31 outubro, 2010

29 outubro, 2010

Jornal Público? Nunca ouvi falar

Ainda este ano, o jornalista-deputado-whatever Agostinho Branquinho, na comissão de inquérito à interferência do governo no negócio PT/TVI, demonstrou não saber bem o que era a Ongoing, e depois ainda criticou a linha editorial dos meios de comunicação portugueses por ela detidos. Passados uns meses, a Ongoing decide contratá-lo para que a ignorância (e a ousadia da crítica) não mais se repitam.

E eu queria aqui anunciar que aquele Jornal PÚBLICO, nomeadamente a secção INTERNACIONAL, quer-se dizer, não posso anunciar nada porque nem sei o que aquilo é! Mas aquilo é linha editorial que se tenha?!?!????? Uma vergonha! Está tudo dominado pelo bicho-papão!!
O meu e-mail está ali na barra à direita. Podem contactar a qualquer hora, obrigada.

25 outubro, 2010

Neste blog vai falar-se sobre Cavaco Silva (e não é mal)

Pois é, caro leitor, este blog é muito democrático e imparcial. Não gosto de Cavaco Silva, nem que ele fosse de chocolate belga (talvez se ele fosse apenas belga eu gostasse, porque aí não estava cá), mas parece que o senhor às vezes diz coisas acertadas. E eu cá estou para apontá-las.

A Revista Única, que sai com o jornal Expresso, traz, esta semana, um especial sobre o mar, e o primeiro artigo sobre o tema é a opinião de Cavaco Silva sobre Portugal e o mar. Ora, Portugal não tem petróleo. Não tem propriamente metais preciosos. É um país, digamos, pequeno (refiro-me à área terrestre, gente maldosa!). Ora, o que é que Portugal tem de sobra? Mar. Posto isto, a questão óbvia é: porque não aproveita Portugal o imenso recurso com o qual foi dotado? Porque é estúpido.

O artigo chama-se: O mar: uma prioridade nacional. E chama-se muito bem, porque o mar devia mesmo ser uma prioridade, ao invés de comboios com nome francês. E aqui eu dou o braço a torcer. Porque Cavaco pode ser uma nulidade em muitos aspectos, mas lá que tem apelado a que Portugal acorde para a questão do mar, lá isso tem.

Diz o nosso presidente que
"Portugal é hoje um dos países costeiros da União Europeia onde há menor criação de valor e emprego nos sectores ligados ao mar". E de seguida, vem a tareia: "No domínio das actividades marítimas, Portugal produz três vezes menos emprego do que a Grécia [pimba!], gera um valor que é mais de três vezes inferior ao da Bélgica [que tem uns colossais 98 km de costa, estamos a levar uma coça] e mais de seis vezes inferior ao da Dinamarca".

Digam lá se havia necessidade de levarmos esta facada no orgulho. Não havia, pois não? E o presidente remata objectivamente:
"A conclusão que se pode extrair é que um país que não sabe aproveitar os seus recursos naturais se arrisca a ver esses recursos serem explorados por terceiros, assim hipotecando o seu futuro".

Pumba. Vai buscar! Que já não bastava termos abdicado da nossa independência alimentar e andarmos a importar tudo o que é comidinha, ainda nos pomos a dormir nestas questões do mar.

O Presidente, em dia inspirado (ou isso ou foi um dos assessores que lhe escreveu este texto tão claro e directo ao assunto), avisa, e bem:
"(...) No entanto, não nos devemos iludir. Para que se possa explorar o mar com sucesso é necessário não só possuir empresas competitivas mas também ter um país atractivo para que essas indústrias - e o investimento estrangeiro que se pretende atrair - se estabeleçam e floresçam em Portugal".

E não deixa a culpa em mãos alheias:
"Ora, os factores de que depende a atractividade de um país (...) são determinados essencialmente pelo poder político central do Estado, ou seja, pela Assembleia da República e pelo Governo". É precisamente aqui que, de entre os agentes e decisores da sociedade portuguesa, o silêncio sobre este desafio se continua a fazer sentir com mais intensidade. (...) Cabe, pois, às instituições políticas decidir se querem ou não aproveitar a vantagem comparativa que o mar nos pode trazer".

'Ah e tal, sim senhor, eu escrevo um artigo acertado, mas agora que o Marcelo anunciou que eu sou candidato à presidência - chocando tudo e todos, porque ninguém estava à espera - deixa-me aproveitar o tempo de antena e malhar no centro-esquerda'. Epah, e o que é que posso dizer. Malha bem. Não consigo encontrar o artigo pela net, mas aconselho a sua leitura. E cá estou eu, humildemente, a dar razão ao Cavaco pelo menos uma vez na vida

O que era preciso agora era que estas pessoas que falam e sabem do que falam estivessem no poder. Porque se não, nada feito.
Hum, mas espera lá....

24 outubro, 2010

Jukebox



But I'm still sleepy
Or am I dreaming?

20 outubro, 2010

O quotidiano do dia a dia

Temos agora de comprar chips? Quanto custam? Ai um escândalo, este país é uma vergonha, gatunos, bandidos! Chips da empresa de um ex-assessor do governo?! E temos de pré-carregar com quanto? Como?! Então e as alternativas às SCUT? Uma vergonha, andam a brincar com o povo! Não pode ser, temos de fazer como os franceses, o povo é quem mais ordena! Precisamos de outro 25 de Abril, toca a tomar uma atitude minha gente!!!

Bem, deixa-me fazer mas é a encomenda do chip antes que tenha problemas.

Fim.

                                                                        Foto

19 outubro, 2010

Mau feitio is back

Quer-se dizer, chega um gajo de Roma, ah e tal sim senhor, tudo muito bonito e maravilhoso (ou seja, nada de surpreendente uma vez que Roma é la città più bella del mondo), lá fui eu visitar aquelas coisas todas outra vez, o que me dá sempre imenso prazer (à excepção do Coliseu, que depois de 5 ou 6 vezes começa a ser apenas banal), e não é que a capa do jornal Metro de hoje é algo como "Agora já pode pisar o mesmo solo que os corajosos gladiadores do império romano: as catacumbas do Coliseu de Roma foram abertas a visitas ao público" hoje. Hoje. NÃO PODIA TER SIDO HÁ 3 DIAS, NÃO? Fim-de-semana? Ahh, não, vamos esperar que a Sara vá embora e depois abrimos uma coisa nova, que assim ela já tem um motivo para regressar cá. Bom, pensando melhor, da próxima que for mostrar o Coliseu a alguém já tenho coisas novas para ver também, e afinal já não estou assim tão chateada. Eu sabia que este blog tinha a sua utilidade.

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Só se fala da porcaria dos chips, parece que agora, para além de terem de pagar as SCUT, aquelas que se calhar decidiram a vossa morada, aquelas que provavelmente inflacionaram o preço da vossa casa quando a compraram, diz que agora não têm só de as pagar. Não. Têm de comprar um chip e têm de o carregar com um valor mínimo, qual cartão TMN.
E os estrangeiros? Que se jodan los extranjeros que vêm cá passar um fim-de-semana, que vêm cá às compras, que alugam um carro, que contribuem para nossa economia. Que se jodan os emigrantes, Joder! Têm de se desenvencilhar, nem que só passem cá um dia. Porque isso das portagens tradicionais já não se usa. O quê: pagar a alguém para estar na portagem?? Mas com tanto desemprego que para aí anda vamos agora pagar a alguém? Pffff, que ideia terceiro-mundista, o choque tecnológico também chega à portagem, e ao bolso da pessoa que fabrica os chips. Viva Portugal!

Boa semana para vocês também.

11 outubro, 2010

A Fontana di Trevi não engana

Passados mais de dois anos e meio, vou voltar à cidade mais bonita de sempre de toda a história e de todo o mundo. Sabendo vocês que eu não deixei o Porto assim há tanto tempo, é lógico que estou a falar de Roma! Pois que aqui não há democracia: Roma é a cidade mais bonita do mundo e ponto final.
Sim, sou parcial, passei lá alguns dos melhores dias da minha vida, passava todos os dias pelo Coliseu como quem passa ali na rotunda da Areosa, passear nas ruas de Roma é tropeçar em pedaços de história, viver lá então é meraviglioso. A sério, toda a gente devia experimentar viver em Roma uma vez na vida. O tuga não há-de estranhar a confusão e a condução assassina.

E se lá forem e quiserem garantir o regresso, atirem uma moeda de costas para a Fontana di Trevi. Eu devo ter atirado umas 5 ou 6 vezes e o primeiro regresso é já daqui a umas horas. Há lendas em que vale a pena confiar (a viagem foi-me oferecida e foi uma das prendas mais bonitas da minha vida).

A presto

05 outubro, 2010

5 de Outubro - dia de se ser português e deitar abaixo

Uma leitura rápida pela blogosfera e uma pessoa fica com vontade de ir comprar anti-depressivos. Já não basta o ronhonhó diário, bi-diário, tri-diário, quantos telejornais houver, da crise e dos impostos e de como vamos todos pelo cano abaixo, ai ai ai que temos de diminuir a despesa e cortar aqui e ali, quando a discussão deveria ser: como melhorar? Como aumentar a competitividade sem demagogias de reduções salariais, como expandir o mercado e aumentar as exportações?

O mesmo se passa com o centenário da República. Ronhonhó, isto está muito mau, os nossos governantes são uma cambada de gatunos, chupistas, incompetentes, eu cá fazia muito melhor, o Jerónimo é um Estaline, um Kin Jong; o Paulo Portas é um hitler sem bigode e com dentição imaculada; o Sócrates é [abrir um qualquer jornal diário e escolher uma das críticas]; o Passos Coelho não é carne nem é peixe; o Cavaco é um yes man, não concorda mas promulga, discorda mas assina, tem dúvidas mas deixa seguir, que é proibido mas pode-se fazer; o Soares é gagá; cambada de incompetentes, se a República é isto nada há a festejar.

E eu digo está bem. Mas na realidade não está. Não estão bem os políticos que temos, não está bem o povo que temos. Se os nossos intelectuais servem para isto, para nos dizer o óbvio, então temos os políticos que merecemos. E nos quais, aliás, votamos. Se achamos que aqueles não nos servem, podemos não votar neles, podemos fazer alguma coisa, podemos apoiar quem achamos que vale a pena, temos esse direito. Isto foi uma das coisas que o 5 de Outubro de 1910 nos deu. Se acham que nada há a festejar, das duas uma: ou acham que com um chefe de Estado, que só o é porque tem 10 nomes aristocráticos, estamos melhor, ou então pegam, dizem que sim senhor isto está muito mau e apontam uma alternativa. Isso é que era, ãh? Para falar mal estamos aqui todos, inclusivamente eu. Porque não sou capaz de melhor. Também é por isso que não sou ninguém e ganho uma miséria. Se os ilustres críticos com posições privilegiadas para agir e serem ouvidos se limitam apenas a dizer: Não festejo, isto está tudo mal, então muito obrigada por me fazerem perder tempo a ler-vos.

Se calhar o problema não está no sistema. Se calhar a culpa não é da República, nem da Democracia, que vivemos actualmente e que, até ver, é o menos mau que a história já viu. Se calhar o problema é que qualquer sistema é feito por pessoas. Isso é que lixa sempre tudo.

Proponham um sistema melhor. Até lá, eu vou dizer: Viva a República!

01 outubro, 2010

O Zeinal é assessor no Casino Estoril?

Acabo de receber um comunicado com o seguinte título:


Novos qualifiers para o Main Event do “Casino Estoril Poker Open”.


Sorry, mas foi direitinho para o recycle bin...