira vez na vida, um familiar mandou-me não comer vegetais.
Desde pequena que sempre sonhei ouvir isto.