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29 julho, 2010

Os comentadores da nossa praça II

Hoje apetece-me falar mal, depois de uma noite com apenas 3h dormidas e outras tantas a desejar uma morte lenta e dolorosa a universitários egoístas que gostam de fazer festas e vomitar de madrugada, como se uma residência universitária fosse uma casa própria. Dado que essas pessoas ainda se encontram bem de saúde, terei de canalizar o meu ódio e frustração para outro canal. E há lá maneira mais óbvia e fácil do que ir ler os comentários de uma notícia com o título Homem mata a mulher com sete facadas e entrega-se à polícia ? Se calhar há, mas de momento não estou a ver.

Resumo da notícia: Um homem mata a mulher com sete facadas nas Olaias e entrega-se à polícia.
...............
É mesmo só isto, lamento a redundância. Destaque para o fim do texto, onde diz que o motivo de tal acto não foi revelado. Ou seja, não se sabe o que levou o homem a esfaquear a mulher até à morte.


1º comentário: Se todos fizessem o que é recomendado na biblia sagrada talvez muitos não matassem os seus próprios pais e o ser humano saberia dar valor ao seu semelhante, obrigado pela compreenção.

Há coisas que nunca faltam nos comentários (58, em menos de uma hora) deste tipo de notícias: a religião e os erros ortográficos.... Não resisto a mais um:
Nada justifica a morte de outra pessoa, muito mais de forma cruel e monstruosa.Todos sabemos ( ou quase todos) que a biblia insentiva á morte, mas portugal nao tem costumes de práticas rituais. È triste que se vejam Mulheres violentadas todos os dias. Cá estão os erros, cá estão as banalidades, cá está o exemplo de um comentador que fuma cannabis e depois vai para a net fazer das suas. No entanto, consegue terminar com uma enorme verdade.

AGORA AS MULHERES TEM QUE TER 2 HOMENS DEPOIS DÁ NISTO .

Esta é outra das coisas que não pode faltar: o típico machão que deduz que uma mulher esfaqueada até à morte mereceu porque tinha um amante, um facto que só existe na cabeça do idiota. A mulher prevaricou, já sabe que está sujeita. Este alia um erro de concordância verbal com a típica escrita em Caps Lock. "É para te ler melhoooor". Enfim, um ser que apenas desperdiça oxigénio neste planeta.

A culpa é das mulheres que perderam a moral os bons costumes e a vergonha, depois da nisto.

Que mais há a dizer... resta apenas referir que este comentário está assinado com o nome "Macho Latino". Há aqui frontalidade. É pena que não haja ainda mais frontalidade...por exemplo, contra um carro em sentido contrário a 200km/h. Este comentário originou a revolta de vários comentadores, incluindo do Zeca, que diz:
Mais um C O R N U D O... Ou será P A N E L E I R O??
Um homofóbico a criticar um machista. Estou dividida.

Olaias?? ... hummmmm.... qual seria a raça?
Notícia sobre crimes que é notícia, tem de ter um comentário racista / xenófobo. Este comentário teve resposta, de um anónimo: Olaias+facadas=ciganada. Alguém que aproveite este anónimo para as brigadas de investigação.

Seja qual for a notícia, há sempre alguém que virá dizer que a culpa é do Sócrates (Sócras, Socrátes, Socas). Neste caso não temos ainda...). O mais aproximado será isto:
Por de tráz destas desgraças todas, está o estado!Teriam que autuar o estado como co-autor!Que não previne tantas desgraças repetitivas! Apesar que: após entrada em vigor da nova lei para casamentos gays, o que se vê é, aquele que outrora "machão português" desvencilhar-se das aparências dessa maneira!
Autue-se o Estado como co-autor! A culpa é do Estado porque aprovou o casamento homossexual e agora os maridos, naturalmente, matam as mulheres para se verem livres delas e assumirem o seu verdadeiro amor junto do Ricardão! Não há direito. Bandidos!!!!!!!!

Termino com o comentário da Rosa de Fátima Rodrigues Lima:
Elas merecem! E senão fosse o medo da tal "justiça" muito mais *** seriam mortas, ou lapidadas.
Uma de duas hipóteses: ou esta mulher é/foi traída e vinga-se fazendo comentários absurdos como este, ou na verdade a Rosa é um Roso, talvez o Macho Latino que comentou mais atrás. Em qualquer dos casos, eu aconselhava psiquiatria. Ou uma overdose de comprimidos. Todo o espaço é pouco neste mundo cada vez mais habitado.


Entristece-me não ter encontrado aqui o expoente máximo da banalidade: o típico comentário do "No tempo de Salazar não havia nada disto, agora nem com 50 Salazares isto lá ia". Mas acredito que até ao resto do dia alguém irá colmatar esta falha gravíssima.

