Um deserto de ideias, mantido por um cérebro composto apenas por alguns grãos de areia.
30 junho, 2010
São atitudes
Um destes dois fez um grande mundial. O outro fez uma grande figura... de pavão. Há fotos que resumem um mundial.
CNN sem Larry King já não será a mesma.
Acabo de saber por uma ex-professora da faculdade, que se encontra em Washington de visita, que Após 25 anos e 40 mil entrevistas, Larry King vai sair do ar.
A minha professora conta, ainda, que esta manhã o ouviu dizer na TV:
Tudo dito sobre este Senhor. E mais qualquer coisa na notícia do Público.
A minha professora conta, ainda, que esta manhã o ouviu dizer na TV:
" I never learned anything while I was talking"
Tudo dito sobre este Senhor. E mais qualquer coisa na notícia do Público.
Etiquetas:
A TV afinal tem coisas giras,
Arrivederci,
Media
28 junho, 2010
pssht, ó menina!?
Sabem quando encontram um blogue pela primeira vez, lêem o primeiro post e pensam: uau! ?
E depois dão por vocês a ler o seguinte, e o seguinte, e depois o mês a seguir, o ano anterior, 2008, e só terminam quando já não há mais posts para ler, e entretanto já se passaram horas e não estudaram nada do que deviam?
Pois é. Se já passaram por isto, sabem que é magnífico. É quase como ler um bom livro. Porque não? A escrita é envolvente, as histórias prendem-nos e o melhor é que sentimos o autor bem mais próximo, no blog ao lado, que poderia perfeitamente ser um de nós, à excepção de que ela escreve de uma maneira invejável e eu escrevo de maneira enojável (e invento palávras, como enojável e facebookar).
E não foi o facto de esta rapariga ser licenciada em Jornalismo, como eu, que me fez ficar fã. Não é também o facto de ela quando acabou o curso ter ido trabalhar para coisas para as quais não é exigida qualificação superior, como eu. Tampouco o ela resmungar e queixar-se da vida, como eu. Até porque ela faz o oposto: é uma empregada de mesa licenciada em jornalismo, e gosta do que faz.
O blog é este: http://www.psshtomenina.blogspot.com.
Aconselho uma visita. Até pode ser que não gostem. A mim, o efeito que provocou foi aquele que descrevi, mais a consulta diária sempre a desejar que haja mais posts. Quem me dera saber escrever crónicas como esta menina faz. Espero ler um dia qualquer coisa escrita por ela na imprensa.
E depois dão por vocês a ler o seguinte, e o seguinte, e depois o mês a seguir, o ano anterior, 2008, e só terminam quando já não há mais posts para ler, e entretanto já se passaram horas e não estudaram nada do que deviam?
Pois é. Se já passaram por isto, sabem que é magnífico. É quase como ler um bom livro. Porque não? A escrita é envolvente, as histórias prendem-nos e o melhor é que sentimos o autor bem mais próximo, no blog ao lado, que poderia perfeitamente ser um de nós, à excepção de que ela escreve de uma maneira invejável e eu escrevo de maneira enojável (e invento palávras, como enojável e facebookar).
E não foi o facto de esta rapariga ser licenciada em Jornalismo, como eu, que me fez ficar fã. Não é também o facto de ela quando acabou o curso ter ido trabalhar para coisas para as quais não é exigida qualificação superior, como eu. Tampouco o ela resmungar e queixar-se da vida, como eu. Até porque ela faz o oposto: é uma empregada de mesa licenciada em jornalismo, e gosta do que faz.
O blog é este: http://www.psshtomenina.blogspot.com.
Aconselho uma visita. Até pode ser que não gostem. A mim, o efeito que provocou foi aquele que descrevi, mais a consulta diária sempre a desejar que haja mais posts. Quem me dera saber escrever crónicas como esta menina faz. Espero ler um dia qualquer coisa escrita por ela na imprensa.
27 junho, 2010
Jukebox
A doce Regina Spektor vai estar no dia 1 de Julho em Cascais. E eu queria muito lá estar mas o concerto esgotou na Sexta-Feira :( Por isso, se alguém por algum milagre souber de alguém que tenha bilhetes para vender, eu compro!!! agradecida :(
26 junho, 2010
o admirável mundo do facebook - continuação
Voltei ao grupo "se a estupides pagasse imposto...Alguem tava falido...", porque tenho pilhas de livros para estudar mas prefiro a diversão fácil.
E lá estava ela, à minha espera:
Ora, eu vou parar de gozar com o Luis Archer, porque é uma criança (uma criança que mesmo assim faz campanha pelo PSD). Mas gosto das pessoas que prontamente o corrigiram, porque com isso só demonstraram a sua "estupides".
Facebook <3
E lá estava ela, à minha espera:
Ora, eu vou parar de gozar com o Luis Archer, porque é uma criança (uma criança que mesmo assim faz campanha pelo PSD). Mas gosto das pessoas que prontamente o corrigiram, porque com isso só demonstraram a sua "estupides".
