09 abril, 2011

Podia-me dar para pior

Tenho andado a pensar na morte, e acho que ela já me chateou mais. Às vezes vou no autocarro e penso na eventualidade de aquilo se desmanchar tudo e capotar (não tenho jeito para descrições trágicas, mas tentem imaginar um cenário dantesco com mortes à mistura e demais parafernália) e já não fico com medo de morrer. Só penso que gostava de morrer de forma rápida e o mais indolor possível.

Antes não. Punha-me a pensar na tristeza de todo o processo. Que já não ia poder ver mais as pessoas de quem gosto, nem fazer todas aquelas coisas que gostaria, e tanto mundo que ficou por conhecer, e tanto chocolate bom que ficou por provar. Não. Agora penso sobretudo que gostava que fosse rápido. Assim como assim, quem se chateia mais é quem fica cá.
Ok, isto foi mesmo muito egoísta de se escrever. Mas também penso algumas vezes nessa perspectiva, ou seja, o que seria se alguém muito próximo de mim, mais do que morrer, tivesse um acidente grave e ficasse gravemente incapacitado para toda a vida. Mais alguém tem este tipo de pensamentos idiotas aos 23 anos?

Calma, não sou nenhuma suicída, nem estou deprimida (acho eu), não precisam de me dar já o número da linha de apoio ao suicída (isto existe?). Eu gosto muito de andar por cá... A vida, apesar dos seus apesares, é muito gira. Já fui mais feliz do que sou agora, mas ainda assim considero-me uma pessoa feliz.
Acho que isto é só uma forma de perceber que amadureci mais um bocadinho. Sendo que o ponto máximo de crescimento é aquilo que os nossos avós nos dizem: "morte? oh filha, eu já vivi uma vida longa, qual medo da morte qual carapuça".

Termino este bloco inútil de texto com um pedido. É aproveitar, já que a internet é eterna e a porcaria que escrevemos fica aqui a deambular pelo web-mundo: se eu morrer, quero doar os meus órgãos a quem peecisar deles. E aquelas partes que ninguém quiser para nada (tipo o cérebro), gostava de doar à ciência. Não há nada mais divertido do que imaginar um estudante de medicina a fazer troça dos meus órgãos falecidos. Talvez haja, mas não estou a ver nada assim de momento.

3 comentários:

Cirrus disse...

Andas a pensar demais...

;)

Sara non c'e disse...

Só penso em porcaria.

Marta Costa disse...

Andas a precisar de mimo*