Bem-vindos à essência de Portugal.

13 julho, 2010

Davide Pinheiro, esse marco do jornalismo

No sítio do costume encontraram a página do, citado no post anterior, Davide Pinheiro. Este foi o "jornalista que mandaram cobrir um festival. Ora, se eu sei que um jornalista meu acha que o La Feria é gay e tem mau gosto e só faz porcaria, será que eu devo mandá-lo fazer a crítica de um musical do La Feria? Hummmmmm deixa-me pensar um boc... Não.

Na sua página do Facebook, o Davide Pinheiro faz o seguinte comentário:


Portanto, de entre 300 fotos de pessoas que aparecem ao lado do Eddie Vedder em Ribeira d'Ilhas, Davide Pinheiro escolhe a de uma criancinha e diz que ele está "a fazer aquilo que realmente gosta". E que, já agora, se podia calar e dedicar só ao surf.

Digam-se se uma pessoa assim pode ser enviada para fazer a reportagem de um concerto. Eu digo que não, porque já se sabe à partida o que vai sair. Que é merda, ou seja, aquilo citado no meu post em baixo.

Haters gonna hate.

Boa, Diário Digital. Excelente jornalismo.

30 junho, 2010

CNN sem Larry King já não será a mesma.

Acabo de saber por uma ex-professora da faculdade, que se encontra em Washington de visita, que Após 25 anos e 40 mil entrevistas, Larry King vai sair do ar.

A minha professora conta, ainda, que esta manhã o ouviu dizer na TV:
" I never learned anything while I was talking"

Tudo dito sobre este Senhor. E mais qualquer coisa na notícia do Público.

14 junho, 2010

Os comentadores da nossa praça

Este Portugal assusta-me. Coitado, Portugal a bem dizer não tem culpa de albergar tanto labrego. Tanta gente estúpida, preconceituosa, racista e que ainda por cima gosta de o mostrar publicamente. Publicamente mas, alto lá! Tudo de forma anónima. Atrás de um teclado todos são heróis. Seja num fórum da internet, seja, como é o caso mais flagrante, a comentar notícias em jornais online.

E revolta-me. Revolta-me e assusta-me e dá-me nojo ler o que algumas pessoas que partilham comigo a nacionalidade escrevem.

Se a notícia é sobre um famoso, é porque o famoso subiu na vida por outras vias, é porque a sua vida é uma miséria, é porque devia era ajudar os pobres, ou então desejasse-lhe tudo o que há de mau, a esse malandro que tem sucesso porque trabalha.

Se a notícia é sobre os conflitos israeo-palestinianos, ai que o regime nazi devia ter acabado melhor o seu trabalho, ai que os judeus não são gente e só atormentam o mundo, ai que cambada de assassinos, pobres palestinianos, umas vítimas inofensivas. De 10 em 10 comentários lá aparece um comentário pró-israelita igualmente radical e está a tarde feita para os comentadores da nossa praça.

Se uma adolescente ou já mulher é violada, não faltam os comentários a dizer que as raparigas andam aí todas descascadas, estão à espera de quê? Claro, tem toda a lógica um pensamento destes. Mais lógica ainda partilhar tamanha estupidez com o mundo.

Por norma, seja qual for o assunto, desde que este envolva alguma desgraça ou dividas ou seja o que for, está lá sempre um saudosista a dizer com toda a sua sapiência que "no tempo de Salazar não havia nada disto". De facto, se há coisa que o tempo de Salazar tinha de bom era o facto de não haver nada. Se vivêssemos ainda no tempo de Salazar, decerto que a esmagadora maioria da população e destes comentadores parolos não ia ter dinheiro para comprar computador nem ia conseguir sustentar a conta da internet. Realmente, o tempo de Salazar teria as suas vantagens.

Hoje fui ler com mais atenção o assalto sofrido por dois jornalistas portugueses e um espanhol em Magaliesburg. E, meus caros, a verborreia comentarista é assustadora.

Convido-vos a ler: Homem armados assaltam jornalistas portugueses no hotel


gustobastos
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E já agora... não concordo com o título da notícia: "homens armados"... HOMENS???? Chamam homens a essas coisas??


Fernando Marques
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Correram com os brancos ....Foi esta liberdade que os mandelas quiseram ????Foi para melhor ???Dantes ainda dividiam alguma riquesa, agora dividem miséria e violência. A Esquerda Internacional assim o quis. Pobre povo, mais miserável ... mas mais iludido com a falsa "liberdade".Esta falsa Palavra dá jeito a muita gente, que com ela se governa ... e o POVO ???


Brás
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Para quem viveu aí ao lado em Moçambique e sabe como a África do Sul era "before Mandela's"... nessa altura garanto-vos que a segurança existia...na época em que a África do sul se podia dar ao luxo de fazer caricas de garrafa em ouro. (...)