Facebook <3
24 junho, 2010
o admirável mundo do facebook
Caro Luís Archer, agradeça o facto de a estupidez não pagar imposto, senão qualquer dia nem dinheiro tem para pagar a internet.
eating papo secos, eating cheese, that's what makes me portuguese!
Parece que amanhã é um dos grandes jogos deste festival internacional de vuvuz.... perdão, mundial de futebol. E enquanto não sabemos se havemos de insultar o Queiroz ou dizer que estávamos enganados e ele é o melhor do mundo, fiquem com um vídeo de um adepto da nossa selecção. São coisas como este vídeo que nos dão força.
Por isso, party and don't be triste, come sing with João Francisque!
Por isso, party and don't be triste, come sing with João Francisque!
21 junho, 2010
Era só para dizer que...
Não precisámos de naturalizados e Brasis B para nada. Obrigada!
Arrisco-me a dizer que este jogo nunca vai passar na Coreia do Norte. Para compensar, há-de passar 20 vezes por dia na Coreia do Sul :P
Arrisco-me a dizer que este jogo nunca vai passar na Coreia do Norte. Para compensar, há-de passar 20 vezes por dia na Coreia do Sul :P
O adeus a Saramago
Somos um país negativo. Ai que somos todos uma porcaria, raio de povo que é sempre o pior em tudo (menos no futebol), estamos sempre em último nos rankings, ai que desgraça que aqui ninguém quer trabalhar, ai que desgraça que nem sei onde vamos parar.
Seria então de supor que, quando temos um português laureado com um prémio Nobel, o valorizássemos como se não houvesse manhã. Que, pelo menos, tivéssemos a curiosidade de ler a sua obra - e contra mim falo, que apesar de ter sem exagero mais de 30 livros comprados (por mim!) ainda por ler, leio pouco e nunca li nada de Saramago.
Mas não. O nosso único prémio Nobel tinha alguma razão em estar desiludido com o país. Este país negativo mas que, quando tem algo de que se orgulhar que não seja relacionado com futebol, se comporta como se estivesse habituado toda a vida a ver prémios Nobel serem atribuídos a portugueses.
O nosso Presidente da República, que gosta tanto de falar na terceira pessoa, deixou que a primeira pessoa suplantasse o cargo e não foi. Enquanto cidadão, aprecio-lhe a honestidade. Enquanto Chefe de Estado, já não acho assim tão bem. Quem acharia bem com certeza era Saramago. Pelo menos isso.
O Correio da Manhã brindou as manhãs de Portugal, no dia seguinte à morte do escritor, com o título:
"José Saramago - Estado paga avião no funeral do escritor".
Confesso que fiquei surpreendida. Sim, eu sei, é o Correio da Manhã e se calhar fui ingénua, mas nunca pensei que se descesse tão baixo.
É curioso que procurei e procurei por este título no site do correio da manhã, mas não o encontro em lado nenhum... O título na net surge como "Avião militar traz Nobel para Portugal". Pois.
Falta cumprir-se Portugal.
Seria então de supor que, quando temos um português laureado com um prémio Nobel, o valorizássemos como se não houvesse manhã. Que, pelo menos, tivéssemos a curiosidade de ler a sua obra - e contra mim falo, que apesar de ter sem exagero mais de 30 livros comprados (por mim!) ainda por ler, leio pouco e nunca li nada de Saramago.
Mas não. O nosso único prémio Nobel tinha alguma razão em estar desiludido com o país. Este país negativo mas que, quando tem algo de que se orgulhar que não seja relacionado com futebol, se comporta como se estivesse habituado toda a vida a ver prémios Nobel serem atribuídos a portugueses.
O nosso Presidente da República, que gosta tanto de falar na terceira pessoa, deixou que a primeira pessoa suplantasse o cargo e não foi. Enquanto cidadão, aprecio-lhe a honestidade. Enquanto Chefe de Estado, já não acho assim tão bem. Quem acharia bem com certeza era Saramago. Pelo menos isso.
O Correio da Manhã brindou as manhãs de Portugal, no dia seguinte à morte do escritor, com o título:
"José Saramago - Estado paga avião no funeral do escritor".
Confesso que fiquei surpreendida. Sim, eu sei, é o Correio da Manhã e se calhar fui ingénua, mas nunca pensei que se descesse tão baixo.
É curioso que procurei e procurei por este título no site do correio da manhã, mas não o encontro em lado nenhum... O título na net surge como "Avião militar traz Nobel para Portugal". Pois.
Falta cumprir-se Portugal.
17 junho, 2010
Um presentinho ao(s) meu(s) leitor(es)
Porque nunca vos dei nada a não ser posts de qualidade duvidosa, cá vai um presente muito merecido. Espero que gostem, fiz de propósito para vocês <3
*Presente*
*Presente*
15 junho, 2010
Micro...soft.
