27 fevereiro, 2009

C'era una volta...



Imaginem que estavam na faculdade e que de repente vos era dada a oportunidade de, durante seis meses, continuar o vosso curso numa cidade europeia à escolha, de entre um vasto leque de opções. Para que os custos extra não pusessem ninguém de fora, era-vos oferecida uma bolsa para poderem suportar as despesas de uma cidade mais cara e da renda de uma casa.

É claro que uma oferta destas tem de ter contrapartidas... E o que este gesto de inquantificável generosidade vos pede em troca é que estudem como se estivessem cá (mas menos, só que eles não dizem isso porque parece mal :P), e que se divirtam muito. Que conheçam uma nova cultura de perto, que aprendam uma nova língua, que durante seis meses sejam cidadãos de um outro país, que viagem, que se cultivem, que façam amizades internacionais, enfim, aquilo que não está previsto no programa do curso da faculdade para o qual entraram. Parece-me uma contrapartida justa.

E eu aceitei aquilo que, à primeira vista, é impossível recusar! Surpreendentemente, num universo de bem mais do que uma centena de alunos, só 6 ou 7 pessoas é que também embarcaram na aventura....

Fui para Roma. Fui conferir se aquilo tudo que falam sobre Erasmus é verdade. Às vezes as pessoas gostam de exagerar e eu não gosto cá de ser comida por lorpa. E constatei que, de facto, as coisas não são bem assim...

São infinitamente melhores.

São uma fuga do dia a dia, são o viver de uma nova vida com um timeline delimitado à partida e que nos permite viver ao máximo e aproveitar cada dia. É bom sabermos que estamos a ter uma oportunidade única na vida e saber aproveitá-la... é tão bom! Responsabilidades a roçar o zero, viagens e visitas a e de amigos/conhecidos/amigos de conhecidos que também estão "poisados" um pouco por toda a Europa, a inevitabilidade de me apaixonar por Itália e por toda a sua riqueza cultural, arquitectónica, paisagística e gastronómica :P (e com isso ganhar imensos kg e mesmo assim pensar "logo penso nisso").

São seis meses que valem por um curso inteiro feito ali ao lado de casa...

Só há uma pequena coisinha, que dura um dia, mas que é o suficiente para nos atormentar com saudades e nostalgia, e que nos faz desejar voltar atrás no tempo: o regresso a casa. É uma viagem que de certa forma atormenta...

Quando vimos a casa no Natal, sabe bem! Matar as saudades da família e dos amigos, contar as novidades, voltar a dormir na nossa cama, não ir às compras e carregar os sacos todos a pé :P andar de carro!! Comida da mamã e mimos da mamã!


Mas quando regressamos definitivamente, dói. Aquela realidade, ao contrário daquela que vivemos toda a nossa vida, não vai ficar à espera que a retomemos... e eu não me importava de trocar um bocadinho. Trocar a rotina de sempre, os lugares de sempre, as obrigações de sempre por mais uns valentes meses romanos...

Podemos sempre voltar à cidade que nos acolheu enquanto erasmus, mas nunca será a mesma coisa. Os amigos que fizemos não estão lá, já não temos a nossa casa. Deixa de ser um bocadinho a nossa cidade para ser a cidade dos novos estudantes que desfazem as malas para viver tudo aquilo que eu vivi... E a minha Roma esquece-me, para se entregar a novas caras.

Faz hoje um ano.

23 fevereiro, 2009

"Só faltou o juiz pôr-me um pé-de-cabra na mão"

Ora cá está um belo título, com um enorme potencial humorístico. Deixo aqui, para vosso deleite, a notícia escrita por Fernando Basto que o Jornal de Notícias publicou no dia 31 de Janeiro:

" "Ó senhor juiz: eu roubo carros para ir comprar droga, mas depois até tenho o cuidado de os deixar em parques de estacionamento, de preferência nas traseiras das esquadras". A frontalidade, o ar excêntrico e agitado do jovem toxicodependente não mexeu com a aparência séria e compenetrada do juiz, mas gerou um sorriso contido na procuradora do Ministério Público.

