Estou a ouvir Bon Iver, tenho de acordar daqui a 6 horas para ir trabalhar, mas há algo que me apoquenta mais do que estas duas coisas juntas (já de si altamente deprimentes):
Para o ano vou-me fartar de ouvir a magnífica expressão moura "dois mil e treuze". E não há nada a fazer. Vai ser um ano inteiro disto. Já estou a ver a minha passagem de ano estragadinha:
-Então feliz doismiletreuze!
-...
Não vejo aqui nada para celebrar. Até porque para o ano planeio continuar a viver em Lisboa e a visitar Cascais com frequência (área da mouraria onde a concentração de pessoas que dizem dois mil e treuze é ameaçadora), ou seja, vou ouvir muito disto. Não só na rua, mas também nos telejornais - esses locais sem sotaque, mas onde se diz "encarnado" e "dois mil e treuze" sem qualquer problema, embora trocar v's por b's seja motivo de chacota.
Mas há boas notícias. Depois de 2013 posso descansar 4 anos.
A ameaça regressa em 2018. Dois mil e dezÓito, como se diz por cá. Mas uma chatice de cada vez. Até porque em 2018 a minha geração está toda em Angola e Moçambique. Como é que se pronunciará 2018 por lá?
O melhor é ir reflectir sobre este tema para a cama.
Um deserto de ideias, mantido por um cérebro composto apenas por alguns grãos de areia.
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboazíces. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboazíces. Mostrar todas as mensagens
24 agosto, 2012
29 março, 2012
Off she goes, parte 1029382910
Então parece que é desta.
Ainda há dois meses tomei a grande decisão de ficar pobre mas ter um quarto só pra mim em pleno centro de Lisboa, e já me vou mudar outra vez. Depois de ter partilhado casa com duas na Ajuda, de me ter mudado para uma residência universitária de 80 na Cruz Quebrada, ter mudado para outra residência de 13 em Picoas e ter dividido casa com outra Sara no Campo Pequeno, agora vou sozinha para a Estefânia.
Ando há dois anos e meio de tralhas às costas contrariada, e a sonhar com isto. Chegou o momento.
Na mesma altura em que o meu namorado se vai mudar sozinho para um T2, eu preferi arranjar o meu canto e vou morar, pela primeira vez, sozinha. Vou chegar a casa, largar tudo onde me apetece, ligar a música, cantar como uma croma do Ídolos, pôr uma aparelhagem na casa-de-banho, pensar alto, jantar nestum e deixar a loiça por lavar até ao dia seguinte. Vou poder receber quem eu quiser à hora que eu quiser. Vou poder usar tudo, não vou ter nada dividido, como até agora. Não me vou poder queixar que a outra não limpa. Não sou contra a sujidade, atenção, sou apenas contra a sujidade dos outros. Sou tão filha única...
Agora as coisas más: não vou entregar a dissertação de mestrado no prazo estipulado. Vou 'comprar' mais um ano de sofrimento, mais um ano de nuvem na cabeça. Se não entregar este ano, assumo finalmente que isto das teses não é comigo. Eu sempre soube que não era, mas parece que é a condição para terminar um mestrado. Que gente picuinhas... Mas vale a pena o sacrifício, porque quando tiver o diploma vou passar a receber mais e a arranjar trabalho facilmente em Portugal! Oh, wait.....
Então parece que é desta. A miss aversa à mudança vai-se mudar outra vez. Espero não chegar ao prédio e descobrir que o vizinho de cima faz cultos satânicos ou que há um infantário no apartamento ao lado. O preço da minha independência foi demasiado barato para os padrões chulos de Lisboa... Vou descobrir já este domingo.
Acho que estou a ficar velha e aborrecida. Mas, caramba, vou ser uma velha aborrecida bué independente. :)
Ainda há dois meses tomei a grande decisão de ficar pobre mas ter um quarto só pra mim em pleno centro de Lisboa, e já me vou mudar outra vez. Depois de ter partilhado casa com duas na Ajuda, de me ter mudado para uma residência universitária de 80 na Cruz Quebrada, ter mudado para outra residência de 13 em Picoas e ter dividido casa com outra Sara no Campo Pequeno, agora vou sozinha para a Estefânia.
Ando há dois anos e meio de tralhas às costas contrariada, e a sonhar com isto. Chegou o momento.
Na mesma altura em que o meu namorado se vai mudar sozinho para um T2, eu preferi arranjar o meu canto e vou morar, pela primeira vez, sozinha. Vou chegar a casa, largar tudo onde me apetece, ligar a música, cantar como uma croma do Ídolos, pôr uma aparelhagem na casa-de-banho, pensar alto, jantar nestum e deixar a loiça por lavar até ao dia seguinte. Vou poder receber quem eu quiser à hora que eu quiser. Vou poder usar tudo, não vou ter nada dividido, como até agora. Não me vou poder queixar que a outra não limpa. Não sou contra a sujidade, atenção, sou apenas contra a sujidade dos outros. Sou tão filha única...
Agora as coisas más: não vou entregar a dissertação de mestrado no prazo estipulado. Vou 'comprar' mais um ano de sofrimento, mais um ano de nuvem na cabeça. Se não entregar este ano, assumo finalmente que isto das teses não é comigo. Eu sempre soube que não era, mas parece que é a condição para terminar um mestrado. Que gente picuinhas... Mas vale a pena o sacrifício, porque quando tiver o diploma vou passar a receber mais e a arranjar trabalho facilmente em Portugal! Oh, wait.....
Então parece que é desta. A miss aversa à mudança vai-se mudar outra vez. Espero não chegar ao prédio e descobrir que o vizinho de cima faz cultos satânicos ou que há um infantário no apartamento ao lado. O preço da minha independência foi demasiado barato para os padrões chulos de Lisboa... Vou descobrir já este domingo.