Escrevo no word o nome de uma peça de teatro que leva a palavra puta. O word sublinha-me a dita a vermelho, dizendo-me que esta, ou não existe (seu utópico!), ou está errada (que moralista).
Clico em cima de puta e a primeira sugestão que me aparece para substituir a palavra é... pura.
O meu word é um bocado ingénuo. Mas também já é de 2003 e, já se sabe, o mundo da informática muda muito depressa.
Clico em cima de puta e a primeira sugestão que me aparece para substituir a palavra é... pura.
O meu word é um bocado ingénuo. Mas também já é de 2003 e, já se sabe, o mundo da informática muda muito depressa.
No reino da Madeira
Era uma vez, no reino da Madeira...
A outra proposta de Pedro Passos Coelho para criar um tecto máximo para as pensões na função pública e obrigar a optar ou pelo valor da pensão ou pela remuneração do cargo político, também não será aplicada na Madeira. Graças ao regime de excepção por si "blindado" no estatuto da região, Jardim vai continuar a acumular, na totalidade, a reforma da função pública com o vencimento de presidente do Governo regional (ver caixa).
Face à oposição de Jardim à redução dos salários, não foi tomada, até ao momento, nenhuma iniciativa legislativa a nível regional no sentido de aplicar esta medida inserida no plano de austeridade para combater a crise. Nesta matéria, o chefe do executivo chegou mesmo a "desautorizar" publicamente o seu secretário de Finanças, Ventura Garcês, que defendeu a medida, em reciprocidade pela solidariedade do país com a região.
(...)
Seguindo o exemplo da Assembleia da República, o Parlamento dos Açores alterou a sua lei orgânica e também acabou com as pensões vitalícias a ex-deputados no final de anterior legislatura. Mas a Madeira mantém estas mordomias aos seus deputados, que podem beneficiar de uma subvenção máxima igual a 80 por cento do vencimento após 12 anos de Parlamento, quando atingirem os 55 anos de idade.
Com todas estas disparidades de regime, a Madeira não ousa tomar a iniciativa de revisão do respectivo estatuto, que nesta altura já tem um terço do articulado em desconformidade com a Constituição da República.
De um total de 154 artigos, existem 53 com normas ou designações desajustadas do texto constitucional resultante da revisão de 2004, nomeadamente quanto ao sistema eleitoral, limitação de mandatos e regime de incompatibilidades dos deputados e titulares de cargos públicos."
Claro, a Madeira, esse Jardim. Essa monarquia absoluta, altamente auto-suficiente e que nunca precisa de ninguém, nunca pede ajuda a ninguém, daí que também não tenha de se sacrificar por ninguém. Claro.
Mas ele acha que pode fazer aquilo que bem quer num Estado de Direito?
Pois pensa.
Porque até agora é aquilo que tem feito sempre, e assim continuará.
Jardim não reduz salários de políticos na Madeira e mantém acumulação de reformas
"A Madeira não vai reduzir em cinco por cento os salários dos seus governantes, deputados e gestores públicos, proposta do líder do PSD nacional nas negociações com o Governo sobre as medidas de austeridade já aprovadas. "Desagrade a quem desagradar", o presidente do Governo regional, Alberto João Jardim, declarou-se "contra a utilização dos salários dos políticos para medidas demagógicas, sem qualquer reflexo para a comunidade".A outra proposta de Pedro Passos Coelho para criar um tecto máximo para as pensões na função pública e obrigar a optar ou pelo valor da pensão ou pela remuneração do cargo político, também não será aplicada na Madeira. Graças ao regime de excepção por si "blindado" no estatuto da região, Jardim vai continuar a acumular, na totalidade, a reforma da função pública com o vencimento de presidente do Governo regional (ver caixa).
Face à oposição de Jardim à redução dos salários, não foi tomada, até ao momento, nenhuma iniciativa legislativa a nível regional no sentido de aplicar esta medida inserida no plano de austeridade para combater a crise. Nesta matéria, o chefe do executivo chegou mesmo a "desautorizar" publicamente o seu secretário de Finanças, Ventura Garcês, que defendeu a medida, em reciprocidade pela solidariedade do país com a região.
(...)
Seguindo o exemplo da Assembleia da República, o Parlamento dos Açores alterou a sua lei orgânica e também acabou com as pensões vitalícias a ex-deputados no final de anterior legislatura. Mas a Madeira mantém estas mordomias aos seus deputados, que podem beneficiar de uma subvenção máxima igual a 80 por cento do vencimento após 12 anos de Parlamento, quando atingirem os 55 anos de idade.
Com todas estas disparidades de regime, a Madeira não ousa tomar a iniciativa de revisão do respectivo estatuto, que nesta altura já tem um terço do articulado em desconformidade com a Constituição da República.