N., 27 anos, desempregado, tinha sido apanhado pelos agentes da autoridade a conduzir um veículo furtado, na Rua das Condominhas, no Porto, sem estar habilitado. Era já a sétima vez que era preso pelos mesmos factos. Na esquadra, veio a saber-se que N. tinha um processo pendente em Famalicão, por furto de viatura e condução ilegal, e que o juiz o havia obrigado à permanência na habitação.

"Eu sou viciado em heroína e cocaína. No tribunal, mandaram-me para casa e nem me puseram pulseira no pulso, só faltou foi porem-me na mão um pé-de-cabra", explicou, em tom irónico. Cedo, juiz e procuradora perceberam que, sob o sarcasmo dos comentários do jovem, escondia-se um caso que exigia intervenção imediata.

"Eu quero é que o tribunal me mande para tratamento. Preciso de me tratar para deixar de andar a roubar carros para ir à procura da droga", clamou. A procuradora entendeu que algo devia ser feito para impedir que N. saísse de casa e andasse pelas ruas e depressa notificou o juiz de Famalicão sobre o perigo de fuga do arguido.

"A casa não é minha, é da minha namorada, que é alternadeira. E agora não me deixa lá entrar. Assaltaram-lhe a casa e ela julga que fui eu para comprar droga". Desempregado, N- foi condenado a uma multa de 700 euros.

"O tribunal não lhe pode mandar para tratamento, tem de ir à Segurança Social", considerou, secamente, o juiz. N. mexeu os ombros. "Não garanto que não volte para a rua roubar carros", advertiu.


Pois. Se calhar o título engana bem. Se calhar, nós que andamos na rua e temos carros e bens e essas coisas todas já não achamos o texto com qualquer potencial humorístico. Sem, no entanto, deixar de sentir a vontade de chamar palhaços aos homens de leis no nosso país.

Para quem não leu e prefere a versão resumida, cá vai: um toxicodependente é apanhado a roubar carros e o juiz manda-o para casa sem qualquer controlo, confiando que a sua palavra é o suficiente para que o pobre homem a cumpra sem questionar. E com certeza que, sendo drogado, até aproveita para se desintoxicar em casa. Fácil!
No entanto - surpresa! - este malandreco desobedece ao sr. dr. juiz e é apanhado na rua a conduzir mais um veículo roubado. Presente a tribunal, ele mostra saber mais sobre os deveres de um juiz do que os próprios, admite que se o deixarem à solta vai roubar outra vez e pede encarecidamente que o ajudem a livrar-se do vício.
A juíza acha então que o melhor a fazer é dizer-lhe "vá à segurança social" e aplicar-lhe, a ele, desempregado e ladrão de carros para poder comprar droga, uma multa de 700 euros.

GENIAL.

Isto é um caso... Quantos mais haverá? Podia dissertar muito mais aqui mas não me apetece. Apetece-me vomitar na cara dos grandes senhores das leis, mas não posso. Este mundo é mesmo feito de injustiças...

18 fevereiro, 2009

O meu gosto é melhor do que o teu

Bruno Nogueira escreve, numa frase, o que eu tento explicar há anos mas que nunca consigo resumir: "Há qualquer coisa de intelectual em contradizer as massas".