Impartial
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(...) FIFA, O MUNDO ESTA CHOCADO POR ESCOLHER AFRICA, infelizmente!!!



E eu fico chocada por ler tiradas destas. Não tenho piores porque entretanto denunciei alguns comentários antes de fazer o post. É por estas e por outras que não, não quero ver putos da primária a desfilar vestidos de mocidade portuguesa.

Portugal assusta-me.

06 maio, 2010

Estudos dizem que pessoas chamadas Sara têm mais probabilidade de sofrer de verborreia

Acham que o título deste post é falso? pfffffffffffffffff....

Por acaso é.
Em minha defesa tenho a dizer: muitos dos estudos que se lêem na imprensa também são. São falsos não porque tenham sido inventados, mas porque dão como certa uma conclusão atingida através de experiências ridículas, ou, admito, notícias mal feitas. Acabo de ler mais um "estudo". Uuuuhhhhh, um "estudo", coisa séria o "estudo" feito por estudiosos... Ora vejamos:

Jovens de Lisboa e Porto são os mais gastadores na noite
Estudo revela que os noctívagos portuenses e de Aveiro são os que têm mais dinheiro

À partida a conclusão é já de si incrível, dado o aglomerado de ganapada que vive nestas duas grandes cidades e dada também a oferta noctívaga disponível, maior do que nos outros sítios. De certeza que esta era a principal conclusão do estudo, ou foi isto que o jornalista achou que seria o mais interessante e novo?!
O primeiro pensamento é de felicidade, por se ter gasto tempo e dinheiro num estudo de tamanha utilidade. O segundo é que talvez ele tenha sido só mal apresentado pelo senhor jornalista Jesus Zing:

Os jovens de Lisboa e do Porto são os que mais gastam na noite, segundo um estudo da cultura recreativa como instrumento de prevenção feito em dez cidades portuguesas pelo Instituto Europeu para o Estudo dos Factores de Risco em Crianças e Adolescente.
Os jovens de Lisboa com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, com uma média de 25,9 euros, e os do Porto, com 14,55 euros são os que mais gastam na noite, durante os fins-de-semana (...)
O estudo foi realizado em dez cidades portuguesas - Lisboa, Porto, Aveiro, Coimbra, Viana do Castelo, Viseu, Odivelas, Funchal, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo - em 2007, abrangendo um universo de 150 indivíduos em cada uma das cidades.

150 indivíduos??? Perderam a cabeça, estes esbanjadores. 150 indivíduos inquiridos numa noite do Porto se calhar não enchem o Piolho, E depois tudo depende do sítio onde as pessoas foram entrevistadas. Eu por exemplo consigo adivinhar quanto dinheiro tem para gastar um gajo que frequente a zona do Piolho, outro que pare nas Galerias de Paris e o punk esfarrapado que está em frente ao 77. Mas... 150 indivíduos no universo de gente que sai à noite em sítios como Porto, Lisboa ou Coimbra?! Pronto, tá bem...

Coimbra é a terceira cidade onde os jovens gastam mais dinheiro durante o fim-de-semana, na noite, com uma média de 14,32 euros, logo seguida de Aveiro (12,23), Viana do Castelo (10,98) e Viseu (9,23).

São, no entanto, os jovens do Porto e de Aveiro os que têm mais poder de compra, segundo o estudo: à pergunta quanto dinheiro tens por ano?, os do Porto responderam que possuem 21467,12 euros, logo seguidos dos de Aveiro, com 7896,12 euros. A grande distância situam-se os de Coimbra, com 4590,89 euros, seguidos dos de Viseu, com 3841,15, e Viana do Castelo, com 3529,84. Em último lugar estão os de Lisboa, com apenas 1331,88 euros.


A ver se eu entendo: Um jovem de Lisboa tem 26€ para gastar (ah, seu doido! Eu agora moro em Lisboa, onde estão os meus 26 eróis?) "no fim-de-semana, na noite". Isto é o quê? duas noites? é capaz, fica ao critério de quem ler. Mas descansem amigos portuenses, pois nós possuímos nada mais nada menos do que 21467,12 euros!!!!!!! iupii!!!!!!!!! Afinal já não somos uma das regiões mais pobres da Europa, é no norte que está o dinheirinho! Vou-me já mudar de novo para o Porto quando acabar este post!!
E quanto têm por ano os lisboetas, aqueles trastes com 26€ pra gastar "num fim-de-semana, na noite"?.....
1331,88 euros. Pffffffffffffff labregos! Pobretanas! No Porto um jovem tem 16 VEZES MAIS dinheiro que vocês! Isto é que é qualidade de vida! Aliás, os salários no Porto são conhecidos por serem consideravelmente maiores do que em Lisboa, e ainda por cima aqui sair à noite é para aí umas 16 vezes mais barato do que sair na capital. Isso ou os jovens em Lisboa não trabalham e vivem de mesada, daí a discrepância de valores. Malandros!! 
Isso ou os 150 portuenses que disseram ter 21467,12€:
1-Eram traficantes de droga;
2-Estavam muito bêbados.


