tu divertes-me no bom sentido
e gosto de estar contigo
tens um riso delicioso e contagiante
Às vezes os amigos não sabem o impacto que palavras simples como estas podem ter. Mas se as dissessem mais vezes, não era tão especial. Se alguém do mundo da internet se esbarrar neste post, da próxima vez que pensarem algo como "hum, este meu amigo é mesmo [inserir elogio]", digam-no.
E é assim que digo adeus a 2011 e vos desejo um óptimo ano. Até porque se o mundo vai acabar em 2012 com um desastre qualquer, que pelo menos até ao juízo final seja agradavelzinho.Se for economicamente mau, que as restantes componentes da vida compensem essa lacuna.
Um deserto de ideias, mantido por um cérebro composto apenas por alguns grãos de areia.
30 dezembro, 2011
29 dezembro, 2011
Nightmare after Christmas
Quando vou passar o fim-de-semana ao Porto e venho para Lisboa na segunda-feira no Intercidades das 06h52, há 3 coisas que eu rezo para que não aconteçam:
1- Que o comboio não apareça ou que pare pelo caminho
2- Que perto de mim viaje alguém com um bebé
3- Que nos lugares próximos do meu se sentem dois compinchas idosos.
Um casal pode ser. Dois amigos não. Deus do céu, não.
O ponto nº1 é mais ou menos óbvio. Para ficar mais uma noite na minha cama, faço a viagem Ermesinde - Lisboa à segunda-feira e aterro directamente no trabalho. Confio que a CP me leve ao destino, e tem corrido sempre tudo bem, mas nunca se sabe.
Os pontos 2 e 3 poderiam ser só um, mas acho que uma lista tem de ter no mínimo 3 alíneas para ter alguma credibilidade.
Tem tudo uma razão de ser. São 06h52. Não interessa se tenho de acordar às 5h da manhã, eu vou sempre deitar-me tarde na noite anterior, confiando que terei 3 horas para dormir no comboio. Tudo aquilo que eu não quero é um bebé que, em 3 horas de uma viagem enfadonha, vai chorar de certeza. Vai berrar. E vai-me impedir de dormir / acordar-me. Eventualmente também irá brincar, dormir, mamar e ser fofo, mas não caiam na armadilha! Trata-se de uma bomba-relógio, meus amigos. Quando menos esperarem, vai berrar e vocês vão acordar. Não é que haja alguma coisa a fazer, visto que os lugares são marcados. Se houvesse, eu não me limitava a rezar para que não me calhasse um bebé num raio de 10 metros.
Ora, foi precisamente o 3º ponto que me calhou na viagem pós Natal. Eu já tinha passado por uma experiência semelhante. Por isso, quando vi os dois seniores (entre 75 e 1000 anos) a entrarem na minha carruagem, vi logo que a coisa ia correr mal.
Eu sei que 2 compadres idosos podem parecer inofensivos. Não se iludam! Podem ser tão ou mais perigosos do que um bebé. Atentem:
À minha frente estavam 2 lugares vazios, mas os idosos entraram no comboio a gritar pelos seus números do lugar (14 e 16) e a olhar para a atmosfera, esperando talvez que os lugares lhes caíssem no colo. Já na outra ponta, alguém lhes disse que tinham de regressar para o início da carruagem. Eles voltaram e um sentou-se ao meu lado. O outro sentou-se noutro lugar qualquer. Nenhum se sentou nem no 14 nem no 16. Mas que raio! Tive de dizer ao senhor que o seu lugar nao era ao meu lado, mas à frente (onde diz 14 e 16... quem diria que esses lugares existiam mesmo, ãh? Há coisas fascinantes).
E pronto, a partir daí não me adiantou pôr Kyuss, Soundgarden nem Tool no meu mp3. Eu já só ouvia os idosos.
Calma. Eu gosto de idosos. Dou sempre conversa a idosos (excepto quando são 06h52 da manhã). Mas dois amigos idosos num comboio são sinónimo de conversa permanente, aborrecida e ALTA, MUITO ALTA, PORQUE OS SENHORES OUVEM MAL, PORRA.