É mais ou menos isto. Leiam o post na totalidade e está aí a minha opinião em relação aos críticos de cinema que dão notinhas nos jornais. E aproveito para estender a crítica a muito boa gente que aí anda, a opinar seja sobre música, teatro ou costura. Opinam como se a sua opinião fosse superior. Do alto das suas sabedoria e cultura refinadas, ditam dogmas que, na sua maioria, são contra a opinião recorrente ou visam uma obra desconhecida da esmagadora maioria das pessoas.
Falar e criticar um filme feito por alunos de uma faculdade no Botsuana e apelidá-los de futuros Hitchcock equivalerá, portanto, ao topo da tabela de prestígio destas pessoas. Quanto mais difícil e inacessível é a obra, melhor a entende o pseudo-intelectual. Se lhe falamos de coisas mais mainstream, parece que lhe falamos de um bicho venenoso, tal é o desprezo com que nos olha enquanto pensa "que mente tão vazia". Irritam-me indies à força, aqueles que só o são porque parece bem, porque querem integrar-se, porque ouvem 383784373 bandas por dia quase por uma obrigação auto-infligida só para tirarem uns quantos nomes desconhecidos da manga e mostrarem conhecimento.

Havia tanto por dizer. Mas eu tenho este problema, que é andar às voltas e não conseguir elaborar duas ou três frases-chave que transmitam o meu pensamento. Apresento já as minhas desculpas a qualquer erudito do português que, por algum azar, se tenha perdido e tenham vindo ter a este pasquim. Falta-me a clarividência do Bruno :(

PS: É um bom filme :D

16 fevereiro, 2009

O país está doente. Chamem a 3ª idade!

Portugal tem falta de médicos.
As médias de medicina em Portugal são estupidamente altas.
Como tal, há montes de portugueses a ir para Espanha, onde as médias são mais acessíveis.
Portugal, como tem falta de médicos, vai depois buscar bastantes a Espanha.

Qual é a solução para este problema? Não, não estou a insultar as vossas mentes com um problema tão fácil. Vá, digam lá qual é a solução...




R: É ir buscar os médicos na reforma que tenham até 70 anos! Brilhante!!!!!!!!
Ahahaha! Por esta não esperava eu. Viva a ministra! Viva Portugal!
...

14 fevereiro, 2009

Maldita preguiça

Estava eu tão bem humorada depois de um dia em que o sol regressou, a ler um livro deitada no sofá enquanto a minha avó via uma das suas novelas da TVI, que a preguiça me impediu de, após o fim da novela, mudar de canal. É que ver o Jornal Nacional é o que se sabe, e esta sexta-feira 13 estava-me a correr bem.

Começou o circo. Na primeira meia hora (!!!), Manuela Moura Guedes vomitou (aquela boca e expressão de justiceira dá um sentido literal a esta expressão) a seguinte variedade informativa:

A notícia de abertura era, na verdade, uma reportagem cujo mote é mais ou menos o costume: tentar fazer o trabalho que o PSD não é capaz de executar. Buscas à casa de Sócrates enquanto secretário de Estado do Ambiente, que acabaram por ser suspensas por falta de indícios (e em que a repórter tentava arrancar quase à força uma justificação do juiz que a indeferiu);

A circense reportagem prosseguiu com imagens de casas da autoria de Sócrates. Desta vez para desacreditar o Primeiro-Ministro são postos em causa projectos assinados por ele que, alegadamente, foram feitos por técnicos que necessitam do aval de um engenheiro civil. A prática é, de facto, ilegal. Mas se se começarem a investigar estas práticas, as cadeias vão ser ocupadas totalmente por engenheiros civis, tal é a abundância desta prática. A TVI mostrou ainda várias assinaturas de Sócrates, todas diferentes. Sr. Primeiro-ministro... de facto assim até a TVI percebe... um bocadinho mais de rigor.
É bonito ver a TVI tão preocupada com Sócrates. É que a repórter esqueceu-se de referir que, a partir do momento em que a assinatura está lá, qualquer problema referente ao projecto é da responsabilidade do engenheiro que a assinou. É bonito.