Acho que estou a ficar velha e aborrecida. Mas, caramba, vou ser uma velha aborrecida bué independente. :)
31 janeiro, 2012
Somos todos muito bons, ou a vida de 'refugiada'
A TVI fez uma reportagem muito gira, que passará ao lado de muita gente que está farta do tema cliché Lisboa-Porto, quem é o melhor, quem é que é mais hospitaleiro, quem é que trabalha mais, quem é que tem pior sotaque, quem é que tem mais luz.
Mas uma reportagem como esta pode dizer muito a quem deixou a sua cidade, os seus amigos e a sua família e começou uma nova vida 300Km mais a sul, porque as oportunidades escasseiam em casa. Soube-me muito bem ver isto, reviver o que senti quando cá cheguei (ó raça de gente queque, pouco frontal e antipática), e o que ainda vivo diariamente, quando cometo o erro de dizer coisas como "carapins", "à minha beira" ou "são duas menos um quarto".
A verdade é que tenho cada vez mais colegas nortenhos por cá, o que é um péssimo sinal dos tempos.
Querem outra verdade? É claro que não somos assim tão diferentes. Estamos a falar de 300Km de distância dentro de um mesmo país, e que até é um dos mais antigos do mundo. Não estamos a comparar o Porto com Kinshasa.
Mas entre as diferenças que existem, prefiro as minhas gentes, a minha cidade. E a resposta é mais ou menos óbvia precisamente por isso. A minha cidade é a minha cidade, ela está em mim, eu partilho mais características com aqueles que foram criados comigo do que com aqueles criados a 300Km. Eureka!
Obviamente que isto fica neste blogue. Se me perguntarem, direi sempre que Lisboa é uma porcaria, que as pessoas não têm nada a ver comigo e que sou uma refugiada infeliz, cuja parte preferida em Lisboa é a placa que diz "Porto".
Ah, sim. A dita reportagem:
http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html?mul_id=13564599
Mas uma reportagem como esta pode dizer muito a quem deixou a sua cidade, os seus amigos e a sua família e começou uma nova vida 300Km mais a sul, porque as oportunidades escasseiam em casa. Soube-me muito bem ver isto, reviver o que senti quando cá cheguei (ó raça de gente queque, pouco frontal e antipática), e o que ainda vivo diariamente, quando cometo o erro de dizer coisas como "carapins", "à minha beira" ou "são duas menos um quarto".
A verdade é que tenho cada vez mais colegas nortenhos por cá, o que é um péssimo sinal dos tempos.
Querem outra verdade? É claro que não somos assim tão diferentes. Estamos a falar de 300Km de distância dentro de um mesmo país, e que até é um dos mais antigos do mundo. Não estamos a comparar o Porto com Kinshasa.
Mas entre as diferenças que existem, prefiro as minhas gentes, a minha cidade. E a resposta é mais ou menos óbvia precisamente por isso. A minha cidade é a minha cidade, ela está em mim, eu partilho mais características com aqueles que foram criados comigo do que com aqueles criados a 300Km. Eureka!
Obviamente que isto fica neste blogue. Se me perguntarem, direi sempre que Lisboa é uma porcaria, que as pessoas não têm nada a ver comigo e que sou uma refugiada infeliz, cuja parte preferida em Lisboa é a placa que diz "Porto".
Ah, sim. A dita reportagem:
http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html?mul_id=13564599
Etiquetas:
A TV afinal tem coisas giras,
Lisboazíces,
Porto
30 janeiro, 2012
Assinas mas é o c...
Ao contrário do que o título possa indicar (e todo este blogue, de uma forma geral), hoje venho aqui postar coisas boas. E não vou resmungar sobre nadinha. Prometo!
Então aqui vai:
Depois de 7 ou 8 empresas de trabalho temporário,
depois de ano e meio a falsos recibos verdes,
e no pior ano de sempre da história, seja porque o mundo vai acabar, seja porque estamos a regredir em direitos sociais e Portugal é lixo e os mercados estão com uma depressãogananciosa nervosa e o desemprego está em alta e etc,
assinei hoje o meu primeiro contrato de trabalho a sério. Vou descontar para a reforma pela primeira vez na vida. (Sim, eu sei que quando for velha já não existem reformas, mas deixem-me mais a minha felicidade, ok?). E vou ter seguro de saúde. Quantas pessoas em Portugal, com 24 anos de idade, podem dizer que têm:
1- um trabalho na área em que estudaram (sobretudo quando a área é Letras)
2- um contrato de trabalho
3- um seguro de saúde?
Epah, até estou nervosa. Mas sobre que vou eu refilar agora? Com isto de ter contrato de trabalho perdi imenso material para resmungar. Enfim, nada é perfeito.
Ah, assim para acabar com mais uma boa notícia, decidi finalmente dizer ARRIVEDERCI à residência universitária. Afinal, sou uma gaja de 24 anos com um contrato de trabalho. Mereço ter um quarto só para mim e não dividir uma casa-de-banho com mais 13 miúdas. Mudo-me na 5ª feira, para uma casa junto à Av. 5 de Outubro, onde mora mais uma Sara. Vamos ver se aquele t2 não é demasiado pequeno para duas Saras (contando que ela não seja tão insuportável quanto eu, tudo correrá pelo melhor, e teremos todos os dias diálogos interessantíssimos, como: "Olá Sara!", "Olá Sara").
Gostei muito do primeiro mês de 2012. Se os Maias tiverem razão e o mundo acabar em Dezembro deste ano, acabo em grande.
