31 janeiro, 2010

Jukebox




Everybody I know seems to know me well,
But does anybody know I'm gonna move like hell?

30 janeiro, 2010

Sou um museu

Acabei de ler isto no Facebook:

"I've lived in 4 decades, 2 centuries and 2 milleniums... and I'm in my 20s!"

 

No mínimo assustador. Sinto-me velha...

 

28 janeiro, 2010

Diz que está fresquinho

É, parece que está frescote.
Como é que eu sei disto, questionam vocês? Lamento, mas não revelo as minhas fontes privilegiadas. Digamos que tenho os meus contactos… ou isso, ou fui obrigada a subir no elevador com aquela pessoa que não é nem amiga nem completamente desconhecida, pelo que falar do tempo é sempre a eterna escapatória.
E que tal eu estar viva e, como tal, simplesmente sentir que está frio?

Pronto, eu revelo. Na verdade soube pelos telejornais. Dizem eles que está frio… uuhhhh… brrrrrrrr… notícias sobre o frio…


Então, lá vai a jornalista para a rua, fazer a reportagem da sua vida:

-“Então, está frio? Tem frio?”

-Sim, não, é, ai que frio, mas hoje está um belo dia, pelo menos este frio não é húmido, ai que ainda por cima este frio é húmido, ai tenho muito frio e ainda por cima tenho reumatismo e (…)


Ainda há pouco tempo tivemos as reportagens todas do frio, vezes sem conta, iguais a todos os anos, que pensei que agora estávamos a salvo e seriamos poupados até às próximas notícias sobre chuvas/ seca/ primavera/ muito calor/. Compreendo que sejamos talvez o único país onde um telejornal dura muitas vezes hora e meia e que, portanto, seja preciso enche-lo a todo o custo. Havia a Gripe A, o Cê Érre 7/9, a estreia de uma série sobre vampiros, enfim, ao lado disto de facto falar do tempo acaba por ser melhor.

A reportagem termina com as sábias palavras de um idoso, depois de a jornalista lhe perguntar se tem frio:

  -"Nesta altura é sempre frio"...


Só uma pessoa com muita experiência de vida conseguia responder a tão sábia questão.


26 janeiro, 2010

..."Este contexto torna problemática a avaliação do potencial actual ou força real dos actores, principalmente quando se trata de comparar, em termos de potenciais relativos, poderes em confronto, ou quando se pretende, numa dimensão prospectiva ou de previsão, equacionar os resultados potenciais de comportamentos cooperativos e conflituais através da selecção de indicadores aos quais são atribuídos valores numa escala comum, contextualmente determinada pela percepção cognitiva do ambiente relacional."


Quem acha que é possível estudar 162 páginas de frases como esta para uma frequência? Eu confesso que não. Não fui talhada para comer palha e vomitá-la numa folha de exame. Eu nunca escreveria uma sebenta inteira assim, sem sequer dar exemplos que expliquem o que quer dizer aquele português de Cascais a pessoas que estão a aprender.

Se calhar é por isso que ainda nem sequer cheguei a meio da matéria e, da que estudei, sei quase nada.
Vou comer mais um bocado de palha...
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Ídolos

Sim, é um programa de entretenimento que vive muito à custa da ridicularização de algumas pessoas menos dotadas para a música / avariadinhas da cabeça. Sim, engonha e engonha e dura e dura, qual novela da TVI. Sim, também faz o apelo à chamadinha que só custa "60 cêntimos", o IVA se calhar está em promoção; e também anúncia a todas as horas que se ligar pode ganhar um fantástico automóvel. E sim, tem a pior apresentadora de televisão (a culpa não é dela, é de quem a pôs lá. porque, claro, modelos, actrizes e apresentadoras são todas capazes de desempenhar estas 3 tarefas, já nascem com um dom se calhar). E, é verdade, também tem no júri algumas pessoas que não percebem nadinha de música...

Mas depois tem momentos como este, que fazem com que valha a pena ver o programa. Espero que as Dianas Piedades que aparecem por aí com oportunidades como esta não desapareçam depois do fim do programa. Há tanta gente por aí a aparecer que não sabe fazer nada que tem de haver espaço para quem tem talento. Tem de haver.

