30 novembro, 2009

He's an ermesindense in the war

Sim caríssimos conterrâneos e demais pessoas (peço desculpa mas ando muito saudosa da minha terra e por isso as restantes pessoas não merecem nenhuma distinção especial), o título é uma afirmação verdadeira, e não mais uma balela qualquer que eu venho para aqui 'bitaitar'. Primeiramente gostaria de dizer que se já existe no nosso léxico a palavra twittar, porque não tem o mesmo direito a palavra bitaitar, que é tão mais bonita e nacional?
Adiante.

Queria só contar-vos algo que eu soube na quinta-feira.
Guerra civil em Angola? Houve um ermesindense que esteve no campo de batalha durante uns dias, literalmente sob fogo da UNITA; o único branco presente, e a quem os coronéis do MPLA baptizaram de brigadeiro. Foi lá para nos relatar os acontecimentos. Voltou vivo e continuou. Golpe de Estado na Guiné, Guerras em Timor-Leste, Afeganistão, Iraque, preso pelos americanos e obrigado a sair do Iraque porque se recusou a deixar o seu trabalho de jornalista ser controlado por eles. Voltou para acabar o seu trabalho, sempre a fugir dos ianques. Voltou à Guiné apesar de o seu nome na altura estar na lista negra por causa de uma reportagem. Continua a ir com frequência ao Iraque e ao Afeganistão. Sabe-se lá por onde irá andar mais. He's an ermesindense, não em New York, mas a ver a guerra de perto, a arriscar a vida. A ser um verdadeiro jornalista.

Chama-se Luís Castro, e não vale a pena apresentá-lo porque o seu blogue fala por si. http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt , procurem nas etiquetas os temas que mais vos interessam, e percam-se em leituras. Ou comprem o livro "Repórter de Guerra", da sua autoria.


É o que eu costumo dizer em jeito de brincadeira, mas agora tenho provas:
primeiro Ermesinde, depois o mundo! :-)

27 novembro, 2009

Nunca gostei de matemática.

Exercício de cálculo mental:


10 empregos para 100 jornalistas = lei da oferta e da procura. Se há muita procura, as ofertas de emprego podem ser niveladas por baixo e haverá sempre quem aceite essas condições na mesma [salários ridículos (quando existe realmente um salário) pressão para nada de sindicatos, trabalhar as horas que forem precisas, etc.].

Em 10 jornalistas precários existe uma percentagem elevada de jornalistas condicionados pelo mercado de trabalho, e que tudo farão para não serem despedidos, inclusivamente não pensar pela sua própria cabeça e questionar certas estórias que são incumbidos de fazer (pelos tais grandes proprietários que querem vender jornais como se de pacotes de batatas fritas se tratassem), ainda que aquilo seja a maior treta de sempre.

A restante percentagem conseguiu entrar na profissão numa época em que a imprensa não era gerida como um supermercado, construíram a sua carreira e mesmo que saiam serão absorvidos por outro meio de comunicação, que reconhecerá o seu valor, logo podem ser efectivamente jornalistas, questionar, decidir, correr atrás e saber do que falam.

- investimento na imprensa = - jornalismo de investigação = + spin doctoring.

Imprensa precária = Democracia precária.

+ cursos de jornalismo a abrir e vagas a aumentar = a mesma equação passa a ser feita com 10 000 jornalistas em vez de 100. As condições de trabalho diminuem ainda mais. Empresas e Governo ficam felizes.


Fim.

20 novembro, 2009

Pastéis de Troufa: a real diarreia

Ouvi dizer que um lunát... um arquitecto, que gosta de se exibir e tal, projectou um mamarracho com um conjunto de cores digno de ter sido escolhido por um daltónico.
Até aí tudo bem, eu também posso pegar em plasticina, tentar moldar uma sanita e dizer que aquilo é um coliseu romano a ver se alguém acredita em mim.

O pior é que no sr. arquitecto Troufa Real, quem de direito acreditou mesmo que aquilo podia ser uma igreja a construir em BELÉM:





foto: retirada do próprio blog do senhor que arquitectou isto


E não é que a dita coisa já começou a ser construída?
Para já destaco a corrente modernista que de repente se apoderou da Igreja. Primeiro porque acho bonito terem pedido a um senhor que deve, com certeza, odiar a religião católica, para ter feito uma maldade destas. Xiça, que até Deus deve estar revoltado!

Aquele circo ambulante vai custar, no mínimo, 3 milhões de euros! Não era suposto as igrejas serem discretas, a casa de Deus, um lugar de espiritualidade e não sei quê? A não ser que aquela seja exclusiva para casamentos homossexuais. As cores andam perto da bandeira gay. E aí eu tinha de aplaudir de novo esta face moderna nos senhores católicos.
Mas depois lembro-me de pensar em tempos que a missão da igreja é de auxílio aos pobres (não só de espírito)...  Eu acho que 3 milhões de euros iam fazer muitos pobrezinhos felizes. Ah, mas é claro, a igreja também é pobrezinha e pediu ajuda aos fiéis para fazer um mealheiro e construir esta nova casa do Senhor.

Eu fico, obviamente, muito feliz e até aliviada com tudo isto.
Feliz porque não tenho de passar por ali frequentemente e os meus olhos estão salvos, e aliviada porque não é a mim que aquela torre vai tapar a vista de minha casa...

E internar os mentores disto, não?