Então aqui vai:
Depois de 7 ou 8 empresas de trabalho temporário,
depois de ano e meio a falsos recibos verdes,
e no pior ano de sempre da história, seja porque o mundo vai acabar, seja porque estamos a regredir em direitos sociais e Portugal é lixo e os mercados estão com uma depressão
assinei hoje o meu primeiro contrato de trabalho a sério. Vou descontar para a reforma pela primeira vez na vida. (Sim, eu sei que quando for velha já não existem reformas, mas deixem-me mais a minha felicidade, ok?). E vou ter seguro de saúde. Quantas pessoas em Portugal, com 24 anos de idade, podem dizer que têm:
1- um trabalho na área em que estudaram (sobretudo quando a área é Letras)
2- um contrato de trabalho
3- um seguro de saúde?
Epah, até estou nervosa. Mas sobre que vou eu refilar agora? Com isto de ter contrato de trabalho perdi imenso material para resmungar. Enfim, nada é perfeito.
Ah, assim para acabar com mais uma boa notícia, decidi finalmente dizer ARRIVEDERCI à residência universitária. Afinal, sou uma gaja de 24 anos com um contrato de trabalho. Mereço ter um quarto só para mim e não dividir uma casa-de-banho com mais 13 miúdas. Mudo-me na 5ª feira, para uma casa junto à Av. 5 de Outubro, onde mora mais uma Sara. Vamos ver se aquele t2 não é demasiado pequeno para duas Saras (contando que ela não seja tão insuportável quanto eu, tudo correrá pelo melhor, e teremos todos os dias diálogos interessantíssimos, como: "Olá Sara!", "Olá Sara").
Gostei muito do primeiro mês de 2012. Se os Maias tiverem razão e o mundo acabar em Dezembro deste ano, acabo em grande.
Etiquetas:
Arrivederci,
Coisas do mundo laboral,
Lisboazíces
02 dezembro, 2011
I am the 1%
Recomecei a procurar quartos (eu tentei, mas descobri que sou alérgica a residências universitárias). Recomecei porque a Segurança Social deu-me uma boa notícia (faço agora parte do 1% dos privilegiados que recebem boas notícias da Segurança Social, pelo que retiro a partir de hoje o meu apoio ao movimento 99%).
Procurar quarto é, 99% das vezes, muito aborrecido. Mas, mais uma vez, há sempre um 1% para nos alegrar...
Procurar quarto é, 99% das vezes, muito aborrecido. Mas, mais uma vez, há sempre um 1% para nos alegrar...
25 novembro, 2011
Greve à companhia
Padeço do extremo oposto da solidão: estou sempre acompanhada.
Nunca tenho um único momento para mim. Eu, filha única de uma mãe divorciada que trabalhava de manhã à noite, nunca me importei com uma casa sozinha. Pelo contrário, sempre apreciei muito esse espaço (porque o contrabalançava com uma vida social normal, equilibrada). Ter de estar, desde há dois anos, 24 horas sobre 24 horas acompanhada por várias pessoas diferentes, até no meu quarto, é como estar numa prisão. E numa privação de silêncio. Desgasta-me. Molda-me. Vivo contrariada e isto há-de deixar alguma marca (acho que já deixou). Já nem este espaço é anónimo, já nem aqui estou sozinha, até na blogosfera tenho de medir assuntos e palavras.
Acho que a total ausência de solidão não aflige tanto (ênfase no tanto) quanto a própria solidão. Afinal de contas, somos bichos sociais.
Uns mais do que outros.
Faz este mês dois anos desde que me mudei para Lisboa.
Nunca tenho um único momento para mim. Eu, filha única de uma mãe divorciada que trabalhava de manhã à noite, nunca me importei com uma casa sozinha. Pelo contrário, sempre apreciei muito esse espaço (porque o contrabalançava com uma vida social normal, equilibrada). Ter de estar, desde há dois anos, 24 horas sobre 24 horas acompanhada por várias pessoas diferentes, até no meu quarto, é como estar numa prisão. E numa privação de silêncio. Desgasta-me. Molda-me. Vivo contrariada e isto há-de deixar alguma marca (acho que já deixou). Já nem este espaço é anónimo, já nem aqui estou sozinha, até na blogosfera tenho de medir assuntos e palavras.
Acho que a total ausência de solidão não aflige tanto (ênfase no tanto) quanto a própria solidão. Afinal de contas, somos bichos sociais.
Uns mais do que outros.
Faz este mês dois anos desde que me mudei para Lisboa.
01 novembro, 2011
shiny respectful people
Dois meses de residência nova já me dão a segurança suficiente para poder escrever aqui coisas bonitas sem me arrepender no dia seguinte.
Afinal há mais gente como eu. Gente que não gosta de viver numa pocilga, que não rouba comida aos outros e que não faz barulho de madrugada porque sabe que vai incomodar as outras pessoas. É uma cena brutal, isto de contactar com garotada que respeita e gosta de ser respeitada. Posso até dizer que, nesta casa de 13 raparigas, eu sou uma rebelde, pois nem sempre arrumo a minha louça e desafiei as regras ao querer usar o secador na casa de banho a horas impróprias da manhã para fazer barulho (9h!).
Passei do 80 para o 8, mas com tanta gente numa casa só o 8 funciona. Depois de ano e meio de uma experiência horrível, de viver no caos, nesta residência posso quase dizer que sou feliz. Só não digo que sou mesmo feliz porque tenho de partilhar o quarto e porque há formigas em todo o lado. E porque também só há uma banheira para 13 gajas, o que me impede de demorar os meus 45 minutos na casa de banho. Que saudades.