25 janeiro, 2010

Err... mãe?

A dor, a tragédia, o horror, tudo se abateu hoje sobre mim.

A minha mãe chega hoje a casa e começa a dizer coisas estranhas que nunca esperei ouvir dela. Coisas terríveis! Diz-me ela: "Deserto do Sara?!?"

Senti-me a Polónia no dia 1 de Setembro de 1939. Porquê mãe, porquê esta invasão de privacidade, porquê? O que é que eu fiz para merecer isto? Não fui eu uma boa filha?????

Eu mesma respondo ao porquê. Porque eu sou estúpida, é o que é (eu e só eu mãe, não herdei de ti, tu és incrivelmente inteligente, tá?). Eu já devia saber como é isto das internetes. Uma pessoa dá um bocadinho de si, um nome, uma cor de cabelo, uma localidade, e é logo desmascarada.
No dia seguinte a ter feito o post sobre o Lider, achei que o que era giro era criar um grupo no Facebook, essa ferramenta do demónio que leva a que sucedam coisas como esta. E tendo em consideração que a minha mãe é uma assídua cliente do Líder, mostrei-lhe o que era o Facebook e o meu grupo novo (que já tem 90 pessoas, o que é giro).

Mas uma pessoa dá um dedo mindinho e as mães querem logo o nosso web b.i.... e, não contente, hoje no emprego a minha vai ao google pesquisar sobre pessoas que acham que o Lidl deve mudar o nome para Líder.
E pronto.
Olá mãe.

E agora? Posso continuar a queixar-me das coisas (excepto de ti, que sempre fizeste e fazes tudo na perfeição)? Posso continuar a criticar toda a gente (menos tu que sempre foste elogiada publicamente)? O que vai ser de mim? Já não bastava o senhor blogger, agora vens tu censurar-me?

Só pra veres quem manda aqui, vou agora mesmo comer as bolachas de chocolate que tens guardadinhas na sala!!...

"A mim? A mim ninguém me cala!"

Mas que raio. Hoje recebo uma mensagem da Elsa a perguntar-me se eu tinha desactivado o meu blog.

COMO?!?

Fui ver. "Lamentamos, mas o seu blog foi desactivado".
O meu primeiro pensamento foi de resignação. Pronto, foi um ano bonito, deu para escrever muita parvoice mas finalmente alguma autoridade do blogspot veio cá parar e achou que eu dava má fama à empresa. Para quê contestar? 'Ainda bem que há senhores que zelam pela qualidade do que anda pela internet', pensei eu, enquanto tentava achar uma alternativa para depositar o meu mau feitio sem ser nas pessoas que conheço.

Mas depois pensei: Humm, isto aconteceu precisamente no dia em que eu fiz um post onde disse mal de Franco... Demasiado suspeito! Concluí, portanto, que tinha sido censurada pelos serviços secretos de Espanha, secção franquista. E perdi a cabeça. Porque uma coisa é ser censurada pelos senhores geeks do blogspot, outra é ser censurada por pessoas que sempre que abrem a boca me fazem sentir como se estivesse a ouvir um filme pornográfico.

Ou não.
Teria sido o senhor Lidl com medo que o meu pedido alastrasse para a Alemanha e as pessoas quisessem que o supermercado se passasse a chamar Fuhrer? Teria sido o Tozé Brito? A Manuela Moura Guedes? É difícil saber, fiz demasiados inimigos neste blog...


Não sei se foi arrependimento. Não sei se o Mário Soares esteve envolvido nas operações. Só sei que passadas algumas horas do boicote, voltei a tentar e o meu blog já respirava de novo, com a fúria e o mal-dizer habituais.

Já posso ir para a cama descansada.
Vocês, infelizmente, não :P

24 janeiro, 2010

Jukebox

 A música que esteve banida em Espanha por ordem de Franco.
 Uma música cujo momento em que a ouvi ao vivo trarei sempre na memória; ouvida, vista, saboreada numa noite de Verão, em Algés, tão bem acompanhada.