De um total de 154 artigos, existem 53 com normas ou designações desajustadas do texto constitucional resultante da revisão de 2004, nomeadamente quanto ao sistema eleitoral, limitação de mandatos e regime de incompatibilidades dos deputados e titulares de cargos públicos."
Claro, a Madeira, esse Jardim. Essa monarquia absoluta, altamente auto-suficiente e que nunca precisa de ninguém, nunca pede ajuda a ninguém, daí que também não tenha de se sacrificar por ninguém. Claro.
Mas ele acha que pode fazer aquilo que bem quer num Estado de Direito?
Pois pensa.
Porque até agora é aquilo que tem feito sempre, e assim continuará.
14 junho, 2010
Os comentadores da nossa praça
Este Portugal assusta-me. Coitado, Portugal a bem dizer não tem culpa de albergar tanto labrego. Tanta gente estúpida, preconceituosa, racista e que ainda por cima gosta de o mostrar publicamente. Publicamente mas, alto lá! Tudo de forma anónima. Atrás de um teclado todos são heróis. Seja num fórum da internet, seja, como é o caso mais flagrante, a comentar notícias em jornais online.
E revolta-me. Revolta-me e assusta-me e dá-me nojo ler o que algumas pessoas que partilham comigo a nacionalidade escrevem.
Se a notícia é sobre um famoso, é porque o famoso subiu na vida por outras vias, é porque a sua vida é uma miséria, é porque devia era ajudar os pobres, ou então desejasse-lhe tudo o que há de mau, a esse malandro que tem sucesso porque trabalha.
Se a notícia é sobre os conflitos israeo-palestinianos, ai que o regime nazi devia ter acabado melhor o seu trabalho, ai que os judeus não são gente e só atormentam o mundo, ai que cambada de assassinos, pobres palestinianos, umas vítimas inofensivas. De 10 em 10 comentários lá aparece um comentário pró-israelita igualmente radical e está a tarde feita para os comentadores da nossa praça.
Se uma adolescente ou já mulher é violada, não faltam os comentários a dizer que as raparigas andam aí todas descascadas, estão à espera de quê? Claro, tem toda a lógica um pensamento destes. Mais lógica ainda partilhar tamanha estupidez com o mundo.
Por norma, seja qual for o assunto, desde que este envolva alguma desgraça ou dividas ou seja o que for, está lá sempre um saudosista a dizer com toda a sua sapiência que "no tempo de Salazar não havia nada disto". De facto, se há coisa que o tempo de Salazar tinha de bom era o facto de não haver nada. Se vivêssemos ainda no tempo de Salazar, decerto que a esmagadora maioria da população e destes comentadores parolos não ia ter dinheiro para comprar computador nem ia conseguir sustentar a conta da internet. Realmente, o tempo de Salazar teria as suas vantagens.
Hoje fui ler com mais atenção o assalto sofrido por dois jornalistas portugueses e um espanhol em Magaliesburg. E, meus caros, a verborreia comentarista é assustadora.
Convido-vos a ler: Homem armados assaltam jornalistas portugueses no hotel
gustobastos
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E já agora... não concordo com o título da notícia: "homens armados"... HOMENS???? Chamam homens a essas coisas??
Fernando Marques
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Correram com os brancos ....Foi esta liberdade que os mandelas quiseram ????Foi para melhor ???Dantes ainda dividiam alguma riquesa, agora dividem miséria e violência. A Esquerda Internacional assim o quis. Pobre povo, mais miserável ... mas mais iludido com a falsa "liberdade".Esta falsa Palavra dá jeito a muita gente, que com ela se governa ... e o POVO ???
Brás
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Para quem viveu aí ao lado em Moçambique e sabe como a África do Sul era "before Mandela's"... nessa altura garanto-vos que a segurança existia...na época em que a África do sul se podia dar ao luxo de fazer caricas de garrafa em ouro. (...)
Impartial
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(...) FIFA, O MUNDO ESTA CHOCADO POR ESCOLHER AFRICA, infelizmente!!!
E eu fico chocada por ler tiradas destas. Não tenho piores porque entretanto denunciei alguns comentários antes de fazer o post. É por estas e por outras que não, não quero ver putos da primária a desfilar vestidos de mocidade portuguesa.
Portugal assusta-me.
E revolta-me. Revolta-me e assusta-me e dá-me nojo ler o que algumas pessoas que partilham comigo a nacionalidade escrevem.
Se a notícia é sobre um famoso, é porque o famoso subiu na vida por outras vias, é porque a sua vida é uma miséria, é porque devia era ajudar os pobres, ou então desejasse-lhe tudo o que há de mau, a esse malandro que tem sucesso porque trabalha.
Se a notícia é sobre os conflitos israeo-palestinianos, ai que o regime nazi devia ter acabado melhor o seu trabalho, ai que os judeus não são gente e só atormentam o mundo, ai que cambada de assassinos, pobres palestinianos, umas vítimas inofensivas. De 10 em 10 comentários lá aparece um comentário pró-israelita igualmente radical e está a tarde feita para os comentadores da nossa praça.