Um casal de idosos pode ser. Já se aturam há décadas, querem é descansar um do outro.
Dois amigos idosos é o descalabro. Falam, falam, falam, 3 horas de conversa, blá blá blá, que emoção fazer a viagem de comboio consigo, compadre, vamos pôr a conversa em dia enquanto toda uma carruagem quer dormir. ARGH. Já é a segunda vez que passo 3 horas em claro porque tenho o azar de me calharem amigos idosos à frente ou atrás.
Isto é o karma, e o karma é um bitch vingativo, como se sabe. Há cerca de um mês encontrei uma colega no comboio e fomos a viagem toda a tagarelar, mesmo depois de termos reparado que no banco à frente ia um coitado de um estudante de medicina a devorar um livro e a suspirar por ter de levar connosco.
Mas pelo menos nós falámos baixo.
1- Que o comboio não apareça ou que pare pelo caminho
2- Que perto de mim viaje alguém com um bebé
3- Que nos lugares próximos do meu se sentem dois compinchas idosos.
Um casal pode ser. Dois amigos não. Deus do céu, não.
O ponto nº1 é mais ou menos óbvio. Para ficar mais uma noite na minha cama, faço a viagem Ermesinde - Lisboa à segunda-feira e aterro directamente no trabalho. Confio que a CP me leve ao destino, e tem corrido sempre tudo bem, mas nunca se sabe.
Os pontos 2 e 3 poderiam ser só um, mas acho que uma lista tem de ter no mínimo 3 alíneas para ter alguma credibilidade.
Tem tudo uma razão de ser. São 06h52. Não interessa se tenho de acordar às 5h da manhã, eu vou sempre deitar-me tarde na noite anterior, confiando que terei 3 horas para dormir no comboio. Tudo aquilo que eu não quero é um bebé que, em 3 horas de uma viagem enfadonha, vai chorar de certeza. Vai berrar. E vai-me impedir de dormir / acordar-me. Eventualmente também irá brincar, dormir, mamar e ser fofo, mas não caiam na armadilha! Trata-se de uma bomba-relógio, meus amigos. Quando menos esperarem, vai berrar e vocês vão acordar. Não é que haja alguma coisa a fazer, visto que os lugares são marcados. Se houvesse, eu não me limitava a rezar para que não me calhasse um bebé num raio de 10 metros.
Ora, foi precisamente o 3º ponto que me calhou na viagem pós Natal. Eu já tinha passado por uma experiência semelhante. Por isso, quando vi os dois seniores (entre 75 e 1000 anos) a entrarem na minha carruagem, vi logo que a coisa ia correr mal.
Eu sei que 2 compadres idosos podem parecer inofensivos. Não se iludam! Podem ser tão ou mais perigosos do que um bebé. Atentem:
À minha frente estavam 2 lugares vazios, mas os idosos entraram no comboio a gritar pelos seus números do lugar (14 e 16) e a olhar para a atmosfera, esperando talvez que os lugares lhes caíssem no colo. Já na outra ponta, alguém lhes disse que tinham de regressar para o início da carruagem. Eles voltaram e um sentou-se ao meu lado. O outro sentou-se noutro lugar qualquer. Nenhum se sentou nem no 14 nem no 16. Mas que raio! Tive de dizer ao senhor que o seu lugar nao era ao meu lado, mas à frente (onde diz 14 e 16... quem diria que esses lugares existiam mesmo, ãh? Há coisas fascinantes).
E pronto, a partir daí não me adiantou pôr Kyuss, Soundgarden nem Tool no meu mp3. Eu já só ouvia os idosos.
Calma. Eu gosto de idosos. Dou sempre conversa a idosos (excepto quando são 06h52 da manhã). Mas dois amigos idosos num comboio são sinónimo de conversa permanente, aborrecida e ALTA, MUITO ALTA, PORQUE OS SENHORES OUVEM MAL, PORRA.