Cortez, what a Killer.

23 janeiro, 2010

Pensamento óbvio para se ter às 2:30h da manhã

O Lidl devia mudar o nome para Líder.

Alguém já ouviu algum idoso dizer que vai ao Lidl? Não, vão sempre ao Líder. Alguém duvida que o Lidl é o líder da lasanha de supermercado? Assumo que não (quem disser que sim será censurado). E o líder em guloseimas baratas? Elementar meus caros Watsons.

Senhor Lidl, se me está a ler, aceite este conselho de grande valor comercial. Líder... Líder....!

20 janeiro, 2010

Jornalices

Duas pequenas notas sobre duas pequenas notícias que saíram sobre jornalismo.

Hoje fica a primeira, quando me lembrar outra vez que tenho um blog venho cá deixar a segunda.


The New York Times tenciona cobrar conteúdos online 

"O diário The New York Times está a preparar um modelo de cobrança de notícias do seu site".

 Penso que não é mau de todo. Não, não tenho pais ricos nem fui ao BES. Podendo, gosto muito de ler notícias e reportagens à borla, como, arrisco, vocês também.

Também sei que a Internet é um fenómeno que se construiu à base da gratuitidade: pagamos a mensalidade aos senhores da internet e temos uma janela para o mundo, para música e cinema grátis, para jornais grátis, para telefone grátis, para jogos grátis, enfim, acho que já se percebeu a ideia e esta frase está a ficar repetitiva.

Só que isto do jornalismo tem que se lhe diga. Fazer o download de um CD não é a mesma coisa que comprar um disco e pô-lo numa boa aparelhagem, enquanto se folheia o booklet a ler as letras, pois não? E isto dos downloads teve consequências, nomeadamente concertos bem mais acros do que aquilo que eram. Certo?

Falar através do skype é giro, mas um telefone é um telefone, caramba. Funciona sempre, não vai abaixo, não deixo de ouvir a pessoa só porque o pc bloqueou ou a net está lenta.

É verdade, a qualidade paga-se, e arrisco dizer que, com o jornalismo, a coisa não anda muito longe desta realidade. Podia-se dissertar aqui em vários parágrafos os prós e o contras de um jornalismo online pago. Estou certa de que à primeira vista só se vêem  desvantagens. É por isso que gostava de mandar o meu bitaite e dizer que um jornalismo pago pelas pessoas pode ser um jornalismo livre de condicionalismos provnientes de poderes políticos e/ou económicos. Se o orçamento de um jornal provém maioritariamente das vendas aos seus leitores, se calhar o dono da empresa xpto já não consegue impôr censura. Sim, a palavra é censura, somos todos muito democráticos mas a censura não existe só nas Coreias do Norte, nas Eritreias e ou nos Irãos (Irães? Irões? adiante.), nesses países ela tem apenas a cara destapada.

Facilmente se argumenta que "ah e tal, mas aí os condicionalismos mantêm-se na mesma, passam apenas para as mãos dos consumidores, o jornal vai atrás do que as pessoas querem ler porque dependem do dinheiro delas". É verdade. Infelizmente os jornais ainda não vivem do ar e, apesar de o jornalismo ser uma coisa muito idílica, não deixa de ser um negócio. Só que isso já acontece hoje. Os jornais precisam de público, senão o senhor empresário fecha a espelunca e manda toda a gente para o olho da rua. Assim largávamos alguns condicionalismos. É inegável que a imprensa seria mais livre, menos sujeita a filtros, se calhar sabíamos mais sobre casos como Freeports e afins, sem tanta contrainformação a baralhar o público. Se calhar saberíamos ilegalidades sobre muitas das empresas que detêm meios de comunicação social. Já imaginaram uma Itália onde a esmagadora maioria dos media com mais audiências não pertencem a Berlusconi? Exacto, se calhar ele não tinha sido reeleito. 

 

Resumindo e concluíndo, pagar pelo NY Times pode não ser mau. A qualidade e a independência, por contraditório que isto possa parecer, paga-se.