Se uma adolescente ou já mulher é violada, não faltam os comentários a dizer que as raparigas andam aí todas descascadas, estão à espera de quê? Claro, tem toda a lógica um pensamento destes. Mais lógica ainda partilhar tamanha estupidez com o mundo.
Por norma, seja qual for o assunto, desde que este envolva alguma desgraça ou dividas ou seja o que for, está lá sempre um saudosista a dizer com toda a sua sapiência que "no tempo de Salazar não havia nada disto". De facto, se há coisa que o tempo de Salazar tinha de bom era o facto de não haver nada. Se vivêssemos ainda no tempo de Salazar, decerto que a esmagadora maioria da população e destes comentadores parolos não ia ter dinheiro para comprar computador nem ia conseguir sustentar a conta da internet. Realmente, o tempo de Salazar teria as suas vantagens.
Hoje fui ler com mais atenção o assalto sofrido por dois jornalistas portugueses e um espanhol em Magaliesburg. E, meus caros, a verborreia comentarista é assustadora.
Convido-vos a ler: Homem armados assaltam jornalistas portugueses no hotel
gustobastos
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E já agora... não concordo com o título da notícia: "homens armados"... HOMENS???? Chamam homens a essas coisas??
Fernando Marques
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Correram com os brancos ....Foi esta liberdade que os mandelas quiseram ????Foi para melhor ???Dantes ainda dividiam alguma riquesa, agora dividem miséria e violência. A Esquerda Internacional assim o quis. Pobre povo, mais miserável ... mas mais iludido com a falsa "liberdade".Esta falsa Palavra dá jeito a muita gente, que com ela se governa ... e o POVO ???
Brás
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Para quem viveu aí ao lado em Moçambique e sabe como a África do Sul era "before Mandela's"... nessa altura garanto-vos que a segurança existia...na época em que a África do sul se podia dar ao luxo de fazer caricas de garrafa em ouro. (...)
Impartial
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(...) FIFA, O MUNDO ESTA CHOCADO POR ESCOLHER AFRICA, infelizmente!!!
E eu fico chocada por ler tiradas destas. Não tenho piores porque entretanto denunciei alguns comentários antes de fazer o post. É por estas e por outras que não, não quero ver putos da primária a desfilar vestidos de mocidade portuguesa.
Portugal assusta-me.
13 junho, 2010
Alimentação e medicamentos são os principais alvos de corte nos gastos das famílias portuguesas em crise, que continuam contudo a aguentar bens mais supérfluos, como telemóveis ou televisão por cabo, tentando manter a aparência do mesmo estilo de vida. (Público).
Confirma-se a ausência de qualquer surpresa também do vosso lado?
Confirma-se a ausência de qualquer surpresa também do vosso lado?
Petição para a redução do número de deputados na AR
Mais de 61 500 pessoas já assinaram a petição A Favor da Redução do Número de Deputados na Assembleia da República de 230 para 180. E se o povo é, realmente, quem mais ordena, nós, os 61 500 e tal pessoas que já assinamos a petição, ficamos à espera de uma reacção, porque este é o nosso direito.
12 junho, 2010
nerds anónimos
Olá, eu sou a Sara e sou a única pessoa em Lisboa, na casa dos 20 anos, que hoje não vai para os Santos.
Obviamente que para falhar a festa do ano desta cidade (a seguir à vitória do Benfica), ainda por cima quando é o primeiro ano em que habito na capital, a troca deve-se a um motivo extremamente interessante. Já se sabe que, a trocar, tem sempre que ser por algo melhor!
Vou ficar a fazer um trabalho sobre Direito.
Mais especificamente sobre Direito marítimo.
......
Boa festança às pessoas normais que hoje se vão divertir e que têm uma vida!
P.S.: Parabéns mãezinha querida <3
Obviamente que para falhar a festa do ano desta cidade (a seguir à vitória do Benfica), ainda por cima quando é o primeiro ano em que habito na capital, a troca deve-se a um motivo extremamente interessante. Já se sabe que, a trocar, tem sempre que ser por algo melhor!
Vou ficar a fazer um trabalho sobre Direito.
Mais especificamente sobre Direito marítimo.
......
Boa festança às pessoas normais que hoje se vão divertir e que têm uma vida!
P.S.: Parabéns mãezinha querida <3
10 junho, 2010
Precisa-se Jornalismo
Acredito... Quantos não gostavam de contratar jornalismo? É um mercado muito concorrido, senhor empregador... nem queira saber. E comprar jornalistas? Faz ideia da quantidade de gente que gostava de comprar jornalistas? Ui!!
E pronto, é esta a minha contribuição para o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
Quando era mais nova achava que aquele "das Comunidades" estava de algum modo relacionado com o jogo do Monopólio, porque tinha aqueles cartões "Caixa da Comunidade". (achei que era giro partilhar)..