Note-se que isto tem contribuído para que eu tenha deixado de verbalizar tantas vezes a minha frase predilecta "odeio pessoas". Agora uso-a mais no metro, ou para comentar as notícias diárias do mundo da política e da economia portuguesas.
(Tinha de terminar o posto com uma referência a cair para o negativismo. Não quero que se pense que estou a afrouxar, aqui a demonstrar simpatia pelas minhas colegas de casa e a falar em civismo e felicidade).
Afinal há mais gente como eu. Gente que não gosta de viver numa pocilga, que não rouba comida aos outros e que não faz barulho de madrugada porque sabe que vai incomodar as outras pessoas. É uma cena brutal, isto de contactar com garotada que respeita e gosta de ser respeitada. Posso até dizer que, nesta casa de 13 raparigas, eu sou uma rebelde, pois nem sempre arrumo a minha louça e desafiei as regras ao querer usar o secador na casa de banho a horas impróprias da manhã para fazer barulho (9h!).
Passei do 80 para o 8, mas com tanta gente numa casa só o 8 funciona. Depois de ano e meio de uma experiência horrível, de viver no caos, nesta residência posso quase dizer que sou feliz. Só não digo que sou mesmo feliz porque tenho de partilhar o quarto e porque há formigas em todo o lado. E porque também só há uma banheira para 13 gajas, o que me impede de demorar os meus 45 minutos na casa de banho. Que saudades.
Note-se que isto tem contribuído para que eu tenha deixado de verbalizar tantas vezes a minha frase predilecta "odeio pessoas". Agora uso-a mais no metro, ou para comentar as notícias diárias do mundo da política e da economia portuguesas.
(Tinha de terminar o posto com uma referência a cair para o negativismo. Não quero que se pense que estou a afrouxar, aqui a demonstrar simpatia pelas minhas colegas de casa e a falar em civismo e felicidade).
Etiquetas:
Lisboazíces,
pessoas,
voltei à escola
22 outubro, 2011
02 setembro, 2011
Déjà Vu
Segunda noite na nova residência e já encontrei uma barata. Posso mudar de localização, mas há coisas que nunca mudam numa boa residência universitária.
Entretanto contei à responsável que tinha encontrado uma nova amiguinha e ela disse que este Agosto se esqueceu de mandar fazer a desinfestação. Agora só para o ano.
Estou muito mais tranquila.
Entretanto contei à responsável que tinha encontrado uma nova amiguinha e ela disse que este Agosto se esqueceu de mandar fazer a desinfestação. Agora só para o ano.
Estou muito mais tranquila.
31 agosto, 2011
Picoense de gema
Faz hoje exactamente um mês sobre o dia em que eu pensei que os tormentos da residência universitária iam terminar.
Uma breve visita aos SASUTL, no início de Agosto, fez-me mudar de ideia. Garantiram-me que tinham a residência universitária ideal para mim, longe do pandemónio que é a FMH. Além disso, fica a 10 minutos a pé do meu trabalho. E lá vou eu, de armas e bagagens, mudar-me para uma nova residência, bem mais pequena. Um apartamento para 13 raparigas (com uma só casa de banho com banheira - medo), quartos a dividir, apertadinho que dói, mas mais sossegado, garantiram-me. Vou inaugurá-lo exactamente hoje.
Estou há menos de dois anos em Lisboa. É a sexta vez que ando com as tralhas às costas. Ah! E é a 1ª vez na vida que vou deixar de ser suburbana. Vamos ver quanto tempo aguento.
Olá Picoas!
Uma breve visita aos SASUTL, no início de Agosto, fez-me mudar de ideia. Garantiram-me que tinham a residência universitária ideal para mim, longe do pandemónio que é a FMH. Além disso, fica a 10 minutos a pé do meu trabalho. E lá vou eu, de armas e bagagens, mudar-me para uma nova residência, bem mais pequena. Um apartamento para 13 raparigas (com uma só casa de banho com banheira - medo), quartos a dividir, apertadinho que dói, mas mais sossegado, garantiram-me. Vou inaugurá-lo exactamente hoje.
Estou há menos de dois anos em Lisboa. É a sexta vez que ando com as tralhas às costas. Ah! E é a 1ª vez na vida que vou deixar de ser suburbana. Vamos ver quanto tempo aguento.
Olá Picoas!
13 junho, 2011
Tour Santos 2011
Comecei a minha tour Santos 2011. Não que alguma vez tenha feito alguma do género. E não interessa se são só dois santos e duas paragens. Achei que denominar a coisa desta maneira me dava algum prestígio.
Pela primeira vez fui ao Santo António. É giro, sim senhor. Há bailaricos a cada 100 metros, há música pimba, há bifanas e sardinhas (para os vegetarianos há manjerico), há cerveja, muita cerveja, sangria e tudo o mais de líquidos que possam imaginar.
E o que é que não há?
Casas-de-banho.
Dado que as marcas de cerveja combatem entre si para ver quem é a cara oficial do evento, não haver casas de banho é uma tragédia. Os restaurantes e cafés vendem tudo cá fora e não deixam ninguém ir esvaziar a bexiga. Há outros que dizem que "a casa-de-banho está avariada, é só para clientes". Nada mais legítimo. O que não é bonito é eu querer comprar qualquer coisa para ir à casa-de-banho e ainda assim não me quererem deixar. Isto é tortura, devia ter chamado a polícia.
Perguntei-me se seria a primeira vez que a cidade festejava os Santos Populares, porque um erro destes é de principiante. Disseram-me que não, que isto é coisa secular. Pronto, então o pessoal é só badalhoco. Eu sei, eu sei, sou uma esquisita que não gosta de se passear na rua sobre o mijo do pessoal que se alivia em praça pública.