A comunicação social tem vindo a definhar e é preciso arranjar soluções para travar este processo. Não sei se é esta. Não sei se passa por um imposto igual àquele que já pagamos pela porcaria da televisão. Como de costume, eu não sei nada, apenas bitaito.
 

19 janeiro, 2010

Dúvida existencial

Mas por alma de quem é que um trabalho académico tem de vir escrito na primeira pessoa do plural?
Sou só eu que acho que ler um estudo onde diz "analisámos" e "concluímos", mas que foi feito só por uma pessoa, fica um bocado esquizofrénico?

Se eu fizer uma tese de mestrado sozinha, porque é que tenho de dividir os meus louros com os meus ajudantes imaginários?!

Esta regra é estúpida.

16 janeiro, 2010

Depressão pós-Avatar, esse flagelo social

Li na CNN que existem por aí uns quantos milhares de pessoas a afirmar que, depois de terem ido ver o novo filme do James Cameron - AVATAR - ficaram deprimidas e sem vontade de viver.

Um testemunho emocionante:


"Ever since I went to see 'Avatar' I have been depressed. Watching the wonderful world of Pandora and all the Na'vi made me want to be one of them. I can't stop thinking about all the things that happened in the film and all of the tears and shivers I got from it," Mike posted. "I even contemplate suicide thinking that if I do it I will be rebirthed in a world similar to Pandora and the everything is the same as in 'Avatar.' "



Agora que li sobre isto, descobri que, afinal, também eu fiquei deprimida depois de ter ido ver o filme.

  • Apeteceu-me chorar muito quando tive de pagar 7,60€ para ir ver um filme à merda do cinema;
  • A minha auto-estima desceu para níveis ainda mais negativos depois de ter visto uma foto minha com aqueles óculos de visão 3D na cara. Ainda hoje tenho pesadelos com isso...
  • Senti tendências suicidas mal ouvi os primeiros acordes da musiquinha que aparece no fim do filme, qual Celine Dion regressada. O James Cameron deve ser o realizador com maior falta de gosto para escolher bandas sonoras. 

Agora vou tomar um Prozac para tentar afastar do pensamento todas estas coisas horríveis :(
Ou isso ou fazer alguma coisa útil para ocupar o tempo, em vez de andar a dizer por aí que tenho depressão porque vi um filme com bonecos azuis que falam.

15 janeiro, 2010

Golpeando las puertas del cielo

Mais uma bela descoberta do Paulo e os meus votos de um bom fim-de-semana!




Golpeando las puertas del cielo,
Sinto como si estuviera golpeando las puertas del cielo
olé.

13 janeiro, 2010

Não podia ter nascido uma década mais cedo?

O título do artigo é: A geração que está agora com 16-25 anos estará perdida? 

 Eu podia apostar que não. Que isto é uma daquelas constatações do tipo inquérito sazonal ao comerciante:
-Então, diga aqui para a reportagem que tal estão as vendas este ano?
-Ui, muito mal, não se vende nada, o ano passado ainda se vendia qualquer coisinha, mas este ano é o pior de sempre, o que vai ser de mim, ai comprem senão eu morro, ARGHHHHHHH!!!!!!!.



Ou seja, as gerações mais velhas olham sempre para as gerações mais novas como um bocado miseráveis, perdidas no sentido de serem muito piores e não terem valores. Não creio que a minha geração esteja perdida segundo esta definição, mas sim perdida no sentido de desorientados. E desesperançados, também.
Falo na primeira pessoa do plural mas gostaria de excluir da minha linha de pensamento os estudantes de farmácia, medicina e engenharia, bem como os meninos que já têm emprego garantido antes de terem o canudo.


Dito isto, deixo o artigo falar por mim, porque me serve como uma luva. Se calhar a culpa foi minha. Já me tinham avisado que jornalismo não tinha saídas profissionais. Mas eu sou teimosa e achei que comigo ia ser diferente, que eu ia estudar para ser boa e alguém havia de pegar em mim. E de facto há quem queira pegar em mim, em nós... não quer é pagar por isso. E quando quer (confesso que ainda não encontrei nenhum que quisesse senão tinha-me agarrado), é mal e porcamente, a recibos verdes, sem direitos nenhuns, que já muito fazem eles em dar-nos a honra de ter um trabalho que não seja num call center ou num supermercado. 
Yupiii, já passei pelos dois!!!!
...


