29 março, 2011

O governo quê? A Líbia como?

Coisas interessantes se passam no mundo, e eu nada de interessante tenho a dizer ao mundo. O normal, portanto.

Sendo assim, deixo aqui um pensamento de um autor cujo nome não me recordo, mas que quando chegar a casa e vir o livro corrijo G. C. Field:

"O facto mais importante na política é a obediência, e é dela que resulta o poder. A questão fundamental a ser levantada em qualquer situação política não é quem mandará em quem, mas quem obedecerá a quem"

21 março, 2011

They don't compare

Tanto para dizer, tanta falta de vontade para escrever. O que fazer nestes casos? Colocar uma musiquinha, é claro.

E, olha! Alguém que gosta tanto da sociedade quanto eu.
(e porquê este vídeo quando existem outros melhores pelo youtube? Porque eu não estive nos outros. Estive neste, e na primeira fila):



They don't eat, don't sleep
They don't feed, they don't seethe
Bare their gums when they moan and squeak
Lick the dirt off a larger one's feet
They don't push, don't crowd
Congregate until they're much too loud
Fuck to procreate till they are dead
Drink the blood of their so called best friend

They don't scurry when something bigger comes their way
Don't pack themselves together and run as one
Don't shit where they're not supposed to
Don't take what's not theirs, they don't compare

They don't scam, don't fight
Don't oppress an equals given rights
Starve the poor so they can be well fed
Line their holes with the dead ones bread

They don't scurry when something bigger comes their way
Don't pack themselves together and run as one
Don't shit where they're not supposed to
Don't take what's not theirs, they don't compare...

They don't scurry when something bigger comes their way
Don't pack themselves together and run as one
Don't shit where they're not supposed to
Don't take what's not theirs... they don't compare...
Rats...they don't compare
Rats...they don't compare

Ben, the two of us need look no more...

14 março, 2011

Hoje

-Fui pagar a residência aos SASUTL. Cobraram-me um  preço mais baixo, o de bolseira, e eu, na minha santa inocência, digo: "esse valor está errado, eu já não sou bolseira, perdi a bolsa".
Só sei que, minutos mais tarde, eu afinal já era bolseira outra vez. E ainda dizem que os serviços públicos são lentos...
Ao que parece, o governo fez aprovar um despacho em que concede, a alguns bolseiros em transição (eufemismo para denominar aquela catrefada de gente que, como eu, perdeu a bolsa este ano), uma bolsa mínima, que cobre o valor das propinas. Ou seja, 900 e muitos euros, o que já é muito bom! No meu caso é apenas metade daquilo que tenho de pagar porque o governo não dá o mesmo apoio aos mestrandos, porque não considera um mestrado essencial. Vai daí, a bolsa máxima que pagam em qualquer caso é a propina da licenciatura. E pronto, tenho de pagar na mesma o alojamento, e mil euros de propinas, mas podia ser bem pior...

Mas não estou aqui para me queixar hoje, embora tenha tido uma discussão muito feia e triste com a minha mãe, que me enublou o dia apesar de todas as boas notícias.
Ao fim da tarde fui ao ISCSP para conhecer o meu futuro potencial orientador da tese de mestrado. Tese essa que é brilhante, inédita, avassaladora e que mudará para todo o sempre os destinos da Humanidade! muahahahaha! Bom, não será bem assim. Só sei que sou um bocado viciada no facebook e consegui enfiá-lo na minha tese. Vai tudo correr bem e que Zuckerberg me proteja.
O potencial orientador foi na cantiga e tornou-se no meu orientador. Onde já se viu... Uma parola como eu prestes a iniciar uma tese de mestrado toda bonita, cheia de investigação (um ano dela, é o que se espera). O mundo está mesmo perdido.

Portanto, o saldo do dia é: 1000 euros + um orientador de tese de mestrado + dores de cabeça familiares e sentimentos ainda mais pisados. Podia ter sido um belo dia, mas parece que ultimamente tenho sempre uma nuvem em cima da cabeça.

11 março, 2011

O governo quer obrigar-me a mentir. O que fazer?

O jornal i avisa:  Censos "escondem" falsos recibos verdes


O governo acha que, como nos mente todos os dias, pode continuar a mentir-nos obrigando-nos a responder mentiras. No fim dos Censos, contabilizam um número ridículo de trabalhadores a recibo verde e congratular-se-ão, ao mesmo tempo que, aposto, irão desvalorizar manifestações como a de amanhã - em que afinal vou participar.

Espectacular.

Explicando melhor:
(...) na opção "qual o modo como exerce a profissão indicada" consta a seguinte consideração que deverá ser levada em conta pelo inquiridor dos Censos: "Se trabalha a recibos verdes mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido, deve assinalar a opção trabalhador por conta de outrem." Estas características são as de um trabalhador que devia ter um vínculo permanente, ou seja, um falso recibo verde, acusou a deputada Rita Rato.

É esconder completamente e impedir que se saiba a realidade dos falsos recibos verdes. Quando saírem os resultados dos censos vai dizer-se que existem x trabalhadores por conta de outrem, quando o que sabemos, à partida, é que neste miolo estarão milhares de falsos recibos verdes identificados como trabalhadores por conta de outrem", criticou a deputada comunista. "É um escândalo estatístico que se queira manipular os dados que escondem e impedem que se saiba a realidade dos falsos recibos verdes", acrescentou. 


Queiram perdoar, mas não quero seguir o exemplo que vem de cima e mentir.