Segue-se - surpresa! - o caso Freeport e, após mais do mesmo, vem mais do mesmo: a recessão que "só o Governo não via e que resultou num crescimento de 0%...". Alguém devia dizer à MMGuedes que não há crescimentos de 0%. Ela provavelmente culparia o Governo por isso, mas ficava a nota. A quinta notícia da noite é a de que Cavaco discursou e mandou recados ao Governo, subentendidos, claro está. Não percebo como é que alguém com tantas provas dadas não está a fazer efectivamente alguma coisa, ao invés de ser apenas uma figura decorativa do país. Após a notícia, e antes de passar para a seguinte, a jornalista avisa: [olhar de justiceira] "O recado está dado" [/olhar de justiceira] (ops! o ar empinado não cessa jamais).

Após meia hora disto, a oposiç....a TVI continua a despejar notícias como o facto de os novos chips que a lei obriga a que cada condutor tenha servem apenas para pagar portagens porque "o Governo já recuou" em outras funcionalidades "porque não quer ver os chips vetados pelo Presidente da República em ano de eleições".

No meio disto tudo, e para prender os eruditos tele-espectadores do Jornal Nacional, atira-se uma notícia sobre futebol. Dado o rebuçado, segue-se mais uma peça sobre a Secreta do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), órgão do Sistema de Defesa Nacional. Parece que a Secreta afinal até está na internet, bem acessível. A TVI faz-nos a gentileza de lembrar que, num caso semelhante, passado em 1999, o então ministro da Defesa se demitiu. Ah! Mas a TVI quer que os seus tele-espectadores saibam ainda que quem tutela a Defesa é... Sócrates.
E no caso de haver alguém mais desatento, no fim da peça MMGuedes declara que espera para ver que consequências advirão deste caso.

Há mais. As eleições para secretário-geral do PS também são abordadas. Candidato único: José Sócrates, que não teve a decência de fazer campanha eleitoral suficiente e de atirar dinheiro fora numa campanha ganha à partida. A convidada a comentar (não sei bem o quê, tipo tudo) é Ana Benavente, uma ex-figura de topo do PS que agora é apenas militante de base. Estranho. Ana Benavente foi lá para criticar Sócrates. Fala, e bem, sobre o facto de Sócrates denunciar uma campanha negra contra ele mas nunca referir quem está por trás da mesma, deixando claro que é contra todas as políticas do actual PS e que nunca apoiou José Sócrates.
MMGuedes termina a entrevista com uma tirada irónica: "não há nada como a liberdade". É engraçado que a pessoa que o diz claramente não compreenda muito bem o seu conceito.

Uff... cansados? Estariam, se alguém tivesse resistido a leitura até aqui. Mas eu também estava. O Jornal Nacional cansa-me. É um cansaço misturado com nojo. A culpada era eu, que não mudei de canal a tempo. Enquanto pensava isto, Manuela Moura Guedes anuncia o destaque da noite: o "Pinocrates" da JSD. A JSD colocou cartazes em que Sócrates ainda tem um nariz mais feio do que o que na realidade possui. Maldade... E Sócrates acusa, na AR, que este acto é "vergonhoso para a nossa Democracia". Como jornal de impressionante olfacto jornalístico, a TVI vai buscar algo que já anda na blogosfera há tempo suficiente para que toda a gente já o soubesse: A "Acção Socialista" já tinha desenhado adereços à oposição em várias edições. A peça é elaborada em tom jocoso e faz de Sócrates um rapper que repete incansavelmente "cartazes vergonhosos para a nossa Democracia", "cartazes vergonhosos para a nossa Democracia". É um facto. Como também é um facto que a Acção Socialista é um jornaleco do partido e que a JSD usou cartazes políticos espalhados pelo país.

Por sorte o jantar estava na mesa e tive de interromper definitivamente a emissão do Jornal Nacional. É que o meu bolo alimentar corria o risco de ser vomitado só de olhar para a cara de MMGuedes. Mas ingerir alimentos ao mesmo tempo em que nos tentam impingir ideologia política pela goela abaixo é demais para o meu metro e meio de gente.