"Com a recessão, por ser tão difícil encontrar emprego e segurá-lo, uma geração inteira está desesperançada. Se o país não responder, toda ela se perderá, avisam os autores desse estudo encomendado pela organização não governamental Prince"s Trust.

...É a geração mais escolarizada de sempre. No ano lectivo 2007-2008, estavam inscritos no ensino superior 377 mil alunos - mais 20 por cento do que em 1995-1996. No final, as universidades mandaram para o mercado mais de 83 mil diplomados - mais 16 por cento do que no ano anterior. Apesar disto, "as gerações anteriores entraram mais facilmente no mercado de trabalho", avalia Carlos Gonçalves, que tem estudado a empregabilidade dos universitários. Agora demora mais. E quem fura, amiúde, fá-lo através de contratos a termo certo ou de recibos verdes. 
O exemplo típico é o do licenciado no call center.

Nem só os universitários vivem a calamidade. Os menos qualificados também - todos os dias, empresas a falir, fábricas a fechar portas. A transição do mundo juvenil para o mundo adulto alterou-se. Os jovens deixam-se estar em casa dos pais. Adiam compromissos - como comprar casa ou constituir família, precisa Virgínia Ferreira. Por toda a parte se vê desejar um trabalho precário. Não aquele em vez de outro: aquele porque não há outro. "À minha volta está tudo deprimido por não ter expectativas e por ter de conviver com um emprego insatisfatório", desabafa Sara Gamito, do movimento Precários Inflexíveis. "Ficam com os pés e as mãos atados e vão perdendo o alento."


Queria agora dedicar uma frase a todos aqueles que diariamente exploram recém-licenciados pagando-lhes nada pelo seu trabalho:


"Sem salário, há um recuo ligado até à dignidade."

Recebi hoje uma mensagem dos serviços de acção social a dizer que o montante da bolsa já foi transferido para a minha conta. No fim da mensagem há ainda um "obrigado". Esta instituição dá-me dinheiro e ainda agradece. Assim dá gosto. Acho que fiquei cliente desta instituição...



Estou a tentar não fazer um post sobre a Gripe A. Não garanto que consiga conter-me.

12 janeiro, 2010

O Natal é quando os serviços de acção social da UTL quiserem

Em apenas 5 horas do dia de hoje, aconteceu-me isto:

-Não precisei de me despedir do trabalho que me impede de estudar, porque fui informada de certas alterações nos horários que me iam impossibilitar de ir ao Porto aos fins de semana ver a minha família. Não que eu tenha possibilidad€s de ir lá mais que uma vez por mês, mas dela não abdico. Assim, no fim deste mês vou voltar a ter vida.

-Essa vida não será de necessidades, porque poucas horas depois dessa decisão, fui informada de que tive bolsa!!!!!!! A bolsa pela qual espero desde Outubro, e que me tinha poupado muitas dores de cabeça se tivesse chegado mais cedo, mas a hora não é para resmungos. Vou-me mudar para uma residência, vou deixar de ter um quarto só para mim, mas o Estado cede-mo sem exigir nada em troca e eu vou fazer por merece-lo, usando o tempo, que antes era para activar cartões de telemóveis e bandas largas, a estudar - aquilo que me trouxe a esta cidade.

-Aluguei o "meu" quarto lisboeta!!! Quando soube que me tinha sido atribuído alojamento universitário, foram-me exigidos 125€ porque ainda não era bolseira, valor que ainda não tinha pago. Ou seja, a somar ao quarto que já tinha, tinha de pagar dois quartos...
Hoje finalmente apareceu alguém disposto a alugar o quarto já a partir de dia 15!!


E pronto, resta-me despedir rapidamente; parece que tenho de ir a correr jogar no euromilhões, que tanta sorte num só dia não é para ser desperdiçada!