17 novembro, 2009

This post is uma bela treta

Odeio profundamente pessoas que, a meio de uma intervenção qualquer que estejam a ter, se põem a dizer palavras noutra língua. É que é irritante! E isto em Relações Internacionais parece que dá estilo. "Ah e tal, que as nações, sobre este problema, passaram a ter mais awareness. Isto originou que ficasse estipulado na charter of the united nations  uma convenção, e o Security Council (...)".
Esta frase só é fictícia porque não me lembro das originais, onde os estrangeirismos não eram nomes de organizações internacionais, mas palavras completamente comuns!. Isto sem falar de um senhor que veio dar uma conferência e do nada se punha a dizer frases em inglês e palavras soltas em francês a meio do seu discurso.

Sim, já sabemos que vocês são muito internacionais e sabem muito de línguas, mas e que tal quando estão a falar para os vossos colegas ou alunos falarem em português como gente normal? Não sabem dizer awareness em português? Sabem que United Nations tem tradução cá em Portugal? Não? Depois não digam que eu nunca vos ensinei nothing...

14 novembro, 2009

querido diário

No espaço de uma semana já tenho quarto em Lisboa e trabalho para o pagar!! E agora que finalmente tenho uma morada em Lisboa, a Carris já admite que eu existo e vai-me deixar tirar o passe universitário na segunda-feira! Depois de há coisa de duas semanas ter finalmente conseguido tirar a carta, parece que já esgotei os desejos até 2020. A continuar este ritmo surpreendente de conquistas, qualquer dia deixo de me sentir completamente estúpida nas aulas de mestrado!
Ok, agora fui demasiado ambiciosa.



Despeço-me com a frase da semana:

"Eu era todo sensivelzinho, até um pouco amaricado"
José Carlos Malato, sobre a sua infância.


Eu posso não perceber patavina de Relações Internacionais, mas pelo menos sei conjugar os verbos nos  tempos correctos. Já é qualquer coisa.

09 novembro, 2009

9/11

Extra Extra!!
http://www.youtube.com/watch?v=jnCPdLlUgvo


O muro de Berlim foi derrubado!!!!

Acabou-se a repressão sobre os berlinenses de leste e demais populações! Quem quiser é agora livre de passar para a RFA sem levar um balázio na nuca! Já nem é preciso viajar pela Checoslováquia até à Hungria, a mais recente forma de escapulir para o ocidente, e passar a fronteira!! Quanto aos berlinenses ocidentais, já podem voltar a ir fazer compras ao lado leste, que é bem mais barato. Uma alegria!!!




Já se fala de uma possível reunificação alemã, mas dizem as más línguas que a França, Reino Unido e URSS têm medo de voltar a ter um vizinho grande e gordo e não vão tornar o processo fácil. Esperemos para ver as consequências deste derrube metafórico do muro, que em breve parece que vai mesmo cair fisicamente.





Consta que o Ocidente está feliz....
















...e  que o PCP, descansado da vida do lado de cá do muro, verte lágrimas de sangue porque o paraíso socialista do lado de lá está em vias de acabar. E nem tiveram tempo de ir para lá experimentar o que é viver no seu ideal de sociedade... o mundo é injusto.





Reportagem exclusiva da correspondente Sara de Sousa, literalmente em cima do acontecimento, com uma perna no capitalismo e outra no, por enquanto, comunismo.


Pelo amor de todos os santos da publicidade

Alguém que enfie um tronco pela garganta abaixo da p*ta da Popota a ver se ela morre de uma vez!!!!!!

Xiça, prefiro ouvir mil vezes por hora o anúncio do Pingo Doce do que ter de ver uma única vez por dia aquele hipopótamo ridículo com pretensões de sex symbol! E desejo ainda aos criativos responsáveis pela existência desse atentado ao bom gosto, uma diarreia que dure desde este exacto momento até, pelo menos, ao Natal!!!!!!!!!!"#$%&/(*.|.=(/}%

06 novembro, 2009

All I didn't want to say but...

“All I want to say is that you're an adult now. And the tough thing about adulthood is that it starts before you even know it starts. When you're already a dozen decisions into it.”
Robert Redford em Lions for Lambs.

04 novembro, 2009

Queen of Inconvenience

Sim, sou um bocado. Por isso dói-me a alma por hoje não poder ir ver os Kings of Convenience ao Coliseu dos Recreios... Sendo que desta vez eu não posso mandar o habitual lamento de "é em Lisboa, bandidos, não há dinheiro!!" porque estou em Lisboa, era só apanhar o metro e estava lá. Pronto, a última parte é verdade, não há dinheiro... Lisboa está a dar-me cabo das economias...
A quem vai, um óptimo concerto! Acho que deve ser impossível não gostar de um concerto dado por estes noruegueses.




Homesick... 'cause I no longer know... Where home is.

02 novembro, 2009

Esqueçam o crime do padre armado

Este é o novo melhor título de sempre:


Chimpanzé português resgatado de sucata vai inaugurar santuário em Espanha


Não sei de que parte gosto mais. lol.

01 novembro, 2009

Jukebox

You ever heard the story of Mr. Faded Glory?

Geração enrasca

"E o Dr. Rui Sá, não quer provar os novos frutos secos da Matutano?"

Depois de, num dos meus estágios jornalísticos, ter ido a reuniões de Câmara e até ter estado a falar com o eterno candidato comunista à presidência da C.M. do Porto no seu gabinete, na própria câmara municipal, passados muitos meses cruzo-me com ele num supermercado e sou obrigada a tentar vender-lhe frutos secos.

Quem me dera ter feito parte da pseudo "geração rasca". É que fazer parte desta geração enrascada, sem emprego e empurrada para trabalhos temporários, call centers, zons, etc., é do mais frustrante que pode haver... e só quem dela faz parte consegue realmente perceber do que estou a falar.




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Adeus, António Sérgio. Descansa em paz.