Um casal de idosos pode ser. Já se aturam há décadas, querem é descansar um do outro.
Dois amigos idosos é o descalabro. Falam, falam, falam, 3 horas de conversa, blá blá blá, que emoção fazer a viagem de comboio consigo, compadre, vamos pôr a conversa em dia enquanto toda uma carruagem quer dormir. ARGH. Já é a segunda vez que passo 3 horas em claro porque tenho o azar de me calharem amigos idosos à frente ou atrás.
Isto é o karma, e o karma é um bitch vingativo, como se sabe. Há cerca de um mês encontrei uma colega no comboio e fomos a viagem toda a tagarelar, mesmo depois de termos reparado que no banco à frente ia um coitado de um estudante de medicina a devorar um livro e a suspirar por ter de levar connosco.
Mas pelo menos nós falámos baixo.
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eu reclamo de carago,
Viagens na minha terra
26 dezembro, 2011
Prémios Natal 2011
E o prémio para pior anúncio de Natal 2011 vai para...
...
(Não, não vai para a Poputa, existe um pior)
Vai para...
... PAULO FUTRE E A PLATAFORMA VIBROPLATE, com direito a votos de bom Natal.
Não há vídeo na internet, por isso fiquemos com o mais próximo do ridículo, que é o primeiro anúncio de Futre no mundo das plataformas vibratórias:
...
(Não, não vai para a Poputa, existe um pior)
Vai para...
... PAULO FUTRE E A PLATAFORMA VIBROPLATE, com direito a votos de bom Natal.
Não há vídeo na internet, por isso fiquemos com o mais próximo do ridículo, que é o primeiro anúncio de Futre no mundo das plataformas vibratórias:
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A TV afinal tem coisas giras,
lol,
simplesmente estúpido
23 dezembro, 2011
17 dezembro, 2011
O calcanhar da Sara
E de repente já gastei 8 meses dos 12 que tenho para escrever uma dissertação de mestrado. Nem dei por eles... O tempo passa... "Não somos nada!"...
A maior barreira que tenho de ultrapassar se quero fazer uma tese (e outras coisas no geral) é: aprender a conciliar o facto de eu ser, por um lado, perfeccionista, e por outro, uma preguiçosa e procrastinadora de primeira.
Se alguém tiver uma solução milagrosa (atenção, eu disse milagrosa, não me venham com tretas do tipo "trabalha, mandriona!"), eu fico muito agradecida.
A maior barreira que tenho de ultrapassar se quero fazer uma tese (e outras coisas no geral) é: aprender a conciliar o facto de eu ser, por um lado, perfeccionista, e por outro, uma preguiçosa e procrastinadora de primeira.
Se alguém tiver uma solução milagrosa (atenção, eu disse milagrosa, não me venham com tretas do tipo "trabalha, mandriona!"), eu fico muito agradecida.
11 dezembro, 2011
10 dezembro, 2011
São 4h45 da manhã. Acabo de estar com gente que não via há anos, outros que não via há meses. Nas ruas do Porto, sobretudo na noite, encontro sempre aquela pessoa com quem não falava há imenso tempo. Encontro gente com quem não vou falar mas cuja cara é conhecida porque partilhamos cidade ou escola; encontro grandes amigos que posso estar sem ver durante meses e com quem falo e rio como se tempo nenhum se tivesse passado.
Vir ao Porto é sempre maravilhoso. Sempre. Já não me lembro se quando morava cá era assim tão maravilhoso. Lembro-me de sonhar com o sair de cá e ir para Londres, ou voltar para Roma. Agora, regressar a casa é sempre incrível. É sempre bom. É bom estar em casa, é bom estar com a família, é bom estar com os diferentes amigos, e é bom ter a consciência do quão bom tudo isto é.