A tour começou ontem e acaba dia 23, no São João. Acho que vou saltar o São Pedro. Entretanto vou a Bruxelas, ver se também há lá alguma festa religiosa. O ponto alto do meu ano é este: fazer a mala, ler o guia da cidade estrangeira que me preparo para conhecer, limpar as fotos da viagem passada que ainda estão na máquina fotográfica e rezar para que o tempo lá passe devagar.
Podia passar grande parte da vida a viajar... Mas o teimoso do euromilhões não me cai no bolso. Se bem que eu também não jogo...
P.S.: Aquilo de ir a Bruxelas a uma festa religiosa era a chamada ironia. Vou ter de começar a colocar estas chamadas de atenção, porque quase nunca ninguém percebe que estou a ser irónica / sarcástica. Mas que raio, onde anda o vosso humor, conterrâneos?
Pela primeira vez fui ao Santo António. É giro, sim senhor. Há bailaricos a cada 100 metros, há música pimba, há bifanas e sardinhas (para os vegetarianos há manjerico), há cerveja, muita cerveja, sangria e tudo o mais de líquidos que possam imaginar.
E o que é que não há?
Casas-de-banho.
Dado que as marcas de cerveja combatem entre si para ver quem é a cara oficial do evento, não haver casas de banho é uma tragédia. Os restaurantes e cafés vendem tudo cá fora e não deixam ninguém ir esvaziar a bexiga. Há outros que dizem que "a casa-de-banho está avariada, é só para clientes". Nada mais legítimo. O que não é bonito é eu querer comprar qualquer coisa para ir à casa-de-banho e ainda assim não me quererem deixar. Isto é tortura, devia ter chamado a polícia.
Perguntei-me se seria a primeira vez que a cidade festejava os Santos Populares, porque um erro destes é de principiante. Disseram-me que não, que isto é coisa secular. Pronto, então o pessoal é só badalhoco. Eu sei, eu sei, sou uma esquisita que não gosta de se passear na rua sobre o mijo do pessoal que se alivia em praça pública.
A tour começou ontem e acaba dia 23, no São João. Acho que vou saltar o São Pedro. Entretanto vou a Bruxelas, ver se também há lá alguma festa religiosa. O ponto alto do meu ano é este: fazer a mala, ler o guia da cidade estrangeira que me preparo para conhecer, limpar as fotos da viagem passada que ainda estão na máquina fotográfica e rezar para que o tempo lá passe devagar.
Berlim - 2009
Podia passar grande parte da vida a viajar... Mas o teimoso do euromilhões não me cai no bolso. Se bem que eu também não jogo...
P.S.: Aquilo de ir a Bruxelas a uma festa religiosa era a chamada ironia. Vou ter de começar a colocar estas chamadas de atenção, porque quase nunca ninguém percebe que estou a ser irónica / sarcástica. Mas que raio, onde anda o vosso humor, conterrâneos?
Etiquetas:
Arrivederci,
eu reclamo de carago,
Lisboazíces,
Mundo
16 maio, 2011
Continuando a minha luta contra a ignorância
Hoje fui pela primeira vez na minha vida ao Oceanário.
Note-se que estamos a meio de 2011. E eu tenho quase 24 anos.
Pelo menos já ganhei à minha avó, que tem 84 e nunca veio.
Mas ela já não vem a Lisboa para aí desde o tempo em que não havia TV a cores.
E eu vivo cá há ano e meio.
p.s.: As lontras marinhas são mil vezes mais fofas do que o Nemo!
Note-se que estamos a meio de 2011. E eu tenho quase 24 anos.
Pelo menos já ganhei à minha avó, que tem 84 e nunca veio.
Mas ela já não vem a Lisboa para aí desde o tempo em que não havia TV a cores.
E eu vivo cá há ano e meio.
p.s.: As lontras marinhas são mil vezes mais fofas do que o Nemo!
14 maio, 2011
Perspectivas II
Na mesma semana (esta), finalmente conheci 3 espaços culturais da capital: Cinemateca, Teatro do Bairro e Culturgest. Tudo com cinema. Ah, e acho que foi a primeira vez que fui ao Indie Lisboa.
Tudo isto depois de ano e meio a morar em Lisboa.
O que dá uma boa perspectiva do quão interessante tem sido a minha vida nos últimos... deixa ver... ano e meio.
Tudo isto depois de ano e meio a morar em Lisboa.
O que dá uma boa perspectiva do quão interessante tem sido a minha vida nos últimos... deixa ver... ano e meio.
Perspectivas I
Na mesma semana (esta), finalmente conheci 3 espaços culturais da capital: Cinemateca, Teatro do Bairro e Culturgest. Tudo com cinema. Ah, e acho que foi a primeira vez que fui ao Indie Lisboa.
Boa Sara, muito bem, que culta e essas coisas assim! Continua no bom caminho!
Boa Sara, muito bem, que culta e essas coisas assim! Continua no bom caminho!
03 janeiro, 2011
Como descobrir uma fraude
Sexta-feira deu-me a larica e fui comprar um pãozinho à confeitaria Nortenha, bem no centro de Algés. Cheguei à senhora da caixa para fazer o pré-pagamento e pedi "um pão, por favor".
-Que pão?
-Err... um pão... normal?
-Mas que tipo de pão? Centeio? Mistura? lksjndçjna?
-Um pão normal, sei lá... um molete!
-Um quê?!?
-...
Estava desmascarada a fraude. Uma confeitaria Nortenha e não sabem o que é um molete?!? Que ultraje! Tive de pedir "uma carcaça". E isto é contra os meus princípios. É como pedir "uma imperial", e de seguida "uma bica", e depois apertar "os atacadores dos ténis".