Pelo meio lembro-me ainda de ouvir MMGuedes tecer um dos seus típicos comentários de desdém pelo país. É gente mal-agradecida. MMGuedes devia beijar a calçada portuguesa. Só neste país é que uma pessoa como ela consegue apresentar um telejornal em horário nobre. E todos sabemos que não é pelos seus dotes intelectuais e muito menos jornalísticos.

09 fevereiro, 2009

Exmo. camarada São Pedro:

Venho aqui para dizer basta! Sempre pensei que jogasses na outra equipa, mas as últimas 3 semanas levam-me a concluir que viraste a casaca. Costumavas ser conhecido pela defesa da igualdade e pela distribuição justa e equilibrada dos recursos (à excepção de casos pontuais como a arca de Noé ou ocasionalmente também te descuidas na Etiópia ou na Somália), mas isto é demais.
Ninguém te avisou que isto é Portugal? Não achas que três semanas debaixo de chuva não é um bocadinho exagerado? E a Austrália, já viste a Austrália? Esses estão debaixo de fogos assassinos... Não achas que devias repensar a tua estratégia e redistribuir melhor as coisas? É que cada vez mais há muitos com pouco e poucos com muito. Parece-te justo?
A tua sorte é que há pouca gente a importar-se com isto, ainda menos gente a tomar atitudes e ninguém a fiscalizar-te...

Um bocadinho mais de atenção e coração, ãh, São Pedro?




PS: Qualquer semelhança entre esta situação meteorológica e outras realidades pode não ser pura ficção

07 fevereiro, 2009

Yann Tiersen


impatientement, je t'attend



05 fevereiro, 2009

Antes de começar a espingardar como habitualmente, queria só deixar um grande obrigada a quem me telefona ou envia e-mails com sugestões de trabalho. Já foram uns quantos e isso deixa-me muito contente, por saber que há quem se vá lembrando de mim :)

Numa dessas sugestões, o Pedro mandou-me uma sugestão de colaboração para o primeiro número de uma revista de saúde... Para não variar, querem alguém licenciado em Jornalismo ou a realizar estágio para trabalhar mas - surpresa! - não querem pagar.

Uma senhora contactou-me posteriormente sobre o projecto:
"Boa noite. Estou a contactá-la, penso que a ... já terá falado consigo. Para falar premenorizadamente do que pretendo sugiro a marcação de uma reunião esta sexta a partir das 14:30 horas (...)".

Seria engraçado se não fosse trágico... Mas amanhã lá vou eu ver em premenor o que é que alguém que se acha no direito de oferecer trabalho a custo de nada tem para me dizer de interessante...

04 fevereiro, 2009

Led On

"Led On é uma saborosa e incrédula aventura de cinco músicos conhecidos do nosso meio musical numa história que pretende celebrar a herança musical dos Led Zeppelin"


É sim e eu pude confirmá-lo no dia 1 de Fevereiro no Knock Out!

Alexandre Frazão (bateria), Paulo Ramos (voz), Zé Nabo (baixo), Mário Delgado (guitarra) e Manuel Paulo (teclas) são os Led On, um projecto de luxo que faz com que quem os veja se sinta mais perto de Led Zeppelin do que o que alguma vez esteve caso não tenha tido a sorte de ver Plant, Page, Bonham e Jones ao vivo.

Para mim um tributo é quando assistimos a um concerto com bons músicos, com bom ambiente em palco, com um vocalista que tem a árdua tarefa de cantar o que foi cantado por um Robert Plant, e com um John Bonham chamado Frazão que impressiona. Que nos faz acreditar por momentos que podíamos estar a ver os originais mas que se os próprios pudessem ver o que 5 gajos fizeram à música deles iam sorrir e aplaudir.
Eu fiquei boquiaberta, emocionada, curti MUITO e no fim aplaudi de pé...

A definição de tributo é o que estes 5 senhores me deram o privilégio de assistir.

Vénias para Led On, por tudo o que me fizeram sentir...

It's been a long time since I rock n' rolled!