Odeio pessoas

Isto é simplesmente estúpido. Eu também sou uma pessoa. Mas espera... não raras vezes, também me odeio...
afinal não é nada estúpido, eu odeio mesmo pessoas.

Mas é só às vezes.
Quando me empurram na fila do autocarro para entrarem primeiro (idosos). Por acaso há alguma parte do autocarro que chegue primeiro ao destino e que eu desconheça? Se sim, faça favor de entrar, que alguns reformados têm mais pressa que os outros cidadãos. Os jovens hoje em dia ainda cedem os seus lugares às pessoas de cabelos brancos, então por que me empurram? Velhinhas que pintam o cabelo não deviam ter direito a lugar, que isto da eterna juventude também tem os seus senãos, para o caso de já se terem esquecido.
Odeio ir no passeio e ter de ser quase sempre eu a desviar-me da pessoa que vem em sentido contrário. Já pensei várias vezes: "não me vou desviar, não me vou desviar, porquê tudo eu?!". E lá me desvio. E lá vou eu para a rua, para sua alteza não alterar o seu trajecto real. Já basta os velhinhos a empurrarem-me na fila do autocarro, e eu gosto pouco de ser tocada por pessoas que não conheço.
Shoppings ao Domingo. É o meu lado masoquista a falar mais alto. Ir a um shopping num domingo é conjugar mil filas de autocarros com pessoas que não se desviam. Já fiz o teste de ficar simplesmente parada numa loja, e mesmo assim as pessoas parecem desconhecer o conceito "espaço". As mulheres também deviam andar com carteiras mais pequenas, algumas das cacetadas que apanho deveriam contar como atropelamento. Já disse que odeio ser tocada por pessoas que não conheço?
Odeio gunas (mitras, em lisbonês) que põem música alta em locais públicos. Sobretudo porque a música é sempre abaixo de má. Deve ser coincidência, a falta de gosto no que concerne ao comportamento, e a falta de gosto musical... Caros ranhosos, o facto de porem kizomba ou as Las Ketchup para todo o autocarro ouvir não vos garante prestígio social. Eu sei que dentro das vossas mentezinhas inhas nhas vocês acham que toda a gente está a pensar o quão crazy bad mother fuckers com gosto musical bué fixe vocês são. Tentar explicar-vos que não era perder tempo. E ao ler este texto recheado de coisa nenhuma acho que dá para perceber o quão bem eu ocupo o meu precioso tempo.

Não sei se é bem odiar pessoas. Odeio as pessoas em sociedade. É isso. Só não me empurrem, nem me toquem, que eu sou filha única e gosto do meu espaço.

10 janeiro, 2010

Cai neve, cai neve

Há um ano relatei com imensa felicidade o dia em que vi nevar em Ermesinde. Era ver-me de sorriso rasgado e a dar pulinhos de alegria!!

Pois não é que hoje nevou em todo o Porto?!?!? E eu aqui, encurralada no sul, onde só chove e se faz sentir um frio maricas! Não é justo!

Quero voltar a sentir a neve a pousar no meu cabelo! Vou fazer uma petição para entregar na A.R.. Se o futebol tem direito a uma, porque não posso ter eu?


Jukebox



It is the springtime of my loving.

08 janeiro, 2010

Já se discrimina um bocadinho menos por estes lados


Pois é! Em pleno século XXI, Portugal só agora é que aprova o casamento entre homossexuais!! La piéce de résistence: Portugal está entre os primeiros do mundo!!!!

Eu sei, mais vale tarde do que nunca, mas é uma coisa que não me entra bem na cabeça, como é que ainda havia (e continua a haver por todo o lado) uma lei do tipo "vizinha bisbilhoteira" que se intrometia desta maneira na vida alheia. Mas que raio tenho eu a ver com quem outra pessoa se quer casar?! Mas por alma de quem é que eu havia sequer de debater o tema, dizer que sou contra ou a favor? Não é sequer nada comigo!
As pessoas são maiores, vacinadas, MENTALMENTE SAUDÁVEIS, elas que façam o que lhes apetecer. O facto de terem estado até agora privadas dessa liberdade tratava-se, na minha opinião, de pura discriminação. E fico feliz por termos finalmente superado isso.