Ainda por cima o raio do molete, um simples molete, custou-me 25 cêntimos. Bandidos! Acho que não fiquei cliente...
-Que pão?
-Err... um pão... normal?
-Mas que tipo de pão? Centeio? Mistura? lksjndçjna?
-Um pão normal, sei lá... um molete!
-Um quê?!?
-...
Estava desmascarada a fraude. Uma confeitaria Nortenha e não sabem o que é um molete?!? Que ultraje! Tive de pedir "uma carcaça". E isto é contra os meus princípios. É como pedir "uma imperial", e de seguida "uma bica", e depois apertar "os atacadores dos ténis".
Ainda por cima o raio do molete, um simples molete, custou-me 25 cêntimos. Bandidos! Acho que não fiquei cliente...
19 novembro, 2010
Anita na residência universitária amaldiçoada
Dividir um quarto com mais duas pessoas.
Ter uma mini gaveta no frigorífico para guardar tudo.
Ter 1/4 de uma gavetinha do congelador para armazenar comida.
Cozinha suja. Ralo da banca sempre cheio de comida.
Iogurtes que desaparecem.
Leite que é aberto de manhã e que até à noite se vai esvaziando (ainda que eu esteja fora o dia todo).
De Verão há baratas, grilos no lavatório, 500 insectos junto das luzes.
Todas as horas são boas para fazer barulho.
Ter de ir às 22h00 pedir aos moradores do quarto de cima para não me fazerem sentir como se estivesse numa pista de dança e baixarem a p*** da música (que é sempre má, quem gosta de exibir o que ouve tem sempre um gosto musical terrível, isto é científico e eu devia fazer uma tese de mestrado nisto).
Ter de ir muitas vezes quase à uma da manhã pedir para não andarem aos gritos nem estarem em amena cavaqueira por baixo da minha janela.
Ser vista com certeza como uma nojentinha e antipática por gostar de silêncio.
Ter o rótulo mas não tirar nenhum proveito porque a música continua e os gritos repetem-se e entre o barulho e as baratas eu não sei o que prefiro.
Só haver funcionário na residência das 09h00 às 17h00.
Esperar muitas vezes pelo senhor até às 9h15 e às vezes até 9h30 mas nunca o conseguir apanhar - deve ter o relógio na hora antiga.
Partilhar casa-de-banho todos os dias com dezenas de gajas.
Perceber que os Erasmus brasileiros têm direito a residência e alimentação incluída e haver bolseiros de acção social a ficar de fora porque as residências estão cheias.
Lembrar-me que quando fui de Erasmus tive de me desenrascar sozinha.
Concluir que as pessoas com quem me dou melhor aqui são brasileiros e que daqui a 3 meses se vão embora para sempre.
Rezar para que a próxima ocupante do meu quarto seja sossegadinha e limpinha.
Não saber de antemão que vai haver uma festa na residência (e não poder pedir asilo amoroso em casa do namorado por uma noite) e ter de gramar até de madrugada com música alta e gajas a vomitar na casa de banho (que é mesmo ao lado do meu quarto).
Durante essas horas em claro, pensar que antes das 8h tenho de acordar para ir trabalhar e que à noite ainda tenho aulas de mestrado para assistir e que depois tenho de vir para casa fazer o jantar e que os trabalhos que tenho para fazer ficam mais uma vez adiados por falta de tempo.
Saber que é uma péssima ideia juntar uma pessoa que odeia pessoas a um meio onde existem pessoas demais.
Pensar que isto é a melhor opção que se tem quando se ganha 480€ a recibos verdes a desempenhar a função de jornalista.
Relembrar que, pelas contas do Sócrates, como ganho quase 500€ já sou praticamente classe média.
Concluir que, em Portugal, a classe média tem de viver nestas condições. E que para o ano ainda vai viver pior.
Odiar praticamente todas as situações descritas em cima e ao mesmo tempo estar a rezar para que saiam os resultados da bolsa e me contemplem, para que eu possa continuar a ficar aqui.
Ter uma mini gaveta no frigorífico para guardar tudo.
Ter 1/4 de uma gavetinha do congelador para armazenar comida.
Cozinha suja. Ralo da banca sempre cheio de comida.
Iogurtes que desaparecem.
Leite que é aberto de manhã e que até à noite se vai esvaziando (ainda que eu esteja fora o dia todo).
De Verão há baratas, grilos no lavatório, 500 insectos junto das luzes.
Todas as horas são boas para fazer barulho.
Ter de ir às 22h00 pedir aos moradores do quarto de cima para não me fazerem sentir como se estivesse numa pista de dança e baixarem a p*** da música (que é sempre má, quem gosta de exibir o que ouve tem sempre um gosto musical terrível, isto é científico e eu devia fazer uma tese de mestrado nisto).
Ter de ir muitas vezes quase à uma da manhã pedir para não andarem aos gritos nem estarem em amena cavaqueira por baixo da minha janela.
Ser vista com certeza como uma nojentinha e antipática por gostar de silêncio.
Ter o rótulo mas não tirar nenhum proveito porque a música continua e os gritos repetem-se e entre o barulho e as baratas eu não sei o que prefiro.
Só haver funcionário na residência das 09h00 às 17h00.
Esperar muitas vezes pelo senhor até às 9h15 e às vezes até 9h30 mas nunca o conseguir apanhar - deve ter o relógio na hora antiga.
Partilhar casa-de-banho todos os dias com dezenas de gajas.
Perceber que os Erasmus brasileiros têm direito a residência e alimentação incluída e haver bolseiros de acção social a ficar de fora porque as residências estão cheias.
Lembrar-me que quando fui de Erasmus tive de me desenrascar sozinha.