Creio que se Camões ressuscitasse e visse este Portugal, morria imediatamente a seguir, de desgosto. Mas eu gosto de ti na mesma Portugal. Só não gosto de algumas das pessoas que aqui vivem. E de alguns traços da nossa cultura inerte. Mas acho que temos potencial para melhorar.
Feliz dia para todos!
P.S.: Anúncios de emprego onde é preciso pagar para ver a oferta é daquelas ideias geniais.
Porque não, sei lá, aumentar os impostos em Junho e cobrar já os retroactivos desde Janeiro? Ahahahaha! Mas ninguém é tão estúpido a este ponto, o que me deixa mais descansada.
09 junho, 2010
À atenção da indústria farmacêutica
...que eu odeio, diga-se desde já. Por isso veja-se o meu desespero: só a indústria farmacêutica me poderá salvar.
De quê?
Algo gravíssimo!!!!!!! Um mal que só me faz ficar mal. Não, não é flatulência. Flatulência mental, talvez. Doutor, preciso de ajuda!!!!!!!!
Pronto, eu digo. Não sei falar em público!
Já está. Se falar em público fosse tão fácil como verborrear (acho que acabo de inventar um verbo), eu era rainha. Mas no que toca a fazer coisas tão exigeeeeeeeentes, difíííííceis, de vida ou de mooooooorte, tais como apresentar um trabalho da escola perante uma dúzia de colegas ensonados, eu sou uma nulidade.
Eu sou uma fraude!
Eu chego ao ponto de, mal me levanto para ir para a frente da turma, deixar de saber como se põe uma pen num computador. Lá estava eu há cerca de duas horas de pen na mão a olhar para o computador e a pensar "hummmmmmm ar dvia tr aki auhmn sitiu p mter ah pppppp isto". Sim, o meu pensamento bloqueia e traduzido para um post é mais ou menos aquilo.
Eu fiz um trabalho sobre Hong Kong. Um trabalho de mestrado. E disse na apresentação que Hong Kong e MACAU passaram para a soberania britânica. MACAU! E devo tê-lo dito mais do que uma vez. E quando o prof me interrompe eu não percebi à primeira... Hum... o que tem? AH M€RD@ MACAU!!!!!!!!!! Portugal!!! O meu país!!!!!!! (Entretanto já um colega me tinha dito que a entrada USB para a pen era atrás do computador. Como sempre foi...).
Sabendo eu que estou a ser avaliada e que tenho de falar em público, ou que simplesmente tenho mais do que 5 pessoas a ouvir aquilo que tenho para dizer, panico. eu panico. Isto é uma das minhas grandes frustrações... no primeiro semestre estava um senhor qualquer a dar uma conferência (na verdade, vários, em várias conferências, o efeito é sempre o mesmo), e eu estive até à última para fazer uma pergunta... preparo-a mentalmente ou por escrito com muito cuidado!! Estou uma boa meia hora a treinar uma pergunta, e quando chega a minha vez de fazer UMA PORCARIA DE UMA PERGUNTA NUM DEBATE OU CONFERÊNCIA, fico a tremer. Isto tem de ser uma patologia qualquer.
O certo é que isto me prejudica. Sempre prejudicou... Na licenciatura uma vez estava com o meu grupo a fazer uma apresentação perante umas dezenas de almas (coleguinhas!) e tive uma quebra de tensão. Alguém me interne.
Daí que a minha única esperança é que os senhores farmacêuticos inventem um drunfo qualquer para eu enfiar goela abaixo e falar como uma pessoa normal perante um aglomerado de gente.
Por favor... isto é ridículo... há pessoas com problemas sérios na vida e estou eu a gastar espaço na internet com lamurias do tipo "Ai que eu quero ser jornalista mas tenho pânico de falar em público".
Socorro!! mãezinha? :(
De quê?
Algo gravíssimo!!!!!!! Um mal que só me faz ficar mal. Não, não é flatulência. Flatulência mental, talvez. Doutor, preciso de ajuda!!!!!!!!
Pronto, eu digo. Não sei falar em público!
Já está. Se falar em público fosse tão fácil como verborrear (acho que acabo de inventar um verbo), eu era rainha. Mas no que toca a fazer coisas tão exigeeeeeeeentes, difíííííceis, de vida ou de mooooooorte, tais como apresentar um trabalho da escola perante uma dúzia de colegas ensonados, eu sou uma nulidade.
Eu sou uma fraude!
Eu chego ao ponto de, mal me levanto para ir para a frente da turma, deixar de saber como se põe uma pen num computador. Lá estava eu há cerca de duas horas de pen na mão a olhar para o computador e a pensar "hummmmmmm ar dvia tr aki auhmn sitiu p mter ah pppppp isto". Sim, o meu pensamento bloqueia e traduzido para um post é mais ou menos aquilo.