Saberia apreciar tudo isto quando estava cá a tempo inteiro? Creio que não. E pode-se ser feliz a tempo inteiro? Também acho que não. Lisboa é fria, Lisboa é uma cidade difícil, Lisboa é uma cidade por vezes com pessoas diferentes que não abrem a porta e nos convidam a entrar. O Porto também tinha defeitos, mas agora não tenho tempo para os ver.
Lisboa é fria. Ficam as pessoas de cá. E fica o desejo de cá voltar sempre, porque é aqui a minha casa. A frieza de Lisboa faz-me saborear o Porto como se fosse chocolate quente. Não adianta virem todos os lisboetas do mundo dizer-me como a cidade é fantástica e como o Porto é velho e cinzento. Cada pessoa tem a sua Lisboa, cada pessoa tem o seu Porto. Temo que o meu continue a ser apenas destino de fim-de-semana. Resta-me tentar fazer de Lisboa uma cidade melhor para mim.
Vir ao Porto é sempre maravilhoso. Sempre. Já não me lembro se quando morava cá era assim tão maravilhoso. Lembro-me de sonhar com o sair de cá e ir para Londres, ou voltar para Roma. Agora, regressar a casa é sempre incrível. É sempre bom. É bom estar em casa, é bom estar com a família, é bom estar com os diferentes amigos, e é bom ter a consciência do quão bom tudo isto é.
Saberia apreciar tudo isto quando estava cá a tempo inteiro? Creio que não. E pode-se ser feliz a tempo inteiro? Também acho que não. Lisboa é fria, Lisboa é uma cidade difícil, Lisboa é uma cidade por vezes com pessoas diferentes que não abrem a porta e nos convidam a entrar. O Porto também tinha defeitos, mas agora não tenho tempo para os ver.
Lisboa é fria. Ficam as pessoas de cá. E fica o desejo de cá voltar sempre, porque é aqui a minha casa. A frieza de Lisboa faz-me saborear o Porto como se fosse chocolate quente. Não adianta virem todos os lisboetas do mundo dizer-me como a cidade é fantástica e como o Porto é velho e cinzento. Cada pessoa tem a sua Lisboa, cada pessoa tem o seu Porto. Temo que o meu continue a ser apenas destino de fim-de-semana. Resta-me tentar fazer de Lisboa uma cidade melhor para mim.
07 dezembro, 2011
A montanha pariu... nada.
9 meses. Passados 9 meses de ausência, voltei ao ISCSP. É que hoje não arranjei mesmo nenhuma desculpa plausível (nem sequer estava céu nublado) e finalmente fui à biblioteca.
A biblioteca do ISCSP será uma das piores bibliotecas do universo de faculdades públicas daquela dimensão (não, não estou a falar da dimensão da presunção, estou a falar do tamanho real). Por isso, foi com agrado que li no site da biblioteca um texto bonito escrito por um rosto novo. "Queres ver que finalmente arranjaram uma bibliotecária a sério?", questionei-me mentalmente, num tom (mental) esperançoso. Embora tenha reparado que há várias prateleiras que continuam vazias e que os computadores são o maior atraso de vida possível.
Fui, então, procurar no motor de busca dois livros recomendados, há 9 meses (que vergonha, meu deus, sou uma fraude preguiçosa), pelo meu orientador. E reparei que os livros se evaporaram dali. Simplesmente não existiam na base de dados. E fiquei arreliadinha, como fico sempre que tenho de ir ao ISCSP.
À saída, travei mais ou menos este diálogo com uma das senhoras que lá trabalha:
Sara: Retiraram livros aqui da biblioteca? É que há uns tempos requisitei uns livros e agora não aparecem na base de dados...
Senhora: Não, estamos apenas a etiquetá-los novamente. Os que ainda não receberam etiquetação nova estão sem número e portanto estão fora da base de dados.
Sara: Mas vão demorar muito a etiquetar os que faltam?
Senhora: Sim.
Sara: ...
Quanto? É que preciso dos livros para a tese...
Senhora: Não sei...
Sara: ...
Então e não há outra maneira de os requisitar?