Outro pequeno cálculo: com 1331,88€, o jovem Lisboeta que tem 25,9€ para sair à noite só sai 51 vezes por ano. Coitado... Já se sabe, em Lisboa trabalha-se muito, ganha-se pouco e nem tempo há para sair.
Já o jovem portuense, com 21467,12€, a 14,55€ a noite sai... ora vejamos... 1475 vezes!!!! Isto é que é sair!!! Nos 365 dias do ano os jovens portuenses saem 4 vezes por cada noite!!! Obviamente que de dia não há força para trabalhar, aqueles 21467€ vêm todos de subsídios e reformas por invalidez, pagos, claro, pelos lisboetas. Por isso é que eles têm 16 vezes menos dinheiro que nós. Um drama social, é o que é. Mas...


Os lisboetas e os conimbricences são os que passam mais horas nos bares ou discotecas por noite (6,42 horas e 6,28 horas, respectivamente), longe das 5,94 horas dos frequentadores da noite de Viana do Castelo e das 5,87 horas dos jovens do Porto. (...)
Lisboa e Aveiro são as localidades onde os jovens passam por mais bares (ou discotecas) na noite durante o fim-de-semana. Na capital do país os jovens entre os 16 e os 10 anos inquiridos no estudo frequentam por noite, em média, 3,8 bares e em Aveiro 3.01 bares. Segue-se Coimbra, com 2,64 bares, e Viana do Castelo com 2,53 bares. Só depois aparece o Porto (2,45) e Viseu (2,33 bares).
A maioria dos frequentadores da noite nas dez cidades portuguesas abrangidas pelo estudo são estudantes, com uma idade média de 21 anos, e os de Viana do Castelo são os que saíram mais vezes à noite no espaço de uma mês - 7,88 vezes. No Porto saíram 7,02 vezes e em Lisboa 3,15 vezes. 

Afinal parece que não. Os jovens lisboetas afinal são os que mais horas passam na noite e ainda por cima são os que frequentam mais bares! Ah, e ainda são os que saem mais vezes!!! Como é possível, com tão pouco dinheiro e tão poucos dias de saídas? E afinal os jovens do Porto, com aquele pequeno euro-milhões, saem menos tempo, menos vezes e vão a menos bares?! Ah, claro, que cá no Porto bebe-se rápido e portanto gasta-se tudo no mesmo bar. É o milagre da multiplicação.
A explicação está na idade da amostra dos inquiridos lisboetas: "dos 16 aos 10" anos. Assim percebe-se tudo.

Fico sem saber se o estudo é (absolutamente) ridículo ou se foi a notícia que foi (muito) mal redigida. No entanto, não me cabe a mim ir procurar o estudo e saber. Querem dar a notícia, dêem-na em condições. Se apresentar um texto destes é trabalho jornalístico, nunca mais direi em voz alta que quero ser jornalista.

22 abril, 2010

Eyjafjallajokull

Antes do fenómeno do vulcão islandês, quem visse este título seria levado a pensar que eu tinha deixado cair a cabeça no teclado e aquele era o resultado. Eu tenho a sorte de só ter de escrever o nome do dito cujo, mas e os jornalistas televisivos que são obrigados a dizer aquele palavrão?

O resultado foi muito bem compilado em vídeo e pode ser visto aqui:

http://www.huffingtonpost.com/2010/04/20/the-ultimate-iceland-volc_n_545010.html :-)

19 abril, 2010

Segredo de justiça e liberdade de imprensa - debate

"vão estar em debate no Chapitô, na próxima quarta-feira às 22 horas. O debate contará com a presença de Francisca Van Dunen, Procuradora Geral Distrital de Lisboa, de António Cluny, magistrado do Ministério Público no Tribunal de Contas, José António Barreiros, Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados e Alfredo Maia, Presidente do Sindicato dos Jornalistas. O debate Segredo de Justiça e Liberdade de Imprensa é um debate organizado pelo Sindicato dos Jornalistas e o Chapitô e realiza-se no dia 21 de Abril às 22 horas, no Chapitô, Rua da Costa do Castelo 1, 1100 Lisboa."

por António Figueira via Albergue Espanhol.

12 abril, 2010

Jornadas da Comunicação no ISCSP

O Núcleo de Ciências da Comunicação do ISCSP tem o prazer de apresentar, e eu terei o prazer de assistir:


Com especial destaque para a tarde de terça-feira, "A liberdade de imprensa em Portugal", com intervenientes bastante interessantes.