Eu fiz um trabalho sobre Hong Kong. Um trabalho de mestrado. E disse na apresentação que Hong Kong e MACAU passaram para a soberania britânica. MACAU! E devo tê-lo dito mais do que uma vez. E quando o prof me interrompe eu não percebi à primeira... Hum... o que tem? AH M€RD@ MACAU!!!!!!!!!! Portugal!!! O meu país!!!!!!! (Entretanto já um colega me tinha dito que a entrada USB para a pen era atrás do computador. Como sempre foi...).
Sabendo eu que estou a ser avaliada e que tenho de falar em público, ou que simplesmente tenho mais do que 5 pessoas a ouvir aquilo que tenho para dizer, panico. eu panico. Isto é uma das minhas grandes frustrações... no primeiro semestre estava um senhor qualquer a dar uma conferência (na verdade, vários, em várias conferências, o efeito é sempre o mesmo), e eu estive até à última para fazer uma pergunta... preparo-a mentalmente ou por escrito com muito cuidado!! Estou uma boa meia hora a treinar uma pergunta, e quando chega a minha vez de fazer UMA PORCARIA DE UMA PERGUNTA NUM DEBATE OU CONFERÊNCIA, fico a tremer. Isto tem de ser uma patologia qualquer.
O certo é que isto me prejudica. Sempre prejudicou... Na licenciatura uma vez estava com o meu grupo a fazer uma apresentação perante umas dezenas de almas (coleguinhas!) e tive uma quebra de tensão. Alguém me interne.
Daí que a minha única esperança é que os senhores farmacêuticos inventem um drunfo qualquer para eu enfiar goela abaixo e falar como uma pessoa normal perante um aglomerado de gente.
Por favor... isto é ridículo... há pessoas com problemas sérios na vida e estou eu a gastar espaço na internet com lamurias do tipo "Ai que eu quero ser jornalista mas tenho pânico de falar em público".
Socorro!! mãezinha? :(
07 junho, 2010
Começou o pesadelo
Hoje começou o meu pesadelo. A vida adulta que todos temem, que todos querem adiar, mas que algum dia tem de chegar se queremos comer, comprar roupa e pagar a net que nos deixa fazer posts inúteis. Enfim, as necessidades básicas. Hoje fui abrir actividade nas finanças. Lá me apresentei e tal: "Olá Finanças, sou a Sara, espero que tenhamos uma relação feliz, que é como quem diz, que não tenhamos de nos ver muitas vezes. Espero também que me digas detalhadamente tudo o que tenho de fazer para que daqui a cinco anos não me chegue uma multa qualquer a casa sabe-se lá vinda de onde. Ah, e vê lá o que me andas a descontar que aquilo que eu ganho não chega ao ordenado mínimo". Posso ir de pé atrás, mas a educação é muito linda e nunca se sabe quando as Finanças nos podem sorrir de volta (sim, eu sei, não existem sorrisos numa repartição de Finanças, nunca se viu, mas sorrir não paga imposto nem faz retenção na fonte).
Bom, pior do que entrar no mundo das finanças é entrar no mundo dos recibos verdes. Já se sabe que uma desgraça nunca vem só. Algo me diz que hoje é o primeiro dia do resto da minha vida.
A semana passada aderi a um grupo no Facebook contra a precariedade dos recibos verdes e só via mensagens de pessoas com os seus 30s e 40s a dizer coisas animadoras como: "Desde os 18 que não tenho direito a baixas, que desconto para a segurança social mas nunca hei-de ter direito a subsídio de desemprego, reforma, subsídios de férias e Natal". ....
Lá peguei no livrinho mágico, desejando que aquilo fosse um livro de cheques. Mas que raio.. os recibos são azuis e brancos... Chamam-lhes verdes porquê? Porque o verde é a cor da esperança? Porque as pessoas ficam verdes quando ficam 15 ou 20 anos a recibos e um dia ficam desempregadas e não têm direito a nada?
Não sei. Se calhar daqui a 15 ou 20 anos também hei-de ter a resposta. Espero que não. Espero que até lá o mundo já seja um lugar um bocadinho mais justo.
Bom, pior do que entrar no mundo das finanças é entrar no mundo dos recibos verdes. Já se sabe que uma desgraça nunca vem só. Algo me diz que hoje é o primeiro dia do resto da minha vida.
A semana passada aderi a um grupo no Facebook contra a precariedade dos recibos verdes e só via mensagens de pessoas com os seus 30s e 40s a dizer coisas animadoras como: "Desde os 18 que não tenho direito a baixas, que desconto para a segurança social mas nunca hei-de ter direito a subsídio de desemprego, reforma, subsídios de férias e Natal". ....
Lá peguei no livrinho mágico, desejando que aquilo fosse um livro de cheques. Mas que raio.. os recibos são azuis e brancos... Chamam-lhes verdes porquê? Porque o verde é a cor da esperança? Porque as pessoas ficam verdes quando ficam 15 ou 20 anos a recibos e um dia ficam desempregadas e não têm direito a nada?