Concluir que as pessoas com quem me dou melhor aqui são brasileiros e que daqui a 3 meses se vão embora para sempre.
Rezar para que a próxima ocupante do meu quarto seja sossegadinha e limpinha.
Não saber de antemão que vai haver uma festa na residência (e não poder pedir asilo amoroso em casa do namorado por uma noite) e ter de gramar até de madrugada com música alta e gajas a vomitar na casa de banho (que é mesmo ao lado do meu quarto).
Durante essas horas em claro, pensar que antes das 8h tenho de acordar para ir trabalhar e que à noite ainda tenho aulas de mestrado para assistir e que depois tenho de vir para casa fazer o jantar e que os trabalhos que tenho para fazer ficam mais uma vez adiados por falta de tempo.
Saber que é uma péssima ideia juntar uma pessoa que odeia pessoas a um meio onde existem pessoas demais.
Pensar que isto é a melhor opção que se tem quando se ganha 480€ a recibos verdes a desempenhar a função de jornalista.
Relembrar que, pelas contas do Sócrates, como ganho quase 500€ já sou praticamente classe média.
Concluir que, em Portugal, a classe média tem de viver nestas condições. E que para o ano ainda vai viver pior.
Odiar praticamente todas as situações descritas em cima e ao mesmo tempo estar a rezar para que saiam os resultados da bolsa e me contemplem, para que eu possa continuar a ficar aqui.
Etiquetas:
eu reclamo de carago,
Lisboazíces,
ódios,
pessoas
27 julho, 2010
Adeus estágio. Olá entidade empregadora!
Parece que aquele estágio que consegui há quase 3 meses se transformou num "queremos contratar-te". Durante cerca de meio ano vai ser um "contratar-te" sem contrato a sério, porque vou ficar a recibos verdes. Ah, e vou ganhar só mais 5€ do que o salário mínimo, mas porra que faço aquilo que gosto. E gosto mesmo. Passo o dia a saber de tudo (bom, quase tudo, somos só 3!) aquilo que se passa no panorama cultural de Lisboa e Porto (com Lisboa à cabeça, mas desde a minha chegada que o Porto tem estado mais presente :) ). Sei de quase tudo o que é concerto a acontecer, sei de tudo o que é ciclo de cinema, sei das exposições que inauguram, às vezes tenho bilhetes para o teatro e para a semana vou ver O Caso Farewell à borla. Tenho autonomia, ninguém me diz "escreve assim, não escrevas assado", ajudam-me quando tenho dúvidas, dão-me liberdade.
Mal dou pelo tempo passar. Nunca pensei que 8h de trabalho pudessem passar tão rápido! E tenho nespressos à mão de semear :) estou feliz. Pelo menos durante mais um ano. Porque quando acabar o mestrado acaba-se a residência universitária, vou ter de pagar renda de casa, e espero nessa altura já não ter os recibos verdes, porque deixarei de estar isenta e o resultado seria que ia estar a trabalhar quase a troco de comida (e sem poder abusar muito...). É claro que não deixo de pensar quando vou no autocarro e ouço as mulheres da limpeza discutirem se ganham 7€ ou 7,50€ à hora (limpos, pois claro, que os descontos são só para os tansos). E nada contra as empregadas de limpeza (só aquela partezinha dos descontos), que são bem precisas e fazem um trabalho nada nada agradável.
Mas recuo aos tempos da escola primária, em que o meu pai chegava da reunião todo babado porque o meu professor lhe tinha dito "a sua filha vai longe". De facto fui 300km para mais longe, mas não passa muito daí. Daqui a um ano acabo um mestrado e estou a ganhar o salário mínimo? É coisinha pra me fazer reflectir. Mas não agora. Agora estou feliz.
Mal dou pelo tempo passar. Nunca pensei que 8h de trabalho pudessem passar tão rápido! E tenho nespressos à mão de semear :) estou feliz. Pelo menos durante mais um ano. Porque quando acabar o mestrado acaba-se a residência universitária, vou ter de pagar renda de casa, e espero nessa altura já não ter os recibos verdes, porque deixarei de estar isenta e o resultado seria que ia estar a trabalhar quase a troco de comida (e sem poder abusar muito...). É claro que não deixo de pensar quando vou no autocarro e ouço as mulheres da limpeza discutirem se ganham 7€ ou 7,50€ à hora (limpos, pois claro, que os descontos são só para os tansos). E nada contra as empregadas de limpeza (só aquela partezinha dos descontos), que são bem precisas e fazem um trabalho nada nada agradável.
Mas recuo aos tempos da escola primária, em que o meu pai chegava da reunião todo babado porque o meu professor lhe tinha dito "a sua filha vai longe". De facto fui 300km para mais longe, mas não passa muito daí. Daqui a um ano acabo um mestrado e estou a ganhar o salário mínimo? É coisinha pra me fazer reflectir. Mas não agora. Agora estou feliz.
Etiquetas:
Arrivederci,
Coisas do mundo laboral,
Lisboazíces
12 junho, 2010
nerds anónimos
Olá, eu sou a Sara e sou a única pessoa em Lisboa, na casa dos 20 anos, que hoje não vai para os Santos.
Obviamente que para falhar a festa do ano desta cidade (a seguir à vitória do Benfica), ainda por cima quando é o primeiro ano em que habito na capital, a troca deve-se a um motivo extremamente interessante. Já se sabe que, a trocar, tem sempre que ser por algo melhor!
Vou ficar a fazer um trabalho sobre Direito.
Mais especificamente sobre Direito marítimo.
......
Boa festança às pessoas normais que hoje se vão divertir e que têm uma vida!