Senhora: Só se me der o código antigo...
Sara: Não sei os códigos dos vossos livros, só sei os títulos e os autores!
Senhora: Então diga-me o título, para eu procurar aqui na base de dados da biblioteca
Sara: Mas foi o que lhe disse no início, os livros desapareceram da base de dados!
Senhora: Pois, então não sei...
...
Tenho vontade de só voltar ao ISCSP daqui por outros 9 meses... Mas consta que tenho uma tese para entregar antes disso... Vou tentar ir à biblioteca da FCSH ou do ISCTE. Será que adoptam uma pobre aluna do ISCSP?
A biblioteca do ISCSP será uma das piores bibliotecas do universo de faculdades públicas daquela dimensão (não, não estou a falar da dimensão da presunção, estou a falar do tamanho real). Por isso, foi com agrado que li no site da biblioteca um texto bonito escrito por um rosto novo. "Queres ver que finalmente arranjaram uma bibliotecária a sério?", questionei-me mentalmente, num tom (mental) esperançoso. Embora tenha reparado que há várias prateleiras que continuam vazias e que os computadores são o maior atraso de vida possível.
Fui, então, procurar no motor de busca dois livros recomendados, há 9 meses (que vergonha, meu deus, sou uma fraude preguiçosa), pelo meu orientador. E reparei que os livros se evaporaram dali. Simplesmente não existiam na base de dados. E fiquei arreliadinha, como fico sempre que tenho de ir ao ISCSP.
À saída, travei mais ou menos este diálogo com uma das senhoras que lá trabalha:
Sara: Retiraram livros aqui da biblioteca? É que há uns tempos requisitei uns livros e agora não aparecem na base de dados...
Senhora: Não, estamos apenas a etiquetá-los novamente. Os que ainda não receberam etiquetação nova estão sem número e portanto estão fora da base de dados.
Sara: Mas vão demorar muito a etiquetar os que faltam?
Senhora: Sim.
Sara: ...
Quanto? É que preciso dos livros para a tese...
Senhora: Não sei...
Sara: ...
Então e não há outra maneira de os requisitar?
Senhora: Só se me der o código antigo...
Sara: Não sei os códigos dos vossos livros, só sei os títulos e os autores!
Senhora: Então diga-me o título, para eu procurar aqui na base de dados da biblioteca
Sara: Mas foi o que lhe disse no início, os livros desapareceram da base de dados!
Senhora: Pois, então não sei...
...
Tenho vontade de só voltar ao ISCSP daqui por outros 9 meses... Mas consta que tenho uma tese para entregar antes disso... Vou tentar ir à biblioteca da FCSH ou do ISCTE. Será que adoptam uma pobre aluna do ISCSP?
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eu reclamo de carago,
ódios,
parvónia,
voltei à escola
03 dezembro, 2011
Como se nos hospitais já não houvesse suficiente desgraceira
Querido Deus:
Há 12 meses no ano (eu sei que tu sabes isto, afinal de contas és omnisciente e etc.).
Portanto, se um dia os teus desígnios me designarem uma doença, por amor de Deus (pelo teu amor, Deus!) não ma dês em Dezembro.
Ter uma doença é mau. Ter uma doença em Dezembro e ter de levar com o Natal dos Hospitais é mais do que eu poderia aguentar.
Há 12 meses no ano (eu sei que tu sabes isto, afinal de contas és omnisciente e etc.).
Portanto, se um dia os teus desígnios me designarem uma doença, por amor de Deus (pelo teu amor, Deus!) não ma dês em Dezembro.
Ter uma doença é mau. Ter uma doença em Dezembro e ter de levar com o Natal dos Hospitais é mais do que eu poderia aguentar.
02 dezembro, 2011
I am the 1%
Recomecei a procurar quartos (eu tentei, mas descobri que sou alérgica a residências universitárias). Recomecei porque a Segurança Social deu-me uma boa notícia (faço agora parte do 1% dos privilegiados que recebem boas notícias da Segurança Social, pelo que retiro a partir de hoje o meu apoio ao movimento 99%).