Não sei. Se calhar daqui a 15 ou 20 anos também hei-de ter a resposta. Espero que não. Espero que até lá o mundo já seja um lugar um bocadinho mais justo.
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06 junho, 2010
05 junho, 2010
04 junho, 2010
o problema de hoje em dia
"O problema de hoje em dia é que a pessoas lidam diariamente com esse instinto tão pouco galináceo, mas tão patachoqueiro, que se ergueu da crise que é o de fazer omeletas sem ovos. por força da falta de meios ou por força da avareza. o que acaba por ser a mesma coisa, uma vez que o fim é o mesmo. fazer omeletas sem ovos quer dizer: quererem bom trabalho sem a recompensa devida. é pressuporem em vez de perguntar. é quererem pessoas com as mínimas habilitações possíveis para fazerem um trabalho perfeito, para o qual seria indicado uma pessoa com habilitações mais desenvolvidas. é acharem que as empresas se podem alimentar de estagiários que vêm e vão e recomeçam o mesmo ciclo de aprender - fazer – sair, vezes sem conta. é quererem estagiários que tenham a escola toda, quando muitos deles estão apenas a fazer dos programas de estágios aquilo que eles devem ser - formas de dar os primeiros passos no mercado de trabalho. é quererem dar mais responsabilidades e tarefas do que aquilo que devem a essas mesmas pessoas que estão a dar os primeiros passos e depois mal se podem mover tal o peso do trabalho que carregam. é quererem tudo por quase nada. é nunca estarem satisfeitos quando o que deviam fazer era agradecer. é não respeitarem cursos superiores como se ser estagiário diminuísse a carga educativa de mais de 15 anos (ou mais) a estudar. é não respeitarem quem tenha menos do que um curso superior por acharem cursos profissionais mais inferiores do que eles são. é quererem gente de cursos profissionais a fazer tarefas de quem tem cursos superiores. é quererem gente de cursos profissionais a fazer tudo e mais alguma coisa. é desperdiçarem por não terem tido a formação que têm os seus estagiários e não se darem conta de que é preciso investir para depois colher frutos, de que o barato sai caro, de que às vezes sai mais barato comprar novo do que reparar o velho, de que… para se fazer omeletas é preciso ovos e ainda pelo menos um par de mãos para fazer o trabalho."
é isto e muito mais. e o que é mais engraçado ainda é que deixei de encontrar anúncios com ofertas de emprego, para passar a encontrar milhentos anúncios com ofertas de estágio, como se um estágio fosse uma espécie de curso de onde provavelmente sairão tantos quantos saem das escolas e das universidades, que depois vão ter os mesmos problemas com que se depararam quando saíram dos seus cursos. o problema é o mesmo de sempre, aquele que tem aumentado a olhos vistos como uma sombra que se ergue sobre uma geração que, por força das circunstâncias se tornou pessimista, depressiva e desertora. (...)
isto é o que eu vejo: jovens desrespeitados, exemplos a serem generalizados, centros de emprego que não aguentam a quantidade de desempregados, pessoas trabalhadoras com o título [diminuidor] de estagiárias, estagiários que vão para empresas em que trabalham mais do que aquilo que está no contrato, estagiários que vão para as empresas ensinar mais do que aquilo que aprendem, cintos a apertar, jovens a partir, sociedade a envelhecer de idade e de problemas, incertezas e inseguranças, consequente falta de optimismo. sobre isto não tenho mais a dizer".
De uma ex-colega de curso. De uma actual colega de batalha por um futuro que cada vez parece mais negro.
é isto e muito mais. e o que é mais engraçado ainda é que deixei de encontrar anúncios com ofertas de emprego, para passar a encontrar milhentos anúncios com ofertas de estágio, como se um estágio fosse uma espécie de curso de onde provavelmente sairão tantos quantos saem das escolas e das universidades, que depois vão ter os mesmos problemas com que se depararam quando saíram dos seus cursos. o problema é o mesmo de sempre, aquele que tem aumentado a olhos vistos como uma sombra que se ergue sobre uma geração que, por força das circunstâncias se tornou pessimista, depressiva e desertora. (...)
isto é o que eu vejo: jovens desrespeitados, exemplos a serem generalizados, centros de emprego que não aguentam a quantidade de desempregados, pessoas trabalhadoras com o título [diminuidor] de estagiárias, estagiários que vão para empresas em que trabalham mais do que aquilo que está no contrato, estagiários que vão para as empresas ensinar mais do que aquilo que aprendem, cintos a apertar, jovens a partir, sociedade a envelhecer de idade e de problemas, incertezas e inseguranças, consequente falta de optimismo. sobre isto não tenho mais a dizer".
De uma ex-colega de curso. De uma actual colega de batalha por um futuro que cada vez parece mais negro.
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