P.S.: Parabéns mãezinha querida <3
Obviamente que para falhar a festa do ano desta cidade (a seguir à vitória do Benfica), ainda por cima quando é o primeiro ano em que habito na capital, a troca deve-se a um motivo extremamente interessante. Já se sabe que, a trocar, tem sempre que ser por algo melhor!
Vou ficar a fazer um trabalho sobre Direito.
Mais especificamente sobre Direito marítimo.
......
Boa festança às pessoas normais que hoje se vão divertir e que têm uma vida!
P.S.: Parabéns mãezinha querida <3
14 abril, 2010
A-da-Gorda, o regresso
Eu tenho um problema na minha nova vida em Lisboa. Ou melhor: por enquanto ainda não se tornou um problema, mas sim uma espécie de oásis no meio do terminal de Algés.
Então é assim: as minhas aulas acabam às 22h. Até casa tenho de apanhar dois autocarros, sendo que o primeiro me deixa em Algés. Em média tenho de esperar sempre 20 minutos pelo 2º autocarro... de noite...sozinha na estação... ao frio... com fome... desejando um abrigo qualquer que me proteja de todas aquelas desgraça...
Ora...
O que é que está precisa e unicamente aberto àquela hora e naquele sítio?
Um McDonald's.
Estão reunidas todas as condições para que eu lá vá 3 vezes por semana, que é o número de dias em que tenho aulas... Mais dias houvesse e eu já estava internada com 30 tromboses.
Compreendam... junta-se a fome com a vontade de comer! Ou seja, o sofrimento da espera naquelas condições terríveis, a efectiva fome de quem às 22:20h da noite ainda não jantou e que a última coisa que lhe apetece fazer é chegar a casa e cozinhar, e... a vontade de mamar aquele cheeseburguer tão gostoso. E as batatas. E o ketchup, claro. Tudo por 2€... como resistir?!???
Enfim, é este o meu drama.
Um horror para a minha saúde e para o meu rabo.
Um prazer para as minhas papilas gustativas. E para a carteira.
Tentarei ser mais forte de futuro e resistir! Senão... foi bom conhecer-vos. Raios, eu nem vos conheço, nem isso atingi nesta curta vida!
Até sempre (ou até ao dia em que vou ter um AVC).
Sara.
Então é assim: as minhas aulas acabam às 22h. Até casa tenho de apanhar dois autocarros, sendo que o primeiro me deixa em Algés. Em média tenho de esperar sempre 20 minutos pelo 2º autocarro... de noite...sozinha na estação... ao frio... com fome... desejando um abrigo qualquer que me proteja de todas aquelas desgraça...
Ora...
O que é que está precisa e unicamente aberto àquela hora e naquele sítio?
Um McDonald's.
Estão reunidas todas as condições para que eu lá vá 3 vezes por semana, que é o número de dias em que tenho aulas... Mais dias houvesse e eu já estava internada com 30 tromboses.
Compreendam... junta-se a fome com a vontade de comer! Ou seja, o sofrimento da espera naquelas condições terríveis, a efectiva fome de quem às 22:20h da noite ainda não jantou e que a última coisa que lhe apetece fazer é chegar a casa e cozinhar, e... a vontade de mamar aquele cheeseburguer tão gostoso. E as batatas. E o ketchup, claro. Tudo por 2€... como resistir?!???
Enfim, é este o meu drama.
Um horror para a minha saúde e para o meu rabo.
Um prazer para as minhas papilas gustativas. E para a carteira.
Tentarei ser mais forte de futuro e resistir! Senão... foi bom conhecer-vos. Raios, eu nem vos conheço, nem isso atingi nesta curta vida!
Até sempre (ou até ao dia em que vou ter um AVC).
Sara.
07 abril, 2010
Wall People em Lisboa
" Wallpeople é um projecto cultural internacional que convida as pessoas a criar e recriar, a divertir-se, a ser parte dum momento num espaço urbano determinado, com a intenção de se tornarem parte de uma obra de rua única, irrepetível e feita por todos.
Nesta edição, o objectivo é criar o maior mural fotográfico de Barcelona, Madrid, Cidade do México, Buenos Aires, Nicósia, Lisboa, Roma, Valência e Budapeste.
Com a colaboração de todos, criaremos o maior mural fotográfico possível: uma parede transformada num museu improvisado ao ar livre, onde toda a gente poderá expor e observar as fotografias dos outros.
Profissionais ou amadores, todas as pessoas com vontade de criar e recriar-se estão convidadas.
O resultado: uma peça conjunta, urbana e única que só se poderá desfrutar em directo, durante um tempo determinado.
QUANDO: 10 de Abril às 17:00 h
ONDE: Largo do Teatro São Carlos
COMO CHEGAR: Metro Baixa-Chiado
Empresa: Wallpeople
Local: Largo de São Carlos"
Nesta edição, o objectivo é criar o maior mural fotográfico de Barcelona, Madrid, Cidade do México, Buenos Aires, Nicósia, Lisboa, Roma, Valência e Budapeste.
Com a colaboração de todos, criaremos o maior mural fotográfico possível: uma parede transformada num museu improvisado ao ar livre, onde toda a gente poderá expor e observar as fotografias dos outros.
Profissionais ou amadores, todas as pessoas com vontade de criar e recriar-se estão convidadas.
O resultado: uma peça conjunta, urbana e única que só se poderá desfrutar em directo, durante um tempo determinado.
QUANDO: 10 de Abril às 17:00 h
ONDE: Largo do Teatro São Carlos
COMO CHEGAR: Metro Baixa-Chiado
Empresa: Wallpeople
Local: Largo de São Carlos"
Subscrever:
Mensagens (Atom)