Já agora, as minhas condolências ao PNR e semelhantes, que devem estar neste momento com uma disenteria. Espero que seja grave.

06 janeiro, 2010

Ainda o Brasil no meu pasquim

Sempre que ouço comentários depreciativos sobre os imigrantes brasileiros, formados na mente da sociedade, provavelmente por causa de notícias sobre crimes praticados por pessoas desta nacionalidade, ou reportagens como "as mães de Bragança", que levam imediatamente a associar imigrantes brasileiras a prostituição, não posso deixar de sorrir.

Porque não consigo deixar de pensar que, um dia destes, os portugueses vão voltar a emigrar em massa para o Brasil. E aí é que vão ser elas!

Sempre fomos um país de emigrantes e convém não esquecer que também já emigramos para o Brasil.
O Brasil também  tem as suas piadas sobre os portugas, os Manueis, as mulheres com bigode, agora temos uma actriz que atravessa o Atlântico para vir cá cuspir em património histórico nacional, enfim, com isto um gajo até pode bem.

Coisa diferente é desconfiar de tudo o que é brasileiro só por causa de uns manfios quaisquer que aparecem nas notícias a fazer porcaria. Não esquecer que esta é a única maneira garantida de se aparecer nas notícias: roubar um banco, roubar uma velhinha, espetar uma facada num segurança de uma discoteca, por aí fora. Creio que há por aqui muito brasileiro e brasileira a fazer coisas bonitas, mas que não têm tempo de antena. Por isso vamos lá sossegar os ânimos que não estamos em guerra com uma nacionalidade, mas sim com a crimininalidade em geral, que é poliglota e para a qual os portugueses também sabem dar o seu contributo.

BRIC, potência geográfica e demográfica, uma das maiores economias do mundo e em franco crescimento mesmo em época de crise, detentor de recursos simpáticos como petróleo, gás natural, maior exportador de etanol do mundo, politicamente estável, militarmente em expansão.
Minha gente, é a nossa oportunidade de sair do buraco, basta usarmos a cabeça. Por isso, um bocadinho mais de humildade, porque se até há uns tempos foi o Brasil que precisou de nós, nós ainda vamos precisar muito mais do Brasil.

Tudo isto, queridos conterrâneos, para apregoar a paz e a harmonia e mandar a um sítio muito feio génios que apoiam dejectos como o PNR.
Vamos lá a manter um espírito aberto e de integração em relação aos imigrantes que temos aqui (pronto, aqui me confesso, não vou muito à bola com imigrantes romenos), porque os países em vias de desenvolvimento de hoje serão os países desenvolvidos de amanhã (no caso da Roménia, de depois de amanhã), e convém manter bons laços com quem, provavelmente um dia, nos vai receber em sua casa.  

"It's Globalization, baby!

03 janeiro, 2010

Bridge to Terabithia




Ontem esbarrei sem querer com este filme na SIC, e fiquei completamente hipnotizada, colada, maravilhada em frente à televisão. São raras as vezes em que isto acontece, e foi por isso que soube tão bem...

vejam, fellow bloggers, vejam, que isto dá saúde e faz crescer :)

02 janeiro, 2010

balanço do ano

Sinto que chegou a altura de fazer o balanço do ano.


Falo, obviamente, do ano de 2010.


Tenho apanhado os autocarros todos certinhos, é chegar à paragem e lá está ele a chegar para mim. Ainda não houve também até agora nenhum motorista a esquecer-se que tem de passar nas devidas paragens, o que é incrível! Sinto que a Carris quer fazer as pazes comigo, e eu estou aqui para a receber, não de braços, mas de passe social aberto.

Mais coisas... AH! isto:

"12 year break is over and school is back in session"

E eu estou ansiosa por ir a uma aula desta escola. Por favor, mestres, venham ensinar a Portugal!!!



Até agora está a ser, portanto, um ano espectacular.