Viva Lisboa e seus mil eventos :-)

24 março, 2010

Time Out Porto

É isso caros conterrâneos e demais pessoas, o Porto vai ter, já em Abril, a sua primeira Time Out! Apesar de a nossa edição ser só mensal (para saber mais sobre isto ler pf a notícia do JPN, Time Out Porto vai para as bancas em Abril), é um prémio merecido para uma cidade cuja actividade cultural fervilha, mexe e remexe cada vez mais :) toca a esgotar a primeira edição (12 mil exemplares, não custa nada), oupa!!

 foto achada na página Time Out Porto do Facebook

04 março, 2010

Jumentos nas chefias dos media: um desfecho previsível.

Para quem ainda não sabe (se é que tal é possível), um resumo da última novela da blogosfera que alguém decidiu começar num jornal.

Ora cá vai:

Um jornal publica uma delação, com uma mentira à mistura.
O bufo? Um ex-assessor de Paulo Portas e blogger no 31 da Armada, que agora também parece que é editor de um jornal. (Temos portanto assessoria, política e jornalismo, tudo misturado. Não é de estranhar que tenha dado no que deu).
A resposta da vítima do capricho de Paulo Mascarenhas pode ser lida aqui. Num blog. Onde tudo deveria ter sido tratado desde o início.

É que a vítima deste acto cobarde cometeu um erro crasso: ser simpatizante de um partido que não aquele com que Paulo Mascarenhas, o bufo, simpatiza. O autor do blog O Jumento participou no blog Simplex, um blog pro-Partido Socialista.
Infelizmente o bufo já é recorrente neste tipo de intolerâncias e demonstrou mais uma vez ter certos problemas com pessoas que têm uma simpatia política diferente da dele. Para quem costumava acompanhar o blog dos Gato Fedorento, o nome desse Paulo Mascarenhas poderá soar vagamente conhecido.Os posts sobre o bufo até foram dos últimos lá feitos e por isso é só abrir o link para saber mais sobre a sua conduta habitual.

Bem, antes o bufo fazia um post no 31 da Armada e pronto, caso resolvido. Mas agora o bufo é editor de um jornal. Não contente com o seu eterno anonimato em praça pública e, qual menino mimado com um brinquedo grande e caro, usa o jornal para publicar uma "notícia", violando a privacidade de um cidadão que por acaso tem um blog. Agora já sabemos quem é o autor d'O Jumento!! Ena!! Portugal acordou diferente na segunda-feira e deve-o ao jornal i! Obrigada jornal i! Obrigada senhor bufo!

Como uma tentativa (mal conseguida, coitado) de responder às inúmeras indignações que circulam pela blogosfera contra o seu acto cobarde, Paulo Mascarenhas fez hoje, passados dois dias sobre a publicação da "notícia", um post no 31 da Armada. 
E como começa o bufo o seu texto?

"Não queria tocar no assunto aqui, porque não misturo as notícias que assino com este blogue (...)"


....

..

É engraçado ver que o bufo continua fiel ao seu estilo, mantendo como imagem de marca a falsidade e a falta de vergonha na cara.

Tantos jornalistas - jornalistas a sério - a quererem trabalhar, e são estas pessoas que têm a oportunidade de estar num jornal e brincar às reportagens.
O mundo é injusto...

03 março, 2010

Vão denegrir o raio que vos parta.

O jornalismo deste país endoideceu.

Não o jornalismo. É mais pessoas que anseiam por protagonismo. Que, fartas de ver o seu nome apenas nos créditos da direcção dos media, nos bastidores das notícias, ou apenas o seu nome escrito a pequenino antes ou depois de uma notícia (ou ainda em posts de blogs) querem agora aparecer no título, ser a notícia.

Quando o jornalista (??) não tem juízo, o jornalismo é que paga.

A democracia, infelizmente, também.

19 fevereiro, 2010

Oh Felícia, que eu até gostava de ti

Se eu ouvi bem na sessão de Comissão Parlamentar de Ética de hoje, Felícia Cabrita congratula-se pela associação do jornal Sol a accionistas angolanos, porque assim o Sol deixa de sofrer com a asfixia governamental, que havia retirado patrocínios ao jornal. Nas suas palavras, "São empresários angolanos que, felizmente, nos libertaram do peso que era a intenção, que havia por parte do Partido Socialista, de liquidar financeiramente o nosso jornal"

Viva!! O Sol agora é independente!!! Iupiiii!!!!!

Mas… o Sol não é aquele jornal que censura polémicas que envolvam empresários angolanos na sua edição Angolana, retirando até páginas da edição original?

Hum…

Errr...

Pois.

O Crime? O Diabo?