Se eu acrescentar uma opção chamada "falso recibo verde", o meu Censo fica anulado? É que é isso mesmo que vou fazer até encontrar outra solução. Revoltante...

09 março, 2011

Notícias do Fundo

Recuperei a carteira cerca de 15 horas depois do roubo! Comprovou-se a teoria dos meus amigos de que ela iria aparecer assim que me limpassem os magros cêntimos que lá estavam dentro. Calculo que o ladrão tenha ficado chateado por encontrar lá dentro uns valentes 60 cêntimos em moedas pretas, mas ainda assim teve a decência de deixar a carteira (e outra roubada a outra pobre alma) por baixo do caixote do lixo da casa-de-banho masculina do bar.

Fiquei uma autêntica perita em roubos, por isso aqui fica um pequeno manual de sobrevivência para roubados:
(nota: quando falo em carteira, refiro-me aquela coisa onde guardam os documentos e o dinheiro, não à bolsa inteira)

1- Deixar os documentos em casa quando se sai à noite. Não sejam totós, basta andarem com o B.I., carta de condução (se for o caso), e cartão de utente. No caso de terem duas contas como eu, levem sempre o cartão multibanco da conta em que têm menos dinheiro. Na conta alternativa tenho sempre 20€ ou assim, só para o caso.

2- A vossa carteira (mala em lisbonês) é de fácil abertura? Ou andam sempre com ela virada para a frente e com a mão por cima, ou ganham juizo e levam outra. No meu caso, estava a pedi-las.

3- Colocar o número de telemóvel na carteira. Pelo menos se alguém a encontrar pode ligar no momento.

4- Foram roubados. Calma, acontece a todos pelo menos uma vez na vida. O que fazer? Chorar é válido, mas não ajuda. Pensamento positivo: o malandro só quer o vosso dinheiro. É provável que deite fora a carteira em seguida. Se souberem em que bar/local isto aconteceu, procurem na casa-de-banho. Se andaram por vários bares, repitam o processo nos vários locais. Se não cumpriram a dica nº 3, deixem o vosso contacto com os barmen, no caso da dita cuja aparecer. No meu caso foi assim, e só por isso é que a recuperei em tão pouco tempo!

 5- Pode dar-se o caso de o larápio ter mau feitio. Se a vossa carteira for parar ao lixo, considerem-se fod... lixados. Espreitem os caixotes do lixo da área, porque pode lá estar.

6- Participem o furto na polícia. Eu sei, eu sei, acabaram de ser assaltados e eu estou a mandar-vos para junto de outro ladrão (ver post anterior para compreender porque escrevo isto). A polícia têm uma base de dados que permite que a carteira possa aparecer em qualquer esquadra, que ela vai ter às vossas mãos. A polícia tem também o número de telefone para onde devem ligar imediatamente de modo a cancelarem o vosso cartão multibanco (caso não cumpram a dica nº 1). Tentem não ter também um pin óbvio, tipo data de nascimento. Quem agarrar o vosso b.i. e tiver dois dedos de testa, vai tentar entrar na vossa conta digitando a vossa data de aniversário. Mesmo que este não seja óbvio, é possível usar o multibanco nas portagens sem pin, por isso mais vale cancelar.

7- Antes de pedirem uma declaração na polícia em como foram assaltados, pensem duas vezes. É que o papel policial está caro e uma fotocópia lá custa 10 euros. Para quem acaba de ser assaltado, é capaz de aleijar (sobretudo na alma. Pagar à polícia para fazer o seu trabalho dói). Tentem lembrar-se que a culpa não é do senhor polícia e que ele está a cumprir ordens dos ladrões do Ministério da Administração Interna. Tentem convencer o senhor polícia a prender o ladrão do Rui Pereira.

8- Tal como não devem pedir logo a declaração (a não ser que precisem por motivos laborais), não desatem já a tirar de novo tudo o que é documento. É mesmo provável que a carteira volte a aparecer com os documentos todos, que ainda há ladrões simpáticos. É mais provável que ela apareça se cumprirem as sábias dicas desta veterana que já foi assaltada uma vez (ok, roubaram-me o telemóvel um dia, mas eu corri atrás dos larápios e hoje tenho-o aqui ao meu lado. Somos felizes há 5 anos (eu e o telemóvel, não eu e os dois ladrõezecos que nos tentaram separar).


Ora essa, estamos aqui para isso.

08 março, 2011

Ladrão que rouba roubada tem o quê?

Acabo de ser roubada. levaram-me o porta-moedas com tudo o que é documento possível e imaginário.
Apresento participaçao na esquadra da PSP.
Ligo para o banco para cancelar o MB, e dizem-me que devo pedir uma declaração na polícia para facilitar o pedido de novo cartão.
Peço um papel qualquer ao senhor agente que prove que fiz participação na esquadra em como fiquei sem documentos.
O senhor PSP diz que agora já não Me pode dar esse papel, que tenho de o pedir no dia seguinte noutra esquadra, e que esse papel custa 10 euros.
10 euros.
por um papel.
A polícia pede 10 euros a uma pessoa roubada por uma declaração a dizer que eu fui... roubada.
Roubada por quem mesmo?
Realmente, a certa altura uma pessoa já nem sabe.
Disse ao senhor agente que a polícia me estava a roubar.
O senhor agente concordou.

Que se lixe a declaração.

E QUE NINGUÉM ME VENHA DIZER QUE NO CARNAVAL NINGUÉM LEVA A MAL.