25 abril, 2011

Alguém faltou às aulas de História

Hoje, dia 25 de Abril, a SIC dedica o dia inteiro da programação televisiva às princesas. E ainda anuncia: "dia 25 de Abril é um dia verdadeiramente encantado". Por isso, a SIC festeja-o com um filme infantil sobre princesas, um filme sobre Filipe e Letizia de Espanha, e depois, claro, outro filme sobre William e Kate.

Das duas uma: ou alguém era muito mau a História, ou o D. Duarte tem uma quota de acções por lá.

24 abril, 2011

Diz que é Páscoa

Tendo em conta que nesta época se recorda a morte de um senhor que morreu aos 33, aqui fica o meu contributo pascal.

17 abril, 2011

Continuando com a coerência temática que sempre pautou este pasquim, hoje apetece-me escrever sobre iogurtes. Porquê (e aqui sim, mantenho a coerência)? Porque estou arreliada com o mundo do iogurte, e apetece-me praguejar.

Segunda-feira perdi a cabeça e comprei 18 iogurtes. Uma data deles, agora que penso bem nisso. Dizem que temos de comer coisas saudáveis e um gajo não sobrevive só com bolachas e cafés, daí que resolvi investir na saúde.

Mas há algo que me arrelia profundamente no iogurte. Eu compro iogurtes de bolacha (mas é em iogurte, faz bem, não é?), morango e melancia, mas ao ler o rótulo percebo que na realidade estou a comprar iogurte de ovo, glúten, aspartamo e acessulfame K (?). E biscuit que é bom? Uns ridículos 0,8%.
Isto deixa-me melindrada.

Eu acho que nos andam a enganar. Nutricionistas, família, todos. Como é que uma coisa com o seguinte rótulo pode ser assim tão saudável? Deixo aqui os ingredientes do meu delicioso iogurte 'Adágio magro vanilla cookies':

Leite pasteurizado desnatado, leitelho (soa a coisa horrível: http://pt.wikipedia.org/wiki/Leitelho), açucar, fibra alimentar (inulina: 1,1%, pedaços de biscuit: (0,8%, que forretice), fermentos lácteos, xarope de glucose, aroma (isto é só uma porrada de químicos certo?), edulcorantes: aspartamo e acessulfame K, conservante: E 202 e concentrado de açafroa. Contém ovo (wtf?) e glúten. Contém uma fonte de fenilalanina.

Aroma? AROMA? Se eu quisesse um iogurte com aroma comprava um iogurte com aroma. Sendo que aquilo que parece separar um iogurte de aroma de um iogurte com comida a sério são... 0,8% de ingrediente. Isto é feio, senhores produtores de iogurte, feio! SE PUSESSEM MAIS BISCOITO / FRUTA NÃO PRECISAVAM DO AROMA. Seus gananciosos!

Tenho medo. E ainda me faltam comer uns 14 iogurtes.

13 abril, 2011

Não aceito

O "Jornal de Notícias" escreve que realizar eleições antecipadas custará ao país mais de 18 milhões de euros, incluindo tempos de antena, despesa com os membros das mesas de voto e os perto de oito milhões de euros de subvenção estatal para as campanhas, que sofre uma queda de 10%.

Não aceito que não se paguem as retenções de IRS às pessoas, que os bolseiros que conheço já não recebam bolsa há dois meses (sem que haja qualquer explicação), que se diga que Portugal só tem dinheiro até Maio, que se peçam sacrifícios atrás de sacrifícios às pessoas, e que depois se usem 18 milhões de euros, repito, 18 milhões de euros (dos quais 9 são para os partidos andarem em campanha eleitoral) numas eleições que de pouco ou nada servem, uma vez que somos governados pela Alemanha e pelas agências de rating.,
Não aceito. Não aceito que se peça dinheiro para isto. Não aceito que se metam esses abutres incompetentes e doutrinários do FMI cá dentro e que se paguem 5% de juros para tempos de antena, jantares e comícios de algumas pessoas que nos trouxeram até este estado calamitoso.
Não aceito!!

Quem concordar com esta petição, que pede (devia exigir) uma campanha sem gastos para as finanças públicas no que toca ao financiamento dos partidos, que a assine por favor:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8502

11 abril, 2011

Já não bastava os políticos prestarem um mau serviço ao país

Ao mesmo tempo que a TVI tem Judite de Sousa a fazer uma longa entrevista ao líder do PSD, Pedro Passos Coelho, outra Sousa (Clara), noutro canal privado (SIC), entrevista, ao mesmo tempo, outro líder partidário (Francisco Louçã).

Um péssimo serviço prestado ao país. Bem sei que são canais privados, mas não estamos a falar de um negócio de pastelaria.

A nobreza do costume

Fernando Nobre conquistou respeito na política portuguesa graças aos seus 14% de votos nas eleições presidenciais de 2010. 14% para um cidadão independente, desconectado de qualquer partido, é bem bom.

O que fazer com esses 14% de votos num independente? A resposta, para Fernando Nobre, é óbvia: juntar-se a um partido. Andamos a dormir nas duas últimas eleições presidenciais, não foi? O exemplo de Manuel Alegre e o seu “milhão de votos” diminuídos na eleição seguinte, em que se viu apoiado não por um, mas por dois partidos, de nada serviu, não foi?

Isto mostra muita coisa, mas eu destaco uma: o PSD e Fernando Nobre são, como dizer… estúpidos. O PSD achou porventura que aqueles 14% iam direitinhos para ele. Não perceberam que aqueles 14% representam o cansaço que as pessoas acumularam face aos partidos políticos de sempre? Face a um sistema que cada vez parece mais viciado, mais egoísta, mais podre?