Afinal é o Sol. Muda o nome só. Parece que este é o jornalismo de referência da actualidade...
Tive uma ideia original: vou criar uma petição, fazer umas t-shirts brancas com a imagem estampada do NYTimes e convocar uma manifestação à porta da ERC ou assim.... Ah! E depois divulgo o nome dos blogues que não aderiram, claro. Brilhante, ãh?

11 fevereiro, 2010

Ladrão que rouba ladrão...

Eu tirei jornalismo, mas acho muito ridículo que a imprensa eleve bem alto a Constituição para exigir liberdade de imprensa (sim senhor, deve faze-lo), quando ao mesmo tempo pisa a lei diariamente ao desrespeitar segredos de justiça e outros que tais.
É tipo eu roubar num supermercado porque a minha família tem fome e depois me roubarem a mim. Alguém me dá credibilidade se eu apresentar queixa na polícia?

E já agora, vivemos um clima de censura política em Portugal. Voltamos ao tempo de Salazar. E sendo assim, acho que não posso dizer que O SÓCRATES TEM TIQUES DE DITADORZINHO; A MANUELA FERREIRA LEITE É UM MONO; ESTAMOS ENTREGUES À BIXARADA; ALGUÉM QUE VENDA O LUGAR PARA PRIMEIRO-MINISTRO NO E-BAY PORQUE COM ESTES POLÍTICOS NÃO SE ADIVINHA NADA DE BOM.
Que pena que não posso dizer isto por causa da censura... Acho revoltante.

Se acho que a imprensa é livre? Não totalmente. Já falei disso aqui, do poder económico e da concentração, mais de 300 vezes.
Se posso comparar a situação actual com um brejeiro "voltamos à ditadura"? Poder posso, mas não sou sensacionalista e além disso conheço um bocadinho de história.

07 fevereiro, 2010

Hilter, esse perigoso naiz

Parece que uma das notícias do dia do site do Jornal de Notícias, destacada na página principal, é a de que um tal de Hilter comia mal e tinha mau hálito.
Ora, isto explica muita coisa. De momento não estou a ver bem o quê, mas aposto que se foi uma tese de doutoramento na área de estomatologia, deve interessar a toda a população, porque aborda os problemas de saúde oral de um indivíduo que já morreu há uns míseros 65 anos.

Creio haver aqui interesse histórico nesta matéria:
Por exemplo, a verdade é que esse tal de Hilter cheirava tão mal da boca que, para ninguém notar, se calhar achou que precisava de alargar o espaço à sua volta, o que pode explicar a sua vontade de conquistar países.
Além disso, já diz o ditado, em tempo de guerra não se limpam dentes, pelo que o senhor Hilter conseguiu criar imensas guerras e milhares de soldados ficaram obrigatoriamente solidários com ele e os seus problemas de mau cheiro bocal, já que não podiam cuidar da higiene.

 

Para quem quiser saber mais sobre este tema tão interessante, pode ir ver aqui: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1489011 .

Vou lavar os dentes.

02 fevereiro, 2010

Ainda o ambiente de 'Crespação'

Questão central desta embrulhada: perceber se a conversa entre Sócrates e Nuno Santos teve lugar, bem como os comentários seguintes. Alguém quer um primeiro-ministro que quer "solucionar" jornalistas incómodos para ele?!
Mais: Alguém quer um primeiro-ministro tão burro que tece comentários anti-constitucionais em voz alta?

Falta muito para 2013?

01 fevereiro, 2010

1+1 =2?

O Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução». O jornalista contou ao SOL que vai deixar de colaborar com o diário.


Obviamente que isto é grave. Há demasiado fumo, tem de haver fogo. Não gosto de Mário Crespo, não concordo com a sua visão tendenciosa das coisas, embora Mário Crespo saiba, pelo menos, opinar nos espaços a isso dedicados, e não enquanto apresenta um programa de informação, como uns e outras.

José Leite Pereira ou é fanático, ou foi pressionado/fez um jeitinho em troca de algo, ou temeu meter o seu jornal ao barulho contra gente tão poderosa, que poderia mover 1001 processos por difamação. 
Além disso, como provar que aquela conversa teve lugar? Parece-me que esta é a questão essencial, pois o artigo de crespo baseia-se num diz que disse.
É que parece-me ridículo censurar um artigo de opinião de um opinion maker com tanto acesso à comunicação social... Mas parabéns se houve algum inteligente que achou que isto era a melhor maneira de encobrir o caso, pois só conseguiu atrair mais atenções para ele.


Custa-me ser repetitiva, mas casos como este acontecem e acontecerão uma e outra vez, com mais mediatismo ou mais secretismo enquanto os media forem cada vez mais dependentes e, portanto, susceptíveis a pressões.