Procurar quarto é, 99% das vezes, muito aborrecido. Mas, mais uma vez, há sempre um 1% para nos alegrar...
Procurar quarto é, 99% das vezes, muito aborrecido. Mas, mais uma vez, há sempre um 1% para nos alegrar...
01 dezembro, 2011
A independência está démodé / aus der Mode
No dia em que, suposta e estupidamente, se celebra o último feriado do Primeiro de Dezembro, é impossível não reflectir na parvoíce.
Alguns dados:
1- A Alemanha tem mostrado, ao longo da sua história, ser demasiado capaz, gorda e ambiciosa para se contentar com o seu espaço.
2- A União Europeia proporcionou-nos mais de 50 anos de paz e prosperidade, geradas pela interdependência. A união faz a força, etc. e tal.
3- Hoje em dia, por estes lados, já não se enviam tanques e soldados para conquistar países.
4- A independência e/ou soberania dos países está, então, salvaguardada?
Os tempos estúpidos que estamos a viver mostram-nos que talvez não seja bem assim.
Portanto, numa época em que percebemos que pouco podemos fazer para sair deste buraco, numa altura em que o nosso primeiro-ministro diz uma coisa, mas quando volta da Alemanha vem a dizer outra, numa altura em que se questiona se esta perda de soberania vale a pena à qual nos estamos a sujeitar, que feriado é que o nosso governo propõe que termine? O dia da Restauração da Independência.
Pois claro.
E, já agora, o 5 de Outubro também, que essa coisa da República é uma grande treta para muita gente de direita (para um bom exemplo do que a monarquia nos poderia reservar, tomem um calmante e visitem o 31 da Armada).
No fundo, essa parvoíce de celebrar revoluções tem de acabar, não vá o povo lembrar-se que ainda constitui a esmagadora maioria da população (we are the 99%!), e que a palavra democracia deriva do grego para "poder do povo".
Daqui a uns anos tira-se o 25 de Abril. Para já não, que isso foi só há 37 anos e ainda há muitos revolucionários vivos que podem levantar ondas.
Ah, já me esquecia... Feliz Primeiro de Dezembro (dentro dos possíveis).
Alguns dados:
1- A Alemanha tem mostrado, ao longo da sua história, ser demasiado capaz, gorda e ambiciosa para se contentar com o seu espaço.
2- A União Europeia proporcionou-nos mais de 50 anos de paz e prosperidade, geradas pela interdependência. A união faz a força, etc. e tal.
3- Hoje em dia, por estes lados, já não se enviam tanques e soldados para conquistar países.
4- A independência e/ou soberania dos países está, então, salvaguardada?
Os tempos estúpidos que estamos a viver mostram-nos que talvez não seja bem assim.
Portanto, numa época em que percebemos que pouco podemos fazer para sair deste buraco, numa altura em que o nosso primeiro-ministro diz uma coisa, mas quando volta da Alemanha vem a dizer outra, numa altura em que se questiona se esta perda de soberania vale a pena à qual nos estamos a sujeitar, que feriado é que o nosso governo propõe que termine? O dia da Restauração da Independência.
Pois claro.
E, já agora, o 5 de Outubro também, que essa coisa da República é uma grande treta para muita gente de direita (para um bom exemplo do que a monarquia nos poderia reservar, tomem um calmante e visitem o 31 da Armada).
No fundo, essa parvoíce de celebrar revoluções tem de acabar, não vá o povo lembrar-se que ainda constitui a esmagadora maioria da população (we are the 99%!), e que a palavra democracia deriva do grego para "poder do povo".
Daqui a uns anos tira-se o 25 de Abril. Para já não, que isso foi só há 37 anos e ainda há muitos revolucionários vivos que podem levantar ondas.
Ah, já me esquecia... Feliz Primeiro de Dezembro (dentro dos possíveis).
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