Sou demasiado preguiçosa, mas deixo o desafio a quem tiver mais paciência: encontrar declarações da campanha anterior em que Nobre faz criticas aos partidos e ao centrão. E em que exalte a independência. 
3, 2, 1… Go!

De quem é a culpa da queda dos jornais?

De quem é a culpa da queda dos jornais?

Uma frase de Juan Giner para repetir muitas vezes:
“La crisis de los diarios no esta el papel ni Internet. Es el periodismo “low cost” o en hacer periódicos sin periodismo ni periodistas”.

E mais uma: “En casi 30 años de consultor de medios nunca conocí un diario que mejorara pagando peor y reduciendo el numero de sus periodistas.”

Via http://ciberjornalismo.com/pontomedia/#ixzz1JAF4TTFP .

10 abril, 2011

09 abril, 2011

Podia-me dar para pior

Tenho andado a pensar na morte, e acho que ela já me chateou mais. Às vezes vou no autocarro e penso na eventualidade de aquilo se desmanchar tudo e capotar (não tenho jeito para descrições trágicas, mas tentem imaginar um cenário dantesco com mortes à mistura e demais parafernália) e já não fico com medo de morrer. Só penso que gostava de morrer de forma rápida e o mais indolor possível.

Antes não. Punha-me a pensar na tristeza de todo o processo. Que já não ia poder ver mais as pessoas de quem gosto, nem fazer todas aquelas coisas que gostaria, e tanto mundo que ficou por conhecer, e tanto chocolate bom que ficou por provar. Não. Agora penso sobretudo que gostava que fosse rápido. Assim como assim, quem se chateia mais é quem fica cá.
Ok, isto foi mesmo muito egoísta de se escrever. Mas também penso algumas vezes nessa perspectiva, ou seja, o que seria se alguém muito próximo de mim, mais do que morrer, tivesse um acidente grave e ficasse gravemente incapacitado para toda a vida. Mais alguém tem este tipo de pensamentos idiotas aos 23 anos?

Calma, não sou nenhuma suicída, nem estou deprimida (acho eu), não precisam de me dar já o número da linha de apoio ao suicída (isto existe?). Eu gosto muito de andar por cá... A vida, apesar dos seus apesares, é muito gira. Já fui mais feliz do que sou agora, mas ainda assim considero-me uma pessoa feliz.
Acho que isto é só uma forma de perceber que amadureci mais um bocadinho. Sendo que o ponto máximo de crescimento é aquilo que os nossos avós nos dizem: "morte? oh filha, eu já vivi uma vida longa, qual medo da morte qual carapuça".

Termino este bloco inútil de texto com um pedido. É aproveitar, já que a internet é eterna e a porcaria que escrevemos fica aqui a deambular pelo web-mundo: se eu morrer, quero doar os meus órgãos a quem peecisar deles. E aquelas partes que ninguém quiser para nada (tipo o cérebro), gostava de doar à ciência. Não há nada mais divertido do que imaginar um estudante de medicina a fazer troça dos meus órgãos falecidos. Talvez haja, mas não estou a ver nada assim de momento.

07 abril, 2011

Não há coincidências

No dia em que se soube que o FMI vem conquistar Portugal, fiquei cheia de alergia e ranho e essas coisas. Coincidência?
Yeah, right.

06 abril, 2011

Ó Luís, vê lá se estou bonito enquanto digo ao país que isto está tudo f...lixado

Que chatice, tenho agora que fazer umas declarações e tal... Parece que o país está perto da bancarrota ou assim... Mas o que preocupa realmente o primeiro-ministro? Qual é o seu lado mais telegénico, claro.

05 abril, 2011

Black gives way to blue

Tenho um paradoxo estranho na minha vida. Odeio drogas. Se há coisa que eu odeio mesmo e que, se tivesse poderes, punha no top das prioridades para erradicação, é a porcaria da droga. Fico deprimida quando vejo drogados, não consigo ver reportagens que mostrem gente a drogar-se. O tema afecta-me particularmente.

Ao mesmo tempo, sou completamente fanática por arte criada por drogados. Parece que é perseguição, mas tenho tendência a gostar muito de música feita por gente que é, sobretudo, dependente de heroína. E depois tenho de fazer posts como este, o que me causa bastante tristeza (e a vocês também deve causar, mas porque estão a ler um texto medíocre em vez de aproveitarem o tempo de forma mais proveitosa e divertida. Desde já as minhas desculpas).

Hoje é dia 5 de Abril. Já andava a pensar no dia há semanas. Por esta altura, colo sempre em Alice in Chains e em Mad Season. É inevitável, mas já cheguei à conclusão que é mesmo possível sentir saudades de alguém que nunca conheci. Quem me dera que neste dia, mas há 9 anos (já passaram 9 anos?!), não tivesse morrido Layne Staley da forma triste que morreu.
Ou que viveu.

Dizia-me o Paulo esta semana que a data é algo simbólica, e a perspectiva tem piada. 5 de Abril é a data da morte de Layne Staley mas também de Kurt Cobain. E é também o dia do aniversário de Mike McCready, o guitarrista dos Pearl Jam. O gajo que soube sair da má vida. O membro da única banda das três que se manteve sempre activa, enquanto que as outras duas morreram, juntamente com os seus vocalistas (sendo que os Alice in Chains voltaram do seu luto - e ainda bem). Ou seja: é uma data de morte, mas é também uma celebração de alguém que soube agarrar a vida, e que hoje deve estar a festejar à grande (e ainda bem, não fossem os Pearl Jam a banda da minha vida)

Gostava de poder agradecer a Layne Staley por toda a arte que criou e que partilhou, mesmo eu sabendo o estado em que o fez. E nunca saberei se não é esse estado tão deprimente que faz com que a arte que sai dali me atraia desta maneira.


Lay down, black gives way to blue
Lay down, I'll remember you.