Para terminar, uma passagem da Constituição da República Portuguesa:


1- É garantida a liberdade de imprensa.
2- A liberdade de imprensa implica: a) A liberdade de expressão e criação dos jornalistas e colaboradores, bem como a intervenção dos primeiros na orientação editorial dos respectivos órgãos de comunicação social, salvo quando tiverem natureza doutrinária ou confessional;
(…)
4- O Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico, impondo o princípio da especialidade das empresas titulares de órgãos de informação geral, tratando-as e apoiando-as de forma não discriminatória e impedindo a sua concentração, designadamente através de participações múltiplas ou cruzadas.

28 janeiro, 2010

Diz que está fresquinho

É, parece que está frescote.
Como é que eu sei disto, questionam vocês? Lamento, mas não revelo as minhas fontes privilegiadas. Digamos que tenho os meus contactos… ou isso, ou fui obrigada a subir no elevador com aquela pessoa que não é nem amiga nem completamente desconhecida, pelo que falar do tempo é sempre a eterna escapatória.
E que tal eu estar viva e, como tal, simplesmente sentir que está frio?

Pronto, eu revelo. Na verdade soube pelos telejornais. Dizem eles que está frio… uuhhhh… brrrrrrrr… notícias sobre o frio…


Então, lá vai a jornalista para a rua, fazer a reportagem da sua vida:

-“Então, está frio? Tem frio?”

-Sim, não, é, ai que frio, mas hoje está um belo dia, pelo menos este frio não é húmido, ai que ainda por cima este frio é húmido, ai tenho muito frio e ainda por cima tenho reumatismo e (…)


Ainda há pouco tempo tivemos as reportagens todas do frio, vezes sem conta, iguais a todos os anos, que pensei que agora estávamos a salvo e seriamos poupados até às próximas notícias sobre chuvas/ seca/ primavera/ muito calor/. Compreendo que sejamos talvez o único país onde um telejornal dura muitas vezes hora e meia e que, portanto, seja preciso enche-lo a todo o custo. Havia a Gripe A, o Cê Érre 7/9, a estreia de uma série sobre vampiros, enfim, ao lado disto de facto falar do tempo acaba por ser melhor.

A reportagem termina com as sábias palavras de um idoso, depois de a jornalista lhe perguntar se tem frio:

  -"Nesta altura é sempre frio"...


Só uma pessoa com muita experiência de vida conseguia responder a tão sábia questão.


20 janeiro, 2010

Jornalices

Duas pequenas notas sobre duas pequenas notícias que saíram sobre jornalismo.

Hoje fica a primeira, quando me lembrar outra vez que tenho um blog venho cá deixar a segunda.


The New York Times tenciona cobrar conteúdos online 

"O diário The New York Times está a preparar um modelo de cobrança de notícias do seu site".

 Penso que não é mau de todo. Não, não tenho pais ricos nem fui ao BES. Podendo, gosto muito de ler notícias e reportagens à borla, como, arrisco, vocês também.

Também sei que a Internet é um fenómeno que se construiu à base da gratuitidade: pagamos a mensalidade aos senhores da internet e temos uma janela para o mundo, para música e cinema grátis, para jornais grátis, para telefone grátis, para jogos grátis, enfim, acho que já se percebeu a ideia e esta frase está a ficar repetitiva.

Só que isto do jornalismo tem que se lhe diga. Fazer o download de um CD não é a mesma coisa que comprar um disco e pô-lo numa boa aparelhagem, enquanto se folheia o booklet a ler as letras, pois não? E isto dos downloads teve consequências, nomeadamente concertos bem mais acros do que aquilo que eram. Certo?

Falar através do skype é giro, mas um telefone é um telefone, caramba. Funciona sempre, não vai abaixo, não deixo de ouvir a pessoa só porque o pc bloqueou ou a net está lenta.

É verdade, a qualidade paga-se, e arrisco dizer que, com o jornalismo, a coisa não anda muito longe desta realidade. Podia-se dissertar aqui em vários parágrafos os prós e o contras de um jornalismo online pago. Estou certa de que à primeira vista só se vêem  desvantagens. É por isso que gostava de mandar o meu bitaite e dizer que um jornalismo pago pelas pessoas pode ser um jornalismo livre de condicionalismos provnientes de poderes políticos e/ou económicos. Se o orçamento de um jornal provém maioritariamente das vendas aos seus leitores, se calhar o dono da empresa xpto já não consegue impôr censura. Sim, a palavra é censura, somos todos muito democráticos mas a censura não existe só nas Coreias do Norte, nas Eritreias e ou nos Irãos (Irães? Irões? adiante.), nesses países ela tem apenas a cara destapada.

Facilmente se argumenta que "ah e tal, mas aí os condicionalismos mantêm-se na mesma, passam apenas para as mãos dos consumidores, o jornal vai atrás do que as pessoas querem ler porque dependem do dinheiro delas". É verdade. Infelizmente os jornais ainda não vivem do ar e, apesar de o jornalismo ser uma coisa muito idílica, não deixa de ser um negócio. Só que isso já acontece hoje. Os jornais precisam de público, senão o senhor empresário fecha a espelunca e manda toda a gente para o olho da rua. Assim largávamos alguns condicionalismos. É inegável que a imprensa seria mais livre, menos sujeita a filtros, se calhar sabíamos mais sobre casos como Freeports e afins, sem tanta contrainformação a baralhar o público. Se calhar saberíamos ilegalidades sobre muitas das empresas que detêm meios de comunicação social. Já imaginaram uma Itália onde a esmagadora maioria dos media com mais audiências não pertencem a Berlusconi? Exacto, se calhar ele não tinha sido reeleito. 

 

Resumindo e concluíndo, pagar pelo NY Times pode não ser mau. A qualidade e a independência, por contraditório que isto possa parecer, paga-se.

A comunicação social tem vindo a definhar e é preciso arranjar soluções para travar este processo. Não sei se é esta. Não sei se passa por um imposto igual àquele que já pagamos pela porcaria da televisão. Como de costume, eu não sei nada, apenas bitaito.
 

13 janeiro, 2010

Não podia ter nascido uma década mais cedo?

O título do artigo é: A geração que está agora com 16-25 anos estará perdida? 

 Eu podia apostar que não. Que isto é uma daquelas constatações do tipo inquérito sazonal ao comerciante:
-Então, diga aqui para a reportagem que tal estão as vendas este ano?
-Ui, muito mal, não se vende nada, o ano passado ainda se vendia qualquer coisinha, mas este ano é o pior de sempre, o que vai ser de mim, ai comprem senão eu morro, ARGHHHHHHH!!!!!!!.



Ou seja, as gerações mais velhas olham sempre para as gerações mais novas como um bocado miseráveis, perdidas no sentido de serem muito piores e não terem valores. Não creio que a minha geração esteja perdida segundo esta definição, mas sim perdida no sentido de desorientados. E desesperançados, também.
Falo na primeira pessoa do plural mas gostaria de excluir da minha linha de pensamento os estudantes de farmácia, medicina e engenharia, bem como os meninos que já têm emprego garantido antes de terem o canudo.


Dito isto, deixo o artigo falar por mim, porque me serve como uma luva. Se calhar a culpa foi minha. Já me tinham avisado que jornalismo não tinha saídas profissionais. Mas eu sou teimosa e achei que comigo ia ser diferente, que eu ia estudar para ser boa e alguém havia de pegar em mim. E de facto há quem queira pegar em mim, em nós... não quer é pagar por isso. E quando quer (confesso que ainda não encontrei nenhum que quisesse senão tinha-me agarrado), é mal e porcamente, a recibos verdes, sem direitos nenhuns, que já muito fazem eles em dar-nos a honra de ter um trabalho que não seja num call center ou num supermercado. 
Yupiii, já passei pelos dois!!!!
...


"Com a recessão, por ser tão difícil encontrar emprego e segurá-lo, uma geração inteira está desesperançada. Se o país não responder, toda ela se perderá, avisam os autores desse estudo encomendado pela organização não governamental Prince"s Trust.

...É a geração mais escolarizada de sempre. No ano lectivo 2007-2008, estavam inscritos no ensino superior 377 mil alunos - mais 20 por cento do que em 1995-1996. No final, as universidades mandaram para o mercado mais de 83 mil diplomados - mais 16 por cento do que no ano anterior. Apesar disto, "as gerações anteriores entraram mais facilmente no mercado de trabalho", avalia Carlos Gonçalves, que tem estudado a empregabilidade dos universitários. Agora demora mais. E quem fura, amiúde, fá-lo através de contratos a termo certo ou de recibos verdes. 
O exemplo típico é o do licenciado no call center.

Nem só os universitários vivem a calamidade. Os menos qualificados também - todos os dias, empresas a falir, fábricas a fechar portas. A transição do mundo juvenil para o mundo adulto alterou-se. Os jovens deixam-se estar em casa dos pais. Adiam compromissos - como comprar casa ou constituir família, precisa Virgínia Ferreira. Por toda a parte se vê desejar um trabalho precário. Não aquele em vez de outro: aquele porque não há outro. "À minha volta está tudo deprimido por não ter expectativas e por ter de conviver com um emprego insatisfatório", desabafa Sara Gamito, do movimento Precários Inflexíveis. "Ficam com os pés e as mãos atados e vão perdendo o alento."


Queria agora dedicar uma frase a todos aqueles que diariamente exploram recém-licenciados pagando-lhes nada pelo seu trabalho:


"Sem salário, há um recuo ligado